O professor, jornalista e pré-candidato a deputado estadual Jorge Sales denunciou nas redes sociais a instalação de catracas com reconhecimento facial em escolas da rede municipal de Salvador, enquanto, segundo ele, unidades de ensino ainda enfrentam a ausência de itens essenciais como ventilação adequada e materiais básicos. Em vídeo publicado na última quinta-feira (11), Sales mostra uma sala de aula com um aparelho de ar-condicionado sem instalação, apontando falhas na fiscalização da empresa responsável pelo serviço. De acordo com o professor, os alunos assistem às aulas sob forte calor, contando apenas com ventiladores insuficientes. A crítica central é de que a prioridade da gestão municipal estaria invertida, com investimentos em tecnologia de controle em detrimento de condições mínimas para o funcionamento das escolas. “Enquanto falta papel higiênico, material didático e até papel para impressão de atividades, a prioridade é catraca com reconhecimento facial”, afirmou. Na publicação, ele também questiona a destinação dos recursos públicos e a ausência de transparência sobre estudos que justifiquem a implementação do sistema. “Estamos trocando o direito à educação plena por vigilância e controle. A quem interessa esse tipo de investimento?”, indagou. O uso da tecnologia nas escolas está previsto na Lei nº 9.940/2026, sancionada pela Prefeitura de Salvador e publicada no Diário Oficial do Município em março. A proposta, de autoria do vereador Cláudio Tinoco, aliado do prefeito Bruno Reis, determina a implantação do sistema mediante cronograma de licitação e execução por parte do Executivo. A denúncia reacende o debate sobre prioridades na educação pública e levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre modernização tecnológica e garantia de condições básicas para alunos e professores.
Caso de importunação sexual expõe falha de segurança e reacende projeto de vagões femininos
A ausência de vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador voltou ao centro das discussões após um caso grave de importunação sexual registrado nesta semana. Atualmente, o sistema não adota a medida por falta de regulamentação específica e entraves jurídicos sobre quem tem competência para definir esse tipo de operação. O tema ganhou força nesta sexta-feira (12), quando a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) cobrou mais agilidade na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para a aprovação de um projeto de lei de sua autoria que prevê a criação dos espaços exclusivos. A mobilização ocorre após a prisão em flagrante de um homem de 22 anos, na quinta-feira (11), acusado de ejacular na roupa de uma passageira durante uma viagem no metrô da capital baiana — um caso que gerou indignação e forte repercussão pública. “Isso é um absurdo! O metrô e o futuro VLT precisam ser espaços seguros para as mulheres, assim como os ônibus. Apresentei um projeto de lei que está em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia e peço aos colegas celeridade na aprovação”, afirmou a parlamentar. O episódio reforça o debate sobre segurança no transporte público e a urgência de medidas que garantam proteção efetiva às mulheres no dia a dia. Existe uma lei Municipal, nº 9.835/2025, que se encontra suspensa e uma vez que tema da criação de vagões exclusivos para mulheres não é nova em Salvador. O prefeito Bruno Reis (UB), sancionou a lei de autoria da vereadora Marta Rodrigues (PT), que previa medidas para reforçar a segurança feminina no transportes público.


