O resultado do PIB do 1º trimestre, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (29), reforça o cenário de desindustrialização do país e deixa o setor em alerta para 2026, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar do crescimento de 1% da indústria, em ritmo próximo ao do PIB, que subiu 1,1%, a indústria de transformação cresceu apenas 0,1% em relação ao 4º trimestre de 2025. Penalizada pelos juros altos e pela maior entrada de produtos importados, o segmento enfrenta aumento de custos em várias frentes, como o encarecimento de insumos e matérias-primas por conta da guerra no Oriente Médio e a elevação da tributação após medidas como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a redução de incentivos fiscais de forma linear. “Esse quadro é ainda mais preocupante quando a indústria se depara com a redução da jornada de trabalho, em discussão no Congresso Nacional, o fim do imposto de importação sobre compras de pequeno valor e o tabelamento do frete, que já foram implementados. Os custos não param de subir e o ambiente é cheio de incertezas”, afirma Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI. Extrativa e construção puxam crescimento A indústria extrativa continua sendo o principal fator que reflete o crescimento do setor industrial, como um todo. A alta de 3,6% foi impulsionada pela extração de petróleo, gás natural e minério de ferro e pelo aumento dos preços dessas commodities devido à guerra no Oriente Médio. Vale lembrar que a indústria extrativa é menos sensível aos juros altos do que os demais segmentos industriais. Apesar da política monetária contracionista, a indústria da construção subiu 2,9%, puxada pelo crescimento do mercado de trabalho e das horas trabalhadas no setor. As perspectivas para o setor se tornaram mais positivas após medidas como o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e a disponibilização de linhas de crédito para a reforma de moradias de famílias de baixa renda. Modelo de crescimento não é o mais adequado Embora o investimento tenha aumentado 3,5% no 1º trimestre de 2026, maior alta trimestral em cinco anos, o resultado está longe de indicar uma mudança no modelo de crescimento observado nos últimos anos, pautado no consumo, o que é preocupante, avalia a CNI. Vale lembrar que, apesar da alta, a taxa de investimento caiu para 16,5%, ante os 17,6% registrados no mesmo trimestre do ano passado. Impulsionado pelos estímulos fiscais, a consumo das famílias subiu 1%, maior alta desde o 3º trimestre de 2024. “Boa parte da demanda por bens industriais tem se direcionado para as importações. Isso prejudica ainda mais a situação da indústria”, explica Marcio Guerra.
PUCPR promove V Humanidades Sustentáveis com debates sobre educação ambiental, empreendedorismo social e sustentabilidade
A preocupação com o futuro do planeta e a construção de soluções sustentáveis estarão no centro das discussões do V Humanidades Sustentáveis, promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). O encontro acontece nos dias 02 e 03 de junho, no Câmpus da Universidade, em Curitiba, e propõe um olhar interdisciplinar sobre empreendedorismo sustentável e social sob a perspectiva da educação ambiental. Ao longo de dois dias, o evento reunirá diferentes áreas do conhecimento para refletir sobre como as esferas do trabalho, da educação e da produção de bens e serviços podem dialogar em prol da preservação ambiental e da conscientização socioambiental. “A proposta é ampliar o diálogo sobre sustentabilidade a partir de múltiplas perspectivas, conectando saberes ancestrais, educação, iniciativa privada e universidade. Pensar a