Defensoria Pública da União alerta que seus serviços são totalmente gratuitos e que não cobra qualquer valor em nenhuma fase dos processos A Defensoria Pública da União (DPU) alerta a população baiana sobre novas tentativas de golpe praticadas por criminosos que se passam por defensores públicos federais para obter dados pessoais e induzir assistidos a acreditarem que precisam pagar valores para receber valores que têm direito em processos judiciais. O caso mais recente ocorreu nesta semana, em Salvador, quando uma assistida da instituição recebeu mensagens por WhatsApp de uma pessoa que se identificava como defensor público federal. O golpista afirmou que ela havia obtido resultado favorável em um processo judicial e que participaria de uma suposta audiência virtual para liberação dos valores. Durante a conversa, o criminoso utilizou linguagem jurídica, mencionou a existência de um processo, enviou documentos e tentou transmitir credibilidade ao afirmar que havia solicitado até mesmo isenção de imposto de renda sobre o valor que seria recebido. Em outro momento, também orientou a assistida a aguardar contato de um suposto juiz por meio do aplicativo de mensagens e sugeriu que conversa fosse num local privado e não um espaço público, visando a segurança dela. Desconfiada, a assistida procurou a DPU nessa terça-feira, 2 de junho, e confirmou que se tratava de uma tentativa de fraude. A mulher, de 64 anos, é acompanhada pela DPU em uma ação contra a Caixa Econômica Federal após ter sido vítima de um golpe que resultou na retirada de R$ 6,6 mil de sua conta bancária. No processo, a Defensoria aponta possível falha nos mecanismos de segurança da instituição financeira e argumenta que saques e transferências em valores incomuns para o perfil da beneficiária foram realizados em sequência sem que as movimentações fossem identificadas como atípicas. O processo ainda está em andamento. Casos semelhantes já ocorreram em outros estados A tentativa registrada em Salvador não é um caso isolado. A DPU já recebeu relatos de golpes semelhantes em diferentes estados do país, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Sergipe. Na Bahia, a unidade de Vitória da Conquista também já registrou investidas parecidas. Nas situações, os criminosos entram em contato com pessoas que possuem ações judiciais em andamento ou já encerradas e informam que existe dinheiro a ser liberado. Em seguida, solicitam documentos pessoais, dados bancários ou pagamentos sob justificativas como custas processuais, tributos, taxas cartorárias, honorários ou supostas pendências financeiras. Em alguns casos, chegam a utilizar nomes e até fotos de defensores públicos reais, documentos falsificados e informações processuais verdadeiras para conferir aparência de legitimidade à fraude. Na maioria dos casos, os golpistas costumam afirmar que as vítimas possuem valores a receber e que precisam resolver supostas pendências antes da liberação dos recursos. Há relatos do envio de documentos falsificados que imitam certidões, despachos judiciais e outros atos processuais com o objetivo de convencer as vítimas. Os registros são enviados para apuração da Polícia Federal. Serviços da DPU são totalmente gratuitos A DPU reforça que todos os seus serviços são integralmente gratuitos em todas as fases do processo, até mesmo depois da liberação de valores que os assistidos tenham direito. Nenhum assistido deve realizar pagamentos, transferências por PIX, depósitos bancários ou fornecer dados financeiros para receber valores decorrentes de processos acompanhados pela instituição. A DPU também não cobra honorários advocatícios, taxas administrativas, custas processuais ou qualquer outro tipo de taxa relacionada à prestação de assistência jurídica. “A cada dia, cresce o número de golpes digitais. É comum estelionatários usarem da engenharia social para obter dados e convencer as vítimas a assinarem documentos, tirarem fotos com documentos, selfies, ou realizarem pagamentos. A desconfiança hoje deve ser a regra.”, destaca o defensor público federal André Porciúncula. Como se proteger Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, a DPU orienta: -Desconfie de mensagens informando a liberação de valores mediante pagamento prévio; -Não forneça dados bancários, senhas ou documentos pessoais a desconhecidos; -Não realize transferências por PIX, depósitos ou pagamentos de boletos solicitados por mensagens ou ligações; -Verifique sempre a identidade de quem faz contato em nome da instituição; -Em caso de dúvida, procure diretamente uma unidade da DPU pelos canais oficiais de atendimento. A Defensoria destaca que qualquer pessoa que receba mensagens suspeitas envolvendo processos judiciais ou pedidos de pagamento deve interromper imediatamente a conversa e buscar confirmação junto à instituição antes de adotar qualquer providência.
