Concurso promovido pela ABE registra 1.127 amostras de 19 países e consolida crescimento contínuo como um dos mais representativos das Américas O 13º Brazil Wine Challenge, concurso internacional promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), alcança um novo marco histórico ao registrar 1.127 amostras inscritas por 190 empresas provenientes de 19 países. Os números consolidam a trajetória de crescimento contínuo do evento, que vem ampliando sua representatividade a cada edição e reforçando seu posicionamento entre os mais importantes concursos de vinhos das Américas. Único concurso realizado no Brasil com chancela da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brazil Wine Challenge reafirma nesta edição sua dimensão internacional ao reunir amostras de diferentes continentes e importantes regiões produtoras do mundo. Além do Brasil, participam desta edição vinhos da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Azerbaijão, Bolívia, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Nova Zelândia, Portugal, Rússia, Turquia e Uruguai. O presidente da ABE, enólogo Mário Lucas Ieggli, destaca que o crescimento constante do concurso evidencia a credibilidade técnica construída ao longo dos anos e também o momento vivido pela vitivinicultura brasileira no cenário mundial. “O Brazil Wine Challenge alcançou um nível de reconhecimento muito importante no cenário internacional. O aumento no número de países, empresas e amostras demonstra a confiança que produtores do mundo inteiro depositam na seriedade, na condução técnica e na relevância que o concurso conquistou. O mundo também olha para o Brasil como um mercado em expansão, onde o consumo segue crescendo e a produção evolui em qualidade e diversidade a cada safra, ao contrário do que vem sendo observado em algumas tradicionais regiões produtoras, que enfrentam retração de consumo e redução de mercado”, afirma. Realizado em anos pares, o concurso tornou-se referência pela avaliação técnica rigorosa, seguindo os critérios internacionais estabelecidos pela OIV e pela União Internacional dos Enólogos. As degustações acontecem entre os dias 16 e 18 de junho, no Centro Empresarial de Bento Gonçalves, reunindo um júri internacional formado por especialistas de diferentes nacionalidades. Os resultados serão divulgados no dia 19 de junho. A edição de 2026 também reforça o alinhamento do concurso com as transformações do mercado mundial do vinho. Entre as 19 categorias avaliadas estão segmentos tradicionais e categorias que refletem novas tendências de consumo e produção, como Vinho Laranja, Bebida Desalcoolizada e Vinho com grau alcoólico reduzido. SERVIÇO | 13º Brazil Wine Challenge Degustações: 16 a 18 de junho Divulgação dos resultados: 19 de junho Local: Centro Empresarial de Bento Gonçalves Informações: Brazil Wine Challenge
A organização do Arraiá Salvador informa que o evento programado para esta data está cancelado.
A decisão foi tomada devido às fortes chuvas que atingem Salvador e aos transtornos causados à população. Nosso compromisso é com a segurança de participantes, artistas, colaboradores, fornecedores e parceiros. Lamentamos os transtornos e nos solidarizamos com todas as famílias afetadas pelas chuvas. As orientações sobre reembolso dos ingressos e demais informações serão divulgadas em breve pelos canais oficiais do evento. Agradecemos a compreensão de todos. Organização Arraiá Salvador Salvador, 03 de junho de 2026.