educação ambiental hoje é compreender como diferentes setores da sociedade podem atuar de forma integrada na construção de um futuro mais consciente e sustentável”, explica Etiane Caloy, professora da PUCPR e uma das organizadoras do evento. A programação do primeiro dia contará com a mesa “Territorialidades, Ancestralidade e Práticas do Bem Viver”, que propõe reflexões sobre cuidados coletivos construídos pelos povos originários e tradicionais, destacando saberes ancestrais, relações comunitárias e formas de cuidado em defesa da vida, dos territórios e da natureza. Na sequência, especialistas discutem diferentes perspectivas da educação ambiental em espaços formais e não formais. Durante a tarde, o público poderá participar da oficina “Formação Conceitual sobre Economia Circular”, aprofundando conceitos relacionados a novos modelos de produção e consumo. Já à noite, o evento promove a exibição do documentário “Muito Além do Lucro”, seguida por uma interlocução com convidados para debater temas como novas economias, sustentabilidade e regeneração. No segundo dia, a programação segue com a mesa “Raízes do Futuro: a Sustentabilidade na Iniciativa Privada”, que discutirá como empresas e iniciativas privadas podem educar por meio de boas práticas voltadas às pautas socioambientais. O encerramento acontece com uma mesa dedicada aos projetos de extensão universitária da PUCPR, evidenciando ações interdisciplinares conectadas a desafios ambientais e sociais. O V Humanidades Sustentáveis é gratuito e aberto ao público. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia no site https://eventum.pucpr.br/v-humanidades-sustentaveis. Serviço: V Humanidades Sustentáveis Data: 02 e 03 de junho de 2026 Local: Câmpus da PUCPR em Curitiba – Bloco 1 (Auditório Maria Montessori, Sala Ipê 02) e Digital Arena Domo
Com investimento de R$ 34,6 milhões, Governo do Estado empregará 27 mil policiais e bombeiros na Operação São João
Apoio: O planejamento especial da SSP será empregado nas festas em Salvador, em 12 cidades da RMS e em 271 municípios do interior do estado. Com investimento de R$ 34,6 milhões, Governo do Estado empregará 27 mil policiais e bombeiros na Operação São João 2026 da Secretaria da Segurança Pública. Os dados foram apresentados na noite desta sexta-feira (29), na cidade de Paulo Afonso. Presente em 283 cidades – Salvador, 12 da Região Metropolitana e 271 do interior – a Operação começará no próximo dia 4 de junho e seguirá até o dia 12 de julho. A Polícia Militar atuará com equipes ordinárias e especializadas no policiamento ostensivo e preventivo. A atuação da Polícia Civil ocorrerá com emprego estratégico de efetivo ordinário e extraordinário, instalação de estruturas temporárias de atendimento e ações de inteligência. O Corpo de Bombeiros atuará com Postos, além de rondas com serviços de prevenção a acidentes, orientações à população e atendimento a emergências. O Departamento de Polícia Técnica estará com equipes extraordinárias, Unidades Móveis de Polícia Técnica e Postos Modulares. Três helicópteros e 1.755 viaturas serão utilizados pelas Forças de Segurança durante todo o período da Operação. Tecnologia Mais de 2.800 câmeras com tecnologia de Reconhecimento Facial e PTZ serão aplicadas nas festas realizadas em Salvador e no interior do estado. A Operação ainda prevê Portais de Abordagem, Plataformas de Observação Elevada, Centro Integrado de Comando e Controle Móvel e 104 drones. “Aplicaremos no São João de 2026 o maior efetivo da história, visando a garantia da ordem e da paz em todo o território baiano”, destacou o subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira.
