O Parque de Exposições vira uma Bahia em miniatura neste sábado (1º). Gente de todas as regiões do estado, caravanas que atravessam a madrugada e visitantes de outras partes do país fazem da convenção uma grande festa popular, com música, abraços, reencontros e uma militância que chega disposta a ocupar cada pedaço do espaço.
Há muita gente. Muitos prefeitos, vereadores, deputados, lideranças comunitárias, representantes dos movimentos sociais, trabalhadores, jovens e militantes históricos. Uns vestem camisetas com os nomes de Lula e Jerônimo; outros carregam cartazes, bandeiras, bonés e faixas de suas cidades. Tudo se mistura numa celebração barulhenta, colorida e carregada de emoção.
Em vários pontos, gente chora ao ver Lula. Outros acompanham as falas com o celular erguido, cantam, dançam e se abraçam. Rostos felizes, famílias inteiras e grupos que viajam horas para participar de um encontro que junta política, afeto e esperança.
A convenção consagra a liderança de Lula e Jerônimo Rodrigues, mas também exibe a força de um projeto construído por muitas mãos. Rui Costa, Jaques Wagner, Geraldo Júnior e Otto Alencar são recebidos como integrantes de um time que atravessa diferentes momentos da história política baiana e chega unido à nova disputa.
Lula levanta a multidão. Sua presença dá ao encontro uma dimensão nacional e reafirma a ligação histórica do presidente com a Bahia. Cada vez que seu nome é pronunciado, bandeiras sobem, vozes se juntam e o Parque de Exposições responde em coro.
Jerônimo sai da convenção cercado por uma demonstração de força que vem do palco, das arquibancadas, dos corredores e das caravanas. A quantidade de gestores e lideranças municipais mostra o alcance de uma relação construída no interior, com presença constante, diálogo e parceria com as cidades.
Rui Costa e Jaques Wagner também são personagens centrais da festa. Rui, hoje no núcleo do governo federal, leva ao palco a experiência de quem governa a Bahia e participa diretamente das grandes decisões do país. Wagner aparece mais uma vez como articulador fundamental da unidade política que sustenta o grupo no estado.
Geraldo Júnior, o Geraldinho, é recebido com entusiasmo por uma militância que reconhece sua capacidade de circulação e diálogo em Salvador. Otto Alencar reafirma o peso de uma trajetória marcada pela experiência e pela defesa dos interesses baianos.
A democracia aparece ali sem formalidade. Está na chegada das caravanas, nos cartazes feitos à mão, nas camisetas, nos bonés, nas bandeiras agitadas e na liberdade de milhares de pessoas se reunirem para defender suas escolhas. Depois de tantos ataques às instituições e tentativas de espalhar intolerância pelo país, o Parque de Exposições responde com participação popular.
A Bahia inteira parece caber naquele espaço. Há gente do litoral, do sertão, do Recôncavo, do oeste, do sul, do extremo sul e da Região Metropolitana. Também chegam grupos de outros estados, atraídos pela presença de Lula e pela dimensão política do encontro.
Quando as lideranças sobem juntas ao palco, a imagem está pronta: Lula, Jerônimo, Rui, Wagner, Geraldinho e Otto diante de uma multidão tomada por bandeiras. Embaixo, ainda há gente chorando de emoção, gente dançando, gente cantando e gente feliz da vida. A campanha começa com o Parque de Exposições vestido de festa.



