A ausência de vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador voltou ao centro das discussões após um caso grave de importunação sexual registrado nesta semana. Atualmente, o sistema não adota a medida por falta de regulamentação específica e entraves jurídicos sobre quem tem competência para definir esse tipo de operação.
O tema ganhou força nesta sexta-feira (12), quando a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) cobrou mais agilidade na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para a aprovação de um projeto de lei de sua autoria que prevê a criação dos espaços exclusivos.
A mobilização ocorre após a prisão em flagrante de um homem de 22 anos, na quinta-feira (11), acusado de ejacular na roupa de uma passageira durante uma viagem no metrô da capital baiana — um caso que gerou indignação e forte repercussão pública.
“Isso é um absurdo! O metrô e o futuro VLT precisam ser espaços seguros para as mulheres, assim como os ônibus. Apresentei um projeto de lei que está em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia e peço aos colegas celeridade na aprovação”, afirmou a parlamentar.
O episódio reforça o debate sobre segurança no transporte público e a urgência de medidas que garantam proteção efetiva às mulheres no dia a dia.
Existe uma lei Municipal, nº 9.835/2025, que se encontra suspensa e uma vez que tema da criação de vagões exclusivos para mulheres não é nova em Salvador. O prefeito Bruno Reis (UB), sancionou a lei de autoria da vereadora Marta Rodrigues (PT), que previa medidas para reforçar a segurança feminina no transportes público.