Bacio di Latte chega a Belém e marca estreia na região Norte do Brasil
A Bacio di Latte, gelateria artesanal de origem italiana, chega pela primeira vez à região Norte do Brasil com a inauguração de duas lojas em Belém, no Shopping Bosque Grão-Pará, em 29 de maio, e no Shopping Pátio Belém, em 19 de junho, marcando sua entrada em um novo território estratégico. A estreia será celebrada com sabores exclusivos inspirados na região. As criações foram desenvolvidas especialmente para a chegada da marca a Belém e traduzem o encontro entre a tradição italiana e o cuidado artesanal da Bacio di Latte com ingredientes e referências da biodiversidade amazônica: o Cheesecake Amazônico, que combina gelato de queijo marajó com cumaru, goiabada orgânica e crumble de castanha-do-pará, e o Cioccolato Belga al Cupuaçu, que une a intensidade do chocolate belga ao frescor característico da fruta amazônica. Além das novidades exclusivas, as lojas levarão à capital paraense a experiência completa da Bacio di Latte, com uma área interna aconchegante e a identidade visual característica da marca, convidando à permanência e ao consumo no local. O público poderá escolher entre mais de 20 sabores de gelato já consagrados no portfólio, incluindo o Açaí da Bacio, desenvolvido a partir de uma seleção cuidadosa na foz do Rio Amazonas, com práticas sustentáveis e de comércio justo, e finalizado com a tradicional calda de leite. Também estarão disponíveis os itens de Caffetteria e Confeitaria, Picolés e Presentes Bacio. “A chegada a Belém marca a nossa entrada na região Norte do país, um movimento estratégico que amplia a presença da Bacio di Latte em territórios com forte identidade cultural e grande afinidade com a experiência que propomos. Mais do que inaugurar novas lojas, buscamos construir relevância local a partir de uma escuta genuína do público, valorizando seus hábitos e referências, sem abrir mão da essência da marca”, afirma Fábio Medeiros, Diretor de Marketing da marca. Ao longo de 2026, a Bacio di Latte seguirá avançando em seu plano de expansão no Brasil, com novas inaugurações previstas em diferentes regiões do país, reforçando sua estratégia de crescimento consistente e presença nacional.
Luiza Possi emociona Patrícia Poeta durante participação no Encontro na manhã desta sexta-feira
Luiza Possi emocionou Patrícia Poeta durante participação no Encontro com Patrícia Poeta, exibido na manhã desta sexta-feira (29). Convidada do programa, a artista viveu uma manhã marcada por emoção ao lado da apresentadora, em conversas sobre fé, trajetória e o momento especial que vive atualmente em sua carreira. Ao longo da participação, Luiza compartilhou histórias pessoais, falou sobre sua conexão com a espiritualidade e emocionou Patrícia em diferentes momentos do programa. No palco, a cantora também apresentou ao vivo “A Casa É Sua”, seu novo single, em uma performance marcada por sua entrega. “A Casa É Sua”, lançada nesta sexta-feira em todas as plataformas digitais, integra o EP Quero Conhecer Jesus, primeiro projeto gospel de Luiza Possi. A faixa fala sobre entrega, presença e acolhimento, e representa mais um capítulo da nova fase artística e espiritual vivida pela cantora. A participação no Encontro marca um momento especial dessa etapa da carreira de Luiza, que vem apresentando ao público um repertório íntimo e conectado à sua fé. Sobre Luiza Possi Cantora, compositora, empresária, apresentadora e palestrante, Luiza Possi construiu, ao longo de mais de duas décadas, uma das trajetórias mais sólidas e respeitadas da música brasileira. Nascida no Rio de Janeiro, iniciou sua carreira ainda na adolescência, influenciada pelos pais e cercada por música desde cedo. Foi nesse ambiente que desenvolveu a personalidade artística que a tornaria uma das vozes mais marcantes da MPB e do pop nacional. Em 2001, aos 17 anos, ganhou projeção nacional ao gravar seu primeiro álbum, “Eu Sou Assim”. O trabalho revelou sucessos como “Dias Iguais”, “Eu Sou Assim” e “Tudo Que Há de Bom”, conquistando rapidamente o público e as rádios de todo o país. A faixa-título foi escolhida como tema da novela Mulheres Apaixonadas, exibida pela TV Globo, ampliando ainda mais sua visibilidade e consolidando seu nome entre os grandes talentos da nova geração. Em 2006, com o lançamento de “Escuta”, Luiza reafirmou sua maturidade artística. O álbum trouxe composições como “Seu Nome” e “Adeus, Menino”, evidenciando sua profundidade como intérprete e compositora. O projeto foi celebrado por público e crítica e rendeu suas primeiras indicações ao Grammy Latino, nas categorias de Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Ao longo da carreira, Luiza soma mais de 200 canções lançadas entre álbuns de estúdio, projetos ao vivo, EPs e singles. Com milhões de cópias vendidas e diversos prêmios nacionais no currículo, como o Prêmio Tim de Música e o Prêmio Multishow de Música Brasileira, ela mantém uma presença constante e relevante na indústria. Recente, lançou o álbum “É Só o Amor”, projeto que reforça sua interpretação intensa. Entre os destaques, está também o lançamento de um single em parceria com Péricles, encontro que une duas grandes vozes da música brasileira em uma colaboração potente e sensível. Sua versatilidade também se estende à televisão. Como técnica do The Voice Brasil e colunista do Encontro com Fátima Bernardes, demonstrou carisma, domínio artístico e capacidade de comunicação com diferentes públicos. Multifacetada, Luiza Possi transita entre palcos, negócios e projetos autorais. Como empresária, conduz sua carreira com visão estratégica. Como palestrante e escritora, compartilha experiências e aprendizados, inspirando sua audiência com autenticidade.