A nova NR-1 já está em vigor: o que muda na prática para as empresas
A partir de 26 de maio de 2026, entrou definitivamente em vigor uma das atualizações mais relevantes dos últimos anos na área de saúde e segurança do trabalho. A nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) amplia o olhar das empresas sobre os riscos ocupacionais e passa a exigir atenção também à saúde mental dos trabalhadores. A mudança representa uma transformação importante na forma como o ambiente corporativo é avaliado. Pela primeira vez, fatores psicossociais relacionados ao trabalho passam a integrar oficialmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), tornando-se uma obrigação para todas as empresas que possuem empregados sob o regime da CLT, independentemente do porte ou segmento de atuação. Na prática, isso significa que situações como sobrecarga, pressão excessiva por metas, assédio, conflitos interpessoais, falta de reconhecimento e falhas de comunicação precisam ser identificadas, avaliadas e monitoradas da mesma forma que riscos físicos, químicos ou biológicos. A mudança ocorre em um cenário que reforça a urgência do tema. Dados do Ministério da Previdência apontam que mais de 400 mil trabalhadores foram afastados em 2024 por transtornos relacionados à saúde mental e fatores psicossociais. Com o fim do período educativo previsto pelo governo, a fiscalização passa agora a ter caráter plenamente punitivo. Muito além do RH Embora o assunto frequentemente seja associado aos departamentos de Recursos Humanos, especialistas alertam que a responsabilidade vai muito além dessa área. Grande parte dos fatores de risco psicossocial nasce das relações de trabalho e dos modelos de gestão adotados pelas empresas. Metas inalcançáveis, cobranças excessivas, falta de clareza nas funções e ambientes marcados por conflitos são exemplos de situações que passam a receber atenção especial dos órgãos fiscalizadores. A atualização da NR-1 não exige que líderes se tornem especialistas em saúde mental. O que a norma determina é que as organizações reconheçam que determinadas condições de trabalho podem provocar adoecimento e que esse risco deve ser administrado de forma estruturada. Os impactos da negligência Ignorar os riscos psicossociais pode gerar consequências que vão muito além de eventuais autuações. Ambientes desgastantes tendem a registrar índices mais elevados de absenteísmo, queda de produtividade, rotatividade de profissionais e dificuldades para atrair talentos. Há ainda reflexos jurídicos relevantes. A expectativa é de aumento nas ações trabalhistas relacionadas a assédio moral, danos emocionais e doenças ocupacionais de natureza psíquica. O Ministério Público do Trabalho também vem ampliando sua atuação em investigações ligadas à saúde mental e às condições de trabalho. Outro aspecto observado pelo mercado é o impacto reputacional. Em um contexto no qual as relações corporativas são constantemente expostas e debatidas, a forma como uma empresa trata seus colaboradores passou a influenciar diretamente sua imagem perante clientes, parceiros e investidores. Como iniciar a adequação A adaptação à nova NR-1 não depende necessariamente de grandes investimentos, mas exige planejamento e comprometimento da liderança. O primeiro passo consiste em identificar os fatores de risco presentes na realidade da empresa. Pesquisas de clima organizacional, entrevistas estruturadas, avaliações especializadas e canais de escuta interna ajudam a mapear situações que muitas vezes permanecem invisíveis. Também é fundamental atualizar o Programa de Gerenciamento de Riscos, incluindo formalmente os fatores psicossociais exigidos pela norma. O envolvimento das lideranças é outro ponto central. Treinamentos sobre comunicação, gestão de equipes, prevenção de conflitos e reconhecimento profissional podem contribuir significativamente para a construção de ambientes mais saudáveis. Criar espaços seguros para que colaboradores relatem problemas sem receio de represálias também faz parte das exigências da nova regulamentação. Além disso, o suporte de profissionais especializados em saúde ocupacional e direito do trabalho pode auxiliar as empresas a interpretar corretamente as exigências legais e reduzir riscos de exposição futura. Mudança de cultura Mais do que uma nova obrigação regulatória, a atualização da NR-1 reflete uma mudança de entendimento sobre o que significa promover saúde e segurança no ambiente corporativo. A saúde mental deixou de ser tratada apenas como uma questão individual e passou a integrar oficialmente a gestão de riscos das organizações. Organizações que limitam sua visão da norma a um mero entrave administrativo desperdiçam a chance de potencializar o desempenho coletivo. A nova NR-1 já está em vigor. E, para muitas organizações, o desafio não será apenas cumprir a norma, mas construir ambientes de trabalho saudáveis, sustentáveis e preparados para as demandas do futuro. Sobre a Agrifoglio Vianna: A Agrifoglio Vianna é um escritório de advocacia com 34 anos de experiência e tradição para seguradoras e corretoras de seguro. Possui atuação em todo o território nacional e alta performance em ações estratégicas e de volume, contencioso e administrativo.
Havan convida o Brasil para celebrar 40 anos de história ao som de Nattan e Manu Bahtidão
Junho é de festa na Havan. No mês em que completa 40 anos, a varejista coloca o Brasil inteiro na celebração com uma campanha publicitária que percorre o país de Norte a Sul e reúne clientes, colaboradores e parceiros que fazem parte dessa trajetória. Durante todo o mês, as lojas terão ofertas exclusivas e ações especiais em homenagem à data. Com o conceito “O Brasil inteiro tá convidado”, a campanha transforma o aniversário da Havan em uma grande celebração nacional. A proposta nasceu do desejo de reconhecer as pessoas que ajudaram a construir a história da empresa ao longo de quatro décadas e destacar o sentimento de pertencimento de quem acompanha a marca. A trilha oficial reúne os cantores Nattan e Manu Bahtidão em uma mistura de forró e technomelody, ritmos escolhidos para representar a diversidade cultural brasileira. Ao lado do empresário Luciano Hang, eles dão voz à música dos 40 anos da Havan. No filme institucional, Luciano percorre diferentes regiões do país distribuindo convites para a comemoração. Pelo caminho, encontra cenários, costumes e personagens que retratam a pluralidade do povo brasileiro. A viagem também marca o encontro com Nattan e Manu Bahtidão, que passam a integrar a jornada até a chegada à Havan, palco do encontro final entre música, dança, humor e celebração. “Chegar aos 40 anos é um marco para a Havan. Nossa história foi construída por muitas mãos e pela confiança de milhões de brasileiros. Queríamos que essa comemoração representasse exatamente isso: uma festa para todos que fazem parte dessa caminhada”, afirma Luciano Hang. Da loja de tecidos às megalojas A trajetória da Havan começou em 1986, em Brusque (SC), com uma loja de tecidos de apenas 45 metros quadrados. O nome da empresa surgiu da união do sobrenome Hang e do nome Vanderlei, sócio do empresário nos primeiros anos do negócio. Em 1994, inspirado por uma viagem aos Estados Unidos, Luciano inaugurou a primeira megaloja com fachada inspirada na Casa Branca. O modelo passou a fazer parte da identidade da rede e transformou as unidades da Havan em pontos turísticos nas cidades onde estão presentes. No ano seguinte, a sugestão de uma criança de sete anos levou à instalação da primeira Estátua da Liberdade em frente à loja matriz, em Brusque (SC). A ideia se espalhou pelo país e se tornou um dos símbolos mais conhecidos da marca. Atualmente, mais de 80 estátuas estão distribuídas em diferentes cidades brasileiras. Ao longo das últimas quatro décadas, a Havan ampliou presença em todas as regiões do país. Para os 40 anos, a empresa definiu metas como alcançar 200 megalojas, estar presente em todos os estados brasileiros, atingir R$ 22 bilhões de faturamento e chegar a 25 mil colaboradores. Hoje, faltam apenas oito unidades para alcançar a marca de 200 lojas. A unidade de número 200 será inaugurada em Fortaleza (CE), com previsão para novembro. “Hoje, a Havan não tem clientes, tem fãs. Esse reconhecimento é resultado de um trabalho realizado todos os dias ao longo de quatro décadas. Tenho gratidão por cada cliente, colaborador e fornecedor que ajudou a transformar a empresa no que ela é hoje”, destaca Luciano Hang. Durante todo o mês de junho, a Havan realizará ações especiais de aniversário, como o sorteio de um carro BMW aos clientes, além de novidades que poderão ser acompanhadas nos canais oficiais da marca @havanoficial, nas redes sociais, pelo site havan.com.br, ou pelo aplicativo próprio da varejista
MPBA ajuíza ação contra Camaçari por falta de plano de gestão de resíduos sólidos
Ausência de planejamento compromete limpeza urbana, meio ambiente e acesso a recursos públicos O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Camaçari, ajuizou ação civil pública contra o Município de Camaçari. A medida tem como objetivo obrigar o município a elaborar, aprovar e implementar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pmgirs), documento essencial para a organização do descarte do lixo urbano. Na ação, o MPBA também pede a adoção de medidas imediatas para garantir a destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Entre as medidas requeridas estão a implantação da coleta seletiva, com inclusão de catadores, a recuperação de áreas degradadas e a estruturação de um sistema eficiente de manejo de resíduos, com previsão de ações como redução, reutilização e reciclagem. A ação foi proposta após investigação iniciada em 2024 que constatou a inexistência de plano válido e efetivamente aplicado no município. De acordo com as apurações, o planejamento teria sido iniciado em 2014, mas não foi concluído nem aprovado formalmente, além de haver informações contraditórias entre órgãos da própria administração municipal. O MPBA identificou ainda períodos prolongados de falta de resposta do município e descumprimento de recomendação formal expedida pelo órgão para regularização da situação. Mesmo após diversas tentativas de solução administrativa, não houve avanço concreto na implementação do plano. A ausência do Pmgris compromete a organização da limpeza urbana, dificulta a implantação de coleta seletiva e reciclagem, aumenta riscos ambientais e à saúde pública e impede o acesso a recursos federais destinados ao setor
Cigarros eletrônicos podem agravar asma, rinite e DPOC, alerta ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) reforça que os riscos do tabagismo vão além dos cigarros convencionais. Os cigarros eletrônicos — frequentemente divulgados como opções menos nocivas — também oferecem perigos importantes, especialmente para pessoas com doenças respiratórias como asma, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 40 milhões de crianças e adolescentes, entre 13 e 15 anos de idade, usam algum tipo de tabaco. Dessas, 15 milhões já experimentaram cigarros eletrônicos ou algo semelhante. São 7 milhões de mortes a cada ano relacionadas ao consumo do tabaco. “Não podemos permitir que nesse momento que há um declínio do tabagismo convencional pelo amplo esclarecimento dos seus malefícios, venha uma outra forma de consumo de tabaco que ameaça a vida da população particularmente começando pelos nossos jovens”, comenta o membro do Departamento Científico de asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Álvaro Cruz. Estudos mostram que os dispositivos eletrônicos contêm compostos químicos capazes de irritar e inflamar as vias aéreas, além de substâncias associadas ao câncer. Assim como os cigarros tradicionais, também podem causar dependência devido à presença de nicotina. “O uso de cigarros eletrônicos pode piorar o controle da asma, levando a mais crises e hospitalizações. Os principais sintomas decorrem da inflamação dos brônquios, como falta de ar, chiado, tosse, cansaço e dor no peito”, afirma Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da ASBAI. Entre pessoas com rinite, tanto os cigarros convencionais quanto os eletrônicos podem intensificar sintomas como coceira nasal e ocular, espirros repetidos, coriza e obstrução nasal. Já pacientes com DPOC devem evitar completamente a exposição a esses produtos, que podem agravar o comprometimento pulmonar. Sobre a ASBAI A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 23 estados brasileiros.
Esponja de cozinha pode esconder bactérias nocivas e exige atenção na rotina de limpeza da casa
A segurança sanitária dentro de casa tem acendido um alerta nos hábitos da rotina com a limpeza doméstica, mas um item em particular merece atenção especial: a esponja de cozinha. Usada todos os dias para lavar louças, talheres, panelas, pias e bancadas, ela pode se transformar em um reservatório invisível de microrganismos, principalmente se seu uso é prolongado além da recomendação da ANVISA, sete dias ou menos, ou quando permanece úmida, desgastada ou é utilizada em diferentes superfícies sem separação adequada. Para Bruno Brunetti, microbiologista e especialista em contaminação microbiológica, a atenção deve ir além da aparência do item. “A esponja de lavar louça provavelmente é um dos objetos mais contaminados dentro de uma cozinha. O problema não é simplesmente ter bactéria, porque elas existem em praticamente tudo. A questão é que a esponja reúne umidade, resíduos de alimentos, gordura e matéria orgânica, criando um ambiente muito favorável para a multiplicação de microrganismos potencialmente perigosos”, explica. Por sua estrutura porosa e pelo contato frequente com restos de alimentos, gordura e água, a esponja cria um ambiente favorável para a proliferação de bactérias. Entre os microrganismos que podem estar associados a superfícies e utensílios contaminados na cozinha estão Salmonella, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Klebsiella, Listeria e outros coliformes. Em casos de exposição por ingestão ou contato indireto com alimentos, esses agentes podem provocar sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, febre e mal-estar. Em pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa, o risco pode ser maior. Embora nem toda bactéria presente em uma esponja cause doença, o problema está no acúmulo e na transferência desses microrganismos para pratos, copos, talheres, tábuas, bancadas e alimentos. É justamente aí que entra um dos principais alertas para a limpeza doméstica: a contaminação cruzada, que acontece quando microrganismos ou resíduos são transportados de uma superfície para outra por meio de utensílios, mãos, panos, escovas ou esponjas. Na prática, isso pode ocorrer quando a mesma esponja usada para limpar a pia também é usada em uma tábua de corte, em uma bancada ou até em outros cômodos da casa. “Usar a mesma esponja para louça, pia, bancada, tábua, fogão ou áreas mais sujas é praticamente criar um sistema de distribuição de contaminação pela cozinha. Uma bancada que recebeu carne crua, por exemplo, pode carregar microrganismos patogênicos que depois acabam sendo transferidos para pratos, copos e utensílios”, alerta Brunetti.
Frio, ar seco e banho quente: saiba como proteger a pele no inverno
Combinação de fatores climáticos e hábitos da estação prejudica a barreira cutânea; dermatologista explica os riscos e ensina a escolher os produtos certos Com o inverno se intensificando e as temperaturas caindo em grande parte do país, dermatologistas alertam para o aumento nas queixas de pele ressecada, coceira, descamação e ardência. O problema vai além do desconforto: segundo especialistas, o ressecamento severo pode abrir caminho para infecções e agravar doenças crônicas de pele. A dermatologista Dra. Patrícia Dalboni explica por que a estação é tão agressiva para a pele e o que qualquer pessoa pode fazer, agora, para se proteger. Por que a pele resseca mais no inverno? Há três fatores que atuam ao mesmo tempo: no frio, a pele produz menos oleosidade naturalmente; com a baixa umidade do ar, aumenta a perda de água; e os banhos quentes e prolongados destroem a camada lipídica que protege a superfície cutânea. “Com isso, a pele fica mais seca, áspera, irritada, sensível e mais sujeita a alergias e sensibilidades”, afirma a Dra. Patrícia. Esse processo compromete a barreira cutânea, uma espécie de escudo formado por células, gorduras naturais e água. “O frio e o ar seco geram microfissuras invisíveis que rompem esse escudo, aumentando a perda transepidérmica de água. Isso deixa a pele mais irritada e com maior tendência à inflamação, o que pode causar sensação de repuxamento, ardência, coceira, vermelhidão e até descamação”, explica a dermatologista. O banho quente é um dos maiores vilões O banho quente é um dos principais responsáveis pelo ressecamento nessa época. A médica usa uma analogia simples para explicar o efeito da temperatura. “É como quando você lava louça. Com água fria, a gordura demora mais a sair. Com água quente, ela sai facilmente, às vezes sem nem precisar de sabão. O mesmo acontece com a pele: a gordura da superfície vai embora. Quanto mais quente e prolongado o banho, pior o ressecamento”, compara a dermatologista. Os sinais de que o corpo está sofrendo são visíveis: opacidade, falta de viço, descamação, vermelhidão, coceira e ardência. Nos casos mais graves, especialmente em idosos ou pessoas com dermatite, a pele pode apresentar o aspecto “craquelado”, com rachaduras que chegam a sangrar.
Alana transforma endometriose em símbolo de mobilização, em campanha assinada pela Propeg
A endometriose é uma doença crônica que afeta hoje cerca de 8 milhões de mulheres no Brasil e enfrenta severos gargalos de diagnóstico, desinformação e preconceito. O Alana apresenta sua nova campanha institucional, intitulada “Você sente essa dor?”, assinada pela Propeg. A iniciativa, que busca criar um movimento de mobilização em torno do tema foi lançada oficialmente durante o Alana Ideia Fest (AIF), em Brasília, com a presença da comunidade científica, autoridades, sociedade civil, criativos e formadores de opinião e meninas e adolescentes ativistas de todo o Brasil. Link da aqui no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=vNPNvhlSJTQ Apostando em uma estratégia que combina a linguagem cultural do slam (poesia falada urbana), o design de um gesto proprietário de mobilização e uma plataforma digital focada em dados e comunidade, essa será uma campanha de mídia que transcende apenas a comunicação. Para Barbara Ferreira, Diretora de Estratégia da Propeg, “a endometriose é uma doença lamentavelmente marginalizada e cheia de preconceitos. Investe-se mais em disfunção erétil e calvície do que na saúde menstrual”. Como parte do ecossistema criativo da campanha, a agência desenvolveu um gesto simbólico proprietário (uma das mãos fechada na altura do útero e a outra sobre o coração), desenhado para funcionar como um elemento de identificação visual e mobilização social nas redes. “Essa é nossa primeira campanha para o Alana. Para além do impacto que ambicionamos causar na sociedade, esse foi um trabalho que envolveu com muito fervor o time da agência. Esse tipo de campanha tem a capacidade de aumentar a voltagem da agência e isso é sempre uma grande compensação que não em preço” destaca Vitor Barros, CEO da Propeg. Para dar sustentação à narrativa, a campanha apresenta a plataforma endometricas.com, um hub digital criado para reunir informações científicas em uma comunidade online onde pessoas que menstruam compartilham relatos reais sobre suas experiências. A proposta é que o espaço funcione como uma base colaborativa de dados e escuta ativa sobre os impactos da condição na vida pessoal, profissional e social das pacientes. A estratégia de mídia foi construída sob um modelo colaborativo e conta com veiculação nacional em TV aberta na TV Globo entre os meses de maio e junho. O plano de comunicação também contempla forte presença regional em Brasília por meio de ativações de Out-Of-Home (OOH), mobiliário urbano e jornal impresso, viabilizados em parceria com a Rede Globo, a Mosaico Mídia e Correio Braziliense. Ao longo do segundo semestre, a campanha ganhará novos desdobramentos estratégicos, consolidando o posicionamento e a atuação do Alana na agenda de saúde feminina e direitos reprodutivos. FICHA TÉCNICA Agência: Propeg Cliente: Alana Produto: Saúde Título: Você sente essa dor? CCO: Hermes Zambini Diretor executivo de Criação: João Caetano Head of art: André Batista Criação: Sabrina Mesquita, Luciana Elaiuy e Letícia Serem Atendimento: Pedro Battesti e André Cassani Estratégia: Fernand Alphen e Bárbara Ferreira Mídia: Felipe Arruda, Guilherme Franco, Zezé França e Matheus Guardachone Produção: Manuela Peixoto e Dani Conde Finalização: Fabrízio Mecarelli Aprovação cliente: Fernanda Flandoli, Gabriela Barbosa, Josi Campos, Janaína Kudo, Camila Hessel. Produtora: DokiDoki Filmes Et Cetera Direção: Marina Nacamuli Produção Executiva: Miri Balen Produção Criativa: Isabela Paião Direção de Fotografia: Carine Wallauer Direção de Arte: Camilla Gonçalves 1ª Assistência de Direção: Hemily Mourão Luz: Isadora Corrêa Movimento: Eloi Fagundes Make and Hair: Elle Acioli Coordenação de Produção: Bibi Gregório 1ª Assistência de Câmera: Larissa Vescovi 2ª Assistência de Câmera: Sarah Oliveira Video Assist / Logagem: João Arthur Assistência de Set: Victor Lorencini Assistência de Luz & Movimento: Henrique Rodrigues e Gregorya Beatriz Assistência de Arte: Gustavo Jacques Montagem: Vicente Machado Cor: Renata Fischmann Elenco: Ana Carolina Mota, Camilla Gonçalves, Isabela Paião, Lívia Vasconcelos, Mariana Lacorte e Sara Ferreira. Produtora de som: Antfood Music & Sound Design Direção de Produção Musical: Lou Schmidt, Pedro Botsaris, Fernando Rojo e Tiago Lins Produção Executiva: Lu Fernandes Line Producers : Christiane Rachel e Renato Castro Produção Musical: Lou Schmidt, Fernando Rojo, Lucas Baldin, Luis Bergmann, Tiago Lins e Vinicius Nunes Coordenação de Produção: Monique Munhoz e Pablo Homem de Mello Finalização: Bruno Broaska, Fabian Jorge e Pedro Macedo Link do filme: Parceiros de Mídia: Rede Globo, Mosaico Mídia e Correio Braziliense Plataforma oficial: endometricas.com Sobre a Propeg A Propeg é uma agência brasileira independente, entre as maiores e mais premiadas do país. Fundada em 1965, possui 6 unidades de negócios, distribuídas estrategicamente em SP, RJ, DF, GO, PE e BA, e clientes de atuação regionais e nacionais. Sua presença em diferentes regiões aprofunda o conhecimento, o olhar e expertise em diversos públicos e mercados do Brasil, o que lhe confere uma grande força de atuação. Em 2020, tornou-se sócia da WPI, rede de agências independentes que reúne 95 agências com operação em 50 países, atuando como braço nacional dessa rede global, o que lhe permitiu ampliar o seu acesso a tendências, ferramentas e networking mundial, fechando assim o ciclo de atuação local, nacional e global.
Dia dos namorados: De um encontro na academia à construção da Família Z
A história de Zanq e Nicole começou de forma simples, mas intensa. Os dois se conheceram na academia e, apenas três meses depois, já estavam juntos. Na época, Zanq já começava a ganhar visibilidade nas redes sociais ao lado dos dogs que conquistaram a internet com vídeos divertidos e espontâneos. O que eles ainda não imaginavam era que, anos depois, construiriam juntos não apenas uma família, mas também uma das comunidades digitais mais acompanhadas do país. Com a chegada de Nicole, a trajetória ganhou uma nova dimensão. Além do crescimento dela nas redes sociais, o relacionamento também marcou uma nova fase na produção de conteúdo, trazendo mais espaço para a rotina do casal, os bastidores da convivência, viagens, momentos em família e o dia a dia ao lado dos pets. Aos poucos, o conteúdo deixou de ser apenas sobre os dogs e passou a retratar a vida construída pelos dois — dando origem ao que hoje se tornou a Família Z. Neste Dia dos Namorados, Zanq e Nicole celebram uma trajetória construída lado a lado ao longo dos anos. Hoje, além da rotina intensa da internet e dos compromissos profissionais, o casal também vive a experiência da maternidade e da paternidade ao lado da filha Olivia, de 2 anos, que trouxe uma nova dinâmica para a família e passou a fazer parte naturalmente da rotina compartilhada com o público. Ao longo do tempo, os seguidores acompanharam não apenas o crescimento profissional dos dois, mas também as diferentes fases da vida pessoal do casal. Mais do que creators, Zanq e Nicole criaram uma conexão com a audiência a partir da espontaneidade, do humor e da forma leve com que dividem momentos reais da rotina. “Tudo aconteceu de forma muito natural. A internet foi crescendo junto com a nossa relação e com as mudanças da nossa vida”, comenta Nicole. “Acho que as pessoas acompanharam nossas fases de verdade. Desde os vídeos com os dogs até a construção da nossa família”, completa Zanq. Hoje, a Família Z representa muito mais do que um projeto digital. Entre pets, viagens, rotina e a vida ao lado da Olivia, Zanq e Nicole seguem compartilhando uma história construída a partir de parceria, convivência e crescimento conjunto.
O poder da paixão pelo futebol: o que acontece no cérebro de um torcedor?
Para quem vê de fora, noventa minutos de futebol podem parecer apenas vinte e duas pessoas correndo atrás de uma bola. Para quem torce, porém, esse intervalo de tempo representa uma das experiências mais intensas e complexas que o sistema nervoso humano pode vivenciar. Sob a ótica da neurociência do esporte, o cérebro de um torcedor fervoroso não é um mero espectador passivo do espetáculo; ele é um simulador dinâmico que joga, sofre, planeja e se emociona em tempo real. Longe de ser um desperdício de energia, a ciência revela que torcer para o seu time do coração — desde que de forma saudável — é um tônico extraordinário para a saúde mental e cognitiva. O primeiro grande fenômeno cerebral que ocorre durante uma partida está ligado à empatia motora. Através de uma rede especializada de células chamadas neurônios-espelho, o cérebro espelha as ações que vemos em campo. Quando o atacante arranca em velocidade ou o goleiro salta para fazer uma defesa milagrosa, as áreas motoras do córtex do torcedor são ativadas como se ele próprio estivesse executando o movimento. É essa simulação invisível que nos faz inclinar o corpo na direção da jogada, chutar o ar involuntariamente na sala de estar ou saltar da cadeira. O cérebro, literalmente, entra em campo. Além dessa conexão motora, o futebol funciona como uma sofisticada ginástica cognitiva. Acompanhar o esporte exige o tempo todo o recrutamento do córtex pré-frontal, a área responsável pelo pensamento analítico e estratégico. Avaliar substituições, prever cenários táticos e calcular probabilidades de classificação são exercícios intelectuais de alto nível. Simultaneamente, o hipocampo é provocado a resgatar dados de uma biblioteca viva: escalações de décadas passadas, estatísticas de confrontos diretos e memórias afetivas de gols históricos. Todo esse engajamento mental contínuo ajuda a construir o que os neurocientistas chamam de reserva cognitiva, uma espécie de blindagem neurológica que retarda o declínio das funções mentais associado ao envelhecimento. Há também um impacto profundo na nossa regulação emocional, funcionando como uma válvula de escape neurobiológica para as pressões do cotidiano. Durante os noventa minutos, o cérebro vivencia uma montanha-russa química controlada. A iminência de uma derrota ou o aperto na defesa disparam o cortisol e a adrenalina, colocando o organismo em estado de alerta. Quando o gol finalmente acontece, o sistema de recompensa é inundado por uma descarga maciça de dopamina e endorfinas, gerando uma sensação catártica de alívio e prazer absoluto. Esse ciclo permite que o indivíduo experimente e processe emoções extremas em um ambiente seguro e simbólico. Por fim, o maior trunfo do futebol para a saúde mental reside na conectividade social. O cérebro humano evoluiu para buscar o pertencimento a grupos. Ao compartilhar o amor por um clube, seja cantando em um estádio lotado ou trocando mensagens em um aplicativo, o organismo libera altas doses de oxitocina, o hormônio dos vínculos sociais. Essa neuroquímica reduz os estados inflamatórios do cérebro, combate o isolamento e atenua os sintomas de ansiedade e depressão. Portanto, ao vestir a camisa e celebrar o seu time, saiba que você não está apenas apoiando um clube, mas oferecendo ao seu cérebro um poderoso banho de vitalidade, proteção e felicidade. Érica Oliveira, gestora pedagógica e franqueada do Supera (Ginástica para o Cérebro)