Fruto de cinco anos de escuta e pesquisa, “Elas, mulheres” transforma histórias reais em literatura sobre violência e resistência
“Claudia Jordão não responde de modo direto, nem oferece promessas fáceis; afirma, antes, o compromisso de contar dessas mulheres, tantas, e do que gostariam que todos soubessem. Não é fácil ouvir. Mas, ao final, percebemos que é necessário.” Trecho do texto de orelha escrito por Simone Brito Encerrando uma tetralogia dedicada a expor experiências femininas em um mundo patriarcal, Elas, mulheres, da paulista Claudia Jordão, reúne contos que investigam as diversas formas de violência que atravessam a vida das mulheres. Publicado pela Alpharrabio Edições com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do ProAC, o livro propõe um deslocamento: da abstração dos números para o território concreto das vivências. A obra conta com orelha assinada pela socióloga e professora universitária Simone Brito. Fruto de cinco anos de escuta e pesquisa, a obra percorre tanto o ambiente rural quanto o urbano, compondo narrativas que revelam a brutalidade das estruturas de violência e, ao mesmo tempo, a complexidade afetiva das vidas que as atravessam. A escrita evita a espetacularização da misoginia, da dor e da violência, sem, no entanto, suavizar a realidade dessas experiências. Como observa Simone Brito, trata-se de uma obra que tensiona a leitura ao mesmo tempo em que a torna necessária. A escritora Jarid Arraes, responsável pela leitura crítica, destaca: “Sua habilidade de transitar entre a dor crua do ambiente rural e as neuroses do ambiente urbano é um trunfo, assim como o domínio da linguagem sensorial que coloca o leitor dentro das cenas”. A publicação marca o desfecho de um percurso iniciado com Mulheres que me habitam, seguido por Eu Tu Elas e Elas, meninas. Mais do que denúncia, a tetralogia se constrói como um gesto contínuo de escuta, elaboração e criação de espaços de reconhecimento. Para Claudia Jordão, a escrita é uma ferramenta de ruptura e resistência: “‘Elas, mulheres’ é parte de um percurso maior — um gesto contínuo de escuta, escrita e elaboração — que busca romper o silêncio e criar espaços de reconhecimento, reflexão e resistência”. Nesse sentido, o livro também convida outras mulheres a se reconhecerem e a construírem suas próprias narrativas. A autora reforça que a violência retratada não é episódica, mas estrutural: “Ela se manifesta de formas muitas vezes naturalizadas — nos gestos cotidianos, nas relações afetivas, nos papéis socialmente construídos — e se perpetua justamente porque é silenciada ou minimizada”. Escrita como escuta e prática cultural Nascida em São Paulo e residente há três décadas em São Bernardo do Campo, Claudia Jordão é dramaturga, escritora, pesquisadora e mediadora de processos de escrita. Formada em Letras, com pós-graduação em Artes Cênicas e em Formação do Escritor pela PUC-Rio, é autora dos quatro livros que compõem a tetralogia, todos publicados pela Alpharrabio Edições e contemplados por editais como PROAC, PNAB e Paulo Gustavo. Além da produção literária, sua atuação articula criação artística e ação cultural: a autora coordena oficinas de escrita voltadas a mulheres e desenvolve projetos em bibliotecas públicas, escolas e instituições culturais, com foco na formação de leitoras e escritoras. A palavra sempre teve centralidade em sua trajetória, mas foi o teatro que organizou esse impulso criativo. “Mais do que uma necessidade de expressão, minha escrita sempre partiu de um lugar de assombro. De algo que me inquieta, que me desloca, que pede aprofundamento. Escrevo movida pela curiosidade, pela urgência de investigar uma pauta que me atravessa — ou que, de alguma forma, passa a me atravessar — e pela tentativa de me aproximar dessas questões.” Sua escrita se constrói no cruzamento entre experiência, escuta e elaboração estética: “As influências que atravessam “Elas, mulheres” são, tanto literárias quanto vivenciais. Elas vêm das leituras, das formações, das trocas, mas também — e talvez principalmente — das histórias que me foram confiadas ao longo do caminho”, conta. Entre suas referências estão Michel Foucault e Margareth Rago, além de autoras como bell hooks, Silvia Federici e Gloria Anzaldúa. No campo literário, destaca Maya Angelou, Annie Ernaux e Marguerite Duras, e, na dramaturgia, Angélica Liddell.