Últimos dias de inscrições da ExpoQueijo mobilizam produtores de vários países
Termina neste sábado (30) o prazo de inscrições para o Araxá International Cheese Awards 2026, maior concurso de queijos das Américas, que chega à reta final com crescimento da procura de produtores brasileiros e estrangeiros. A competição integra a programação da ExpoQueijo Brasil e será realizada entre os dias 25 e 28 de junho, no Grande Hotel e Termas de Araxá, em Minas Gerais. A edição deste ano terá limite de mil queijos inscritos, distribuídos em 47 categorias. A organização manteve o número máximo de participantes para preservar a diversidade entre produtores nacionais e internacionais e garantir equilíbrio entre diferentes tradições e modelos de produção. Nas últimas semanas, o evento registrou aumento significativo na procura de produtores de diferentes regiões do Brasil e também do exterior, reforçando o crescimento da ExpoQueijo Brasil no circuito internacional de concursos especializados. A disputa reúne desde pequenas produções artesanais até queijarias reconhecidas em premiações nacionais e mundiais. Ao longo das últimas edições, a ExpoQueijo passou a exercer influência direta na valorização comercial dos produtos premiados. Queijos reconhecidos pela premiação ampliaram presença de mercado, ganharam projeção internacional e passaram a ser associados a um selo de excelência dentro do segmento artesanal. O concurso O concurso conta com curadoria técnica da EPAMIG – Instituto de Laticínios Cândido Tostes e adota sistema próprio de julgamento realizado às cegas por especialistas nacionais e internacionais. Os produtos são avaliados com base em sete atributos sensoriais: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. A competição é dividida em três fases eliminatórias. O principal reconhecimento aos vencedores é o troféu Super Ouro, concedido ao queijo com maior pontuação geral entre todas as categorias avaliadas. Desde a criação da ExpoQueijo Brasil, apenas três países conquistaram o prêmio máximo: Itália, Argentina e Brasil. Os destaques de cada categoria recebem troféus Ouro, Prata e Bronze. Outras atrações Além do Concurso Internacional, a ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards contará com uma Feira Internacional de Negócios, com estandes voltados à valorização de produtos da agricultura familiar. O Fórum Internacional reunirá palestras, conferências e mesas de debate sobre inovação, métodos de produção e práticas voltadas à melhoria da qualidade e à agregação de valor comercial ao queijo artesanal regularizado, além de outros produtos da gastronomia rural. Já a vila gastronômica e cultural promoverá experiências sensoriais com degustação de queijos artesanais harmonizados com iguarias da culinária regional. A programação inclui ainda música ao vivo, mostras e exposições. ExpoQueijo Brasil Principal evento do segmento nas Américas, a ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards reúne representantes dos principais países produtores de queijo, atraindo especialistas, compradores, produtores e imprensa de diferentes regiões. O encontro contará com estrutura montada no pátio principal e nos salões do Grande Hotel e Termas de Araxá, patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais. Neste ano, a ExpoQueijo será realizada entre os dias 25 e 28 de junho, com impacto em setores como turismo, varejo, agropecuária, logística, indústria alimentícia, cadeia de suprimentos e relações internacionais.
Estudo revela que até 75% da jornada da manutenção industrial pode ser desperdiçada no Brasil
A IndustriALL, IndTech do ecossistema da Timenow, quarta maior empresa de engenharia do país, acaba de lançar o report “Wrench Time: Maturidade e Performance na Manutenção Industrial”, um estudo inédito e gratuito que aprofunda um dos indicadores mais estratégicos e historicamente negligenciados da produtividade industrial. Em um momento de pressão crescente por eficiência, redução de custos e maior confiabilidade operacional, o material revela, com dados e análises de campo, como o tempo da manutenção é realmente utilizado e quanto dele se perde em ineficiências invisíveis. O Wrench Time (WT) mede o percentual da jornada convertido em execução técnica direta, o chamado “tempo de mão na ferramenta”. O report mostra que, em muitos diagnósticos realizados no Brasil, jornadas resultam em poucas horas de trabalho produtivo. Em um exemplo simulado, uma equipe com 1.408 horas disponíveis no mês entregou apenas 479 horas produtivas, equivalente a um WT de 34%, deixando 66% da jornada consumida por deslocamentos, esperas, burocracias e falhas de planejamento. A simulação de um cenário mais maduro, com WT de 45%, elevaria a produtividade para 634 horas mensais, um ganho de 155 horas sem qualquer aumento de equipe ou jornada. Esses números refletem a realidade nacional: a média de WT nas fábricas brasileiras varia entre 25% e 35%, ou seja, até 75% do tempo podem ser desperdiçados. Já os benchmarks internacionais raramente ultrapassam 45%, mesmo em indústrias altamente estruturadas, evidenciando que não é um problema apenas no Brasil. Em ambientes com planejamento deficiente, mais de 30% do tempo da equipe se torna improdutivo, pressionando o backlog e aumentando corretivas emergenciais. Auditorias também revelam práticas que distorcem a medição do WT, como autodeclaração de horas, acompanhamentos pontuais e auditorias esporádicas, mascarando desperdícios e impedindo a gestão de enxergar a realidade operacional. Perdas podem custar US$ 125 mil por hora O impacto financeiro é expressivo. Estudos citados no report mostram que uma única hora de parada não planejada industrial pode custar, em média, US$ 125 mil, considerando perdas de produção, desperdício de insumos e atrasos logísticos. Em escala global, empresas da Fortune Global 500 acumulam US$ 1,4 trilhão em perdas anuais decorrentes de paradas inesperadas. O estudo reforça que melhorar o Wrench Time não é apenas uma questão operacional, mas uma alavanca financeira estratégica. Para Rodrigo Dal Moro, Founder e CEO da IndustriALL, o indicador deveria estar no centro das discussões sobre performance industrial. “O Wrench Time é um dos indicadores mais importantes da indústria, porém é um dos menos explorados. Ele mostra quanto do tempo da manutenção realmente gera valor e quanto se perde em ineficiências. Em um cenário de alta pressão por produtividade e custos, entender esse número é essencial para destravar ganhos reais de performance.” Dal Moro destaca ainda que o estudo consolida análises, benchmarks e aprendizados de campo, oferecendo uma visão prática e objetiva sobre os resultados que podem ser alcançados ao evoluir esse indicador. O report também apresenta recomendações claras para elevar o Wrench Time e reduzir perdas operacionais, reforçando que a transformação começa pelo fortalecimento do Planejamento e Controle de Manutenção (PCM) como área estratégica, com planejadores mais presentes em campo, ordens de serviço completas e processos de planejamento mais rigorosos. A eliminação de perdas evitáveis — como deslocamentos excessivos, falta de materiais, retrabalhos e falhas de comunicação — também aparece como prioridade, assim como a medição estruturada do WT. A integração entre manutenção, operação, segurança e suprimentos é apontada como essencial para reduzir improdutividades e estabilizar o backlog. Tecnologia como solução O estudo destaca o papel da tecnologia como aceleradora da maturidade operacional. Soluções de mobilidade, automação da programação e uso de inteligência artificial reduzem tarefas repetitivas e aumentam a confiabilidade dos dados. O documento recomenda diagnósticos estruturados, combinando análises quantitativas, observações em campo e mapeamento de fluxos, além da revisão de processos que se perpetuam por hábito.