CLAUDIA LEITTE LIDERA O AXÉ EM OUVINTES MENSAIS NO SPOTIFY
Claudia Leitte lidera entre os artistas de axé com mais ouvintes mensais no Spotify, maior plataforma de música do mundo, com 5,8 milhões de ouvintes mensais. O marco chega após o lançamento, em maio, do EP “Especiarias – Ato IV (E tome xote!)”, voltado à festividade de São João. “Fico muito feliz pela conexão com o público, especialmente neste momento em que a parte final de ‘Especiarias’ já está disponível, um projeto tão especial pra mim. Esse disco nasceu desse lugar de celebrar a nossa cultura, identidade, e ver que isso está chegando em tantas pessoas é muito emocionante. O axé faz parte de quem eu sou, da minha história, e poder levar isso cada vez mais longe é sempre maravilhoso”, celebra Claudia. O marco chega em um ótimo momento da carreira da cantora, que vem de um Carnaval marcado por grandes apresentações e prêmios, e agora se prepara para a temporada de shows juninos.
ACSP e Sociedade Rural Brasileira firmam parceria para fortalecer o agronegócio durante reunião com o Ministro André de Paula
O setor de agronegócios ganhou reforço com a assinatura de um termo de cooperação institucional entre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB). A assinatura ocorreu nesta terça-feira (02), durante uma reunião do Conselho do Agronegócio (AC/AGRO), na sede da ACSP, na capital paulista, com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. A reunião, realizada de forma híbrida (presencial e remota), foi conduzida pelo líder do associativismo nacional e presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, que também preside a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de São Paulo (Facesp) e a ACSP. Cotait comemorou a assinatura do acordo e afirmou que “a união entre essas duas entidades centenárias fortalece a representação dos setores produtivos em todo o país”. Além do Alfredo Cotait e do ministro André de Paula, estiveram presentes o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Sérgio Bortolozzo; o coordenador do AC/AGRO, Cesário Ramalho da Silva; e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. A reunião contou também com ampla participação de autoridades e de dirigentes da ACSP, como o vice-presidente Andrea Matarazzo, além de presidentes de associações e de federações comerciais e empresariais, como o vice-presidente regional da Facesp, Raul Audi; a presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba/MG (Aciu), Lídia Maria Prata Ciabotti; e o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Rio Verde/GO (Acirv), José Carlos Cintra. De acordo com a ACSP, a assinatura do termo de cooperação permitirá a união entre o setor produtivo rural e a rede associativista empresarial para atuar de forma conjunta em temas estratégicos. Para isso, o acordo prevê a realização de reuniões conjuntas, intercâmbio de informações, produção de conhecimento, promoção de eventos e ações de divulgação institucional, ampliando o diálogo entre as instituições. Ministro defende diálogo com o agronegócio Durante o encontro, André de Paula defendeu o fortalecimento do diálogo entre governo e setor produtivo e apresentou as principais prioridades da política agrícola nacional. Com a palestra “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, o ministro abordou temas estratégicos para o setor, como Plano Safra, crédito rural, seguro agrícola, abertura de mercados, inovação, defesa agropecuária e sustentabilidade. O ministro ressaltou a importância de reuniões com o setor produtivo. “O agro é um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional, gera milhões de empregos e é responsável por metade das exportações brasileiras. Por isso, é fundamental que governo e setor produtivo caminhem juntos, construindo soluções que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam mais competitividade para o Brasil”, disse. Participação Ao longo do encontro, lideranças empresariais e representantes do agronegócio apresentaram preocupações relacionadas ao acesso ao crédito rural, ao endividamento dos produtores, ao seguro agrícola e aos desafios enfrentados pelo setor diante das condições econômicas e climáticas. O presidente da Acirv-GO, José Carlos Cintra, ressaltou as dificuldades enfrentadas pelos produtores para acessar recursos financeiros, apesar dos anúncios de novas linhas de crédito. Segundo ele, as exigências bancárias e o elevado grau de alavancagem dos produtores têm limitado o acesso aos financiamentos. Em resposta, o ministro André de Paula reafirmou o compromisso do Ministério da Agricultura com a ampliação do crédito e anunciou o lançamento do programa Move Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões para aquisição de máquinas e implementos agrícolas. Os financiamentos contarão com taxas de juros entre 8,5% e 9,5% ao ano e serão operados por 42 instituições financeiras credenciadas. O ministro também reconheceu que o acesso efetivo aos recursos e o fortalecimento do seguro rural permanecem entre os principais desafios do setor. Segundo ele, o governo trabalha para construir soluções que garantam maior segurança aos produtores diante dos riscos climáticos e das dificuldades de financiamento. Representantes do setor agropecuário ainda levantaram preocupações sobre o abastecimento de insumos para nutrição animal, especialmente o fosfato bicálcico, e sobre as exigências da União Europeia relacionadas à rastreabilidade da carne bovina. André de Paula afirmou que ambos os temas estão entre as prioridades do ministério e vêm sendo acompanhados por equipes técnicas. Durante sua participação, o ministro destacou ainda os avanços na abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros. Ele citou os benefícios do acordo entre Mercosul e União Europeia, ressaltando que cerca de 5 mil itens serão beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas.
Monte Carlo já está sendo montada. O GP de Mônaco chega na semana que vem e o paddock já está de olho nas ruas do Principado
Antonelli lidera com 131 pontos, Hamilton sonha com vitória e a FIA já mudou as regras para o fim de semana. A corrida mais icônica do calendário acontece de 5 a 7 de junho. Enquanto a Fórmula 1 descansa neste fim de semana, Monte Carlo não. As grades de proteção que transformam as ruas do Principado num dos traçados mais difíceis do mundo já estão sendo instaladas. O paddock toma forma. E a F1 publicou imagens da cidade sob o sol, com a legenda: “Primeira etapa europeia da temporada — e a primeira chance de conhecer os motorhomes das equipes neste ano.” A corrida acontece de 5 a 7 de junho. É a sexta etapa de 2026, e a primeira em formato tradicional desde o início da temporada: três treinos livres, classificação no sábado e corrida no domingo. Sem Sprint, sem pressão de ter apenas uma hora para entender o carro. Só as ruas estreitas, as barreiras de concreto e a concentração que Mônaco exige de todo mundo desde a primeira curva. A FIA já mudou as regras para Monte Carlo Nem todas as regras que valem em Mônaco são as mesmas do restante do campeonato. A FIA confirmou duas alterações específicas para o fim de semana no Principado: o modo reto, que permite máxima implantação do MGU-K nas retas, não estará disponível por razões de segurança. Além disso, a velocidade máxima para ativação do impulso elétrico foi reduzida. Em outras palavras, as batalhas com bateria que definiram muitas ultrapassagens nas etapas anteriores vão acontecer de forma diferente em Mônaco, onde as retas são curtas e os muros estão próximos. A mudança agrada quem critica o excesso de artificialidade do novo regulamento. Em Mônaco, o piloto vai importar mais do que o botão. Antonelli chega como favorito, Hamilton como esperança O campeonato chega ao Principado com Kimi Antonelli firme no comando: 131 pontos, 43 à frente de Russell. Quatro vitórias em cinco corridas. O italiano da Mercedes chega a Mônaco sem precisar forçar nada, numa posição confortável o suficiente para gerir riscos. Do outro lado, Lewis Hamilton disse abertamente que espera que a Ferrari seja competitiva em Monte Carlo. O SF-26 tem um turbo compacto que entrega resposta rápida ao acelerador nas saídas de curva lenta, uma das características que definem o traçado monegasco. Hamilton já venceu duas vezes em Mônaco e conhece cada metro das ruas do Principado. Se o carro entregar o que ele acredita, o domingo pode ser o melhor do heptacampeão com a Ferrari até agora. Horários do GP de Mônaco 2026 (horário de Brasília): Sexta-feira (5/6): TL1 às 8h30 | TL2 às 12h Sábado (6/6): TL3 às 7h30 | Classificação às 11h Domingo (7/6): Corrida às 10h Transmissão: TV Globo, SporTV e F1TV Pro
‘Operação Ruptura’ é deflagrada contra organização criminosa de tráfico de drogas no extremo sul do estado
Cinco pessoas foram presas em operação deflagrada na manhã desta quarta-feira, dia 3, contra organização criminosa responsável por crimes de homicídio e tráfico de drogas no município de Itabela, no extremo sul do estado. Equipes do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade sul do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), e Polícias Civil e Militar cumpriram os mandados de prisão e mais 16 de busca e apreensão na cidade. Intitulada ‘Ruptura’, a operação integra uma articulação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público brasileiro, que tem como finalidade combater facções em todo o país.
Em dois dias, Pinheiros conquista vitórias na Liga Nacional e no Paulistão de Handebol
Sem descanso, as pinheirenses conquistaram mais um triunfo por 38×18, desta vez, pela competição estadual Após a excelente vitória na última segunda-feira (1) por 30×13 pela Liga Nacional, a equipe feminina do Pinheiros voltou à quadra praticamente 24 horas depois, desta vez, pelo Super Paulistão de Handebol. Nesta terça-feira (2), as pinheirenses conquistaram a segunda vitória ao vencer Praia Grande por 38×18. Com o triunfo, o time de Mauricio Antonucci soma duas vitórias e a invencibilidade no torneio. Gabriella Mendes, a Bidy, foi a destaque da partida. Com 11 gols, Barbarah Bella foi a artilheira do duelo. A próxima partida no Paulistão será no dia 18 de agosto, às 19h, fora de casa, contra a equipe de São Carlos. Resultados Sorocaba 27×34 Pinheiros Praia Grande 18×38 Pinheiros Próximos jogos 18/8 – 19h – São Carlos x Pinheiros – Ginásio Milton Olaio Filho 27/8 – 19h30 – Pinheiros x Sorocaba – Ginásio Henrique Villaboim 11/9 – 20h – Pinheiros x Praia Grande – Ginásio Henrique Villaboim 19/9 – 19h – Pinheiros x São Carlos – Ginásio Henrique Villaboim
Abertura de mercado: tensão global, petróleo em alta e pressão sobre juros
O mercado amanheceu nesta quarta feira com aquela elegância típica dos dias em que tudo parece negociável, até deixar de ser. As bolsas globais sentiram o peso de três forças simultâneas: nova pressão tarifária dos Estados Unidos, petróleo em alta pelo terceiro dia seguido e tensão crescente no Oriente Médio. O investidor que ontem comemorava recordes em Wall Street hoje precisou lembrar que euforia também tem prazo de validade. Na Ásia, o Nikkei avançou 2,50 por cento, embalado pelo rali de inteligência artificial e pelos recordes em Nova York. Já Hong Kong caiu 1,56 por cento, lembrando que nem toda tecnologia consegue anestesiar geopolítica. O minério de ferro recuava 1,45 por cento, a 103,70 dólares, enquanto o petróleo Brent avançava para perto de 98 dólares, pressionado por novos ruídos entre Estados Unidos e Irã. Quando energia sobe, inflação costuma receber o convite antes mesmo do Banco Central. Nos Estados Unidos, o centro do dia está nos dados de emprego privado, serviços, encomendas à indústria e Livro Bege do Fed. O ADP veio praticamente em linha, com criação de 122 mil vagas em maio, ante expectativa de 120 mil. Parece pouco, mas em mercado sensível a juros, dois mil empregos podem fazer mais barulho do que muito discurso. O ponto central é que a economia americana ainda não entrega fraqueza suficiente para aliviar totalmente a curva de juros. A proposta americana de novas tarifas voltou ao centro da cena. Além da tarifa de 25 por cento já discutida sobre produtos brasileiros, surgiu a possibilidade de uma camada adicional de 12,5 por cento ligada à investigação sobre trabalho forçado. Segundo as leituras do mercado, uma tarifa média ponderada sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos poderia subir de 12,2 por cento para 18,5 por cento. O impacto macro parece limitado, mas o impacto político e setorial pode ser bem menos educado. No Brasil, a produção industrial de abril surpreendeu positivamente e subiu 0,7 por cento contra março, acima da expectativa de 0,5 por cento. Em tese, dado bom. Na prática, dado bom demais em um ambiente de inflação pressionada pode ser recebido pelo mercado como aquele elogio que vem com problema embutido. Se atividade resiste, o Banco Central ganha menos espaço para cortar juros com tranquilidade. O Ibovespa futuro reagiu com queda mais forte pela manhã, chegando a recuar 1,40 por cento, enquanto o EWZ também operava no negativo em Nova York. O fluxo estrangeiro segue como peça importante dessa leitura, com saída de 884,987 milhões de reais da B3 em 1 de junho, apesar do saldo anual ainda positivo em 40,749 bilhões de reais. O estrangeiro ainda está no Brasil, mas está olhando a porta com uma frequência maior. A OCDE trouxe um alerta importante sobre os efeitos de uma guerra prolongada no Oriente Médio. Em um cenário mais adverso, o crescimento global poderia cair para 2,1 por cento em 2026 e 1,8 por cento em 2027, enquanto a inflação global poderia receber acréscimo de até 1,3 ponto percentual em 2027. Para o Brasil, a projeção é de crescimento de 1,6 por cento em 2026 e 2,1 por cento em 2027, sustentado principalmente por commodities e demanda chinesa. No cenário doméstico, o mercado também observa a piora das projeções para a Selic. O BTG revisou sua expectativa de taxa terminal para 14,25 por cento em 2026 e 12,50 por cento em 2027, refletindo inflação mais persistente, atividade resiliente, choques de oferta e incerteza fiscal. Em português claro, o mercado começa a admitir que cortar juros em um mundo com petróleo caro, tarifa no retrovisor e política fiscal expansiva exige mais do que otimismo. Exige credibilidade. Para a Magno, dias como este reforçam uma leitura essencial: patrimônio não pode depender da ausência de sustos. Tarifas, petróleo, juros, fluxo estrangeiro, indústria, eleições e geopolítica não são manchetes soltas. São camadas de risco sobre decisões empresariais, familiares e patrimoniais. No fim, o investidor sofisticado não é aquele que adivinha o próximo movimento do mercado. É aquele que constrói uma estrutura capaz de sobreviver quando o mercado decide lembrar que também tem memória, humor e, às vezes, um péssimo temperamento.
Campanha Junho Vermelho reforça a importância da doação de sangue no período junino
Em clima de festas juninas e Copa do Mundo, a Hemoba celebra, neste ano, o Junho Vermelho com a campanha “O Jogo Mais Importante do Ano”. O objetivo é lembrar que, fora dos estádios, assim como no futebol, salvar vidas também depende de união, comprometimento e participação ativa. A campanha convida a população a vestir a camisa da solidariedade e entrar em campo doando sangue. Durante todo o mês, várias ações estão programadas na capital e no interior, com o ponto alto no Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06). A coordenadora médica de coleta da Hemoba, Aline Dórea, afirma que a iniciativa ocorre por conta da redução no volume de doações registrada comumente no mês de junho, ocasionada por diversos fatores, como a maior incidência de infecções respiratórias, o aumento das viagens por causa das férias escolares e festas juninas, além dos eventos relacionados à Copa do Mundo de futebol, este ano. Os endereços e horários de atendimento das unidades da Fundação Hemoba na capital e no interior, além dos requisitos para doar sangue, podem ser consultados no site www.hemoba.ba.gov.br.