Xixi na cama após os 5 anos pode indicar condição que exige tratamento
Perda urinária involuntária durante o sono pode afetar autoestima, relações sociais e desenvolvimento emocional das crianças A enurese noturna, caracterizada pela perda urinária involuntária durante o sono, vai além de um simples atraso no controle da bexiga. Comum na infância, a condição pode provocar impactos importantes no desenvolvimento emocional, social e psicológico das crianças, especialmente quando persiste após os 5 anos de idade. Segundo o urologista da Unimed Araxá, Dr. Daniel Angotti Akel, o problema interfere diretamente na autoestima e nas relações sociais infantis. “A enurese noturna produz alterações psicológicas importantes e pode atrapalhar os laços de amizade entre as crianças, principalmente em situações sociais como viagens, festas do pijama e convivência escolar”, explica. A doença apresenta forte relação hereditária. Estudos apontam que filhos de pais que tiveram enurese possuem entre 45% e 75% de chance de desenvolver o quadro. Em alguns casos, também podem existir associações com alterações cromossômicas e atraso no amadurecimento das vias neurológicas responsáveis pelo controle da micção. A forma mais frequente é a enurese monossintomática, responsável por cerca de 80% dos casos. Nessa situação, a criança apresenta perda urinária apenas durante a noite, sem outros sintomas urinários associados. Entre os fatores relacionados está a hiperatividade do músculo detrusor da bexiga, que provoca contrações involuntárias enquanto a criança dorme. “Muitas vezes, a criança não consegue despertar adequadamente durante o sono para perceber o enchimento da bexiga. Ela simplesmente não responde ao estímulo urinário”, afirma o médico. A enurese também pode ser classificada como primária, quando a criança nunca adquiriu controle completo da urina durante a noite, ou secundária, quando a perda urinária reaparece após um período de continência já estabelecida. Nesta última situação, fatores emocionais e psicológicos podem estar envolvidos. Outra forma é a enurese polissintomática, caracterizada pela presença de sintomas urinários também durante o dia, o que exige investigação mais detalhada e acompanhamento especializado. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico é essencialmente clínico e considera episódios de perda urinária noturna duas ou mais vezes por mês em crianças acima de 5 anos. A avaliação médica inclui histórico clínico detalhado, exame físico e, em alguns casos, exames complementares. O tratamento varia conforme cada paciente e pode envolver diferentes abordagens. “Existem opções como terapia comportamental, acompanhamento psicológico, uso de alarmes de perda urinária e medicamentos. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um especialista”, destaca Dr. Daniel Angotti. O urologista ressalta ainda que o acolhimento familiar é parte fundamental do processo terapêutico. “É importante que os pais entendam a doença e ofereçam apoio à criança. A enurese não deve ser encarada como preguiça, desleixo ou comportamento inadequado. O suporte correto evita transtornos afetivos e psicológicos que podem repercutir no desenvolvimento e até na vida adulta”, afirma.
Eficiência energética avança nos estádios e redefine o futuro das arenas esportivas
Por Wilson Morais, gerente de segmento Infraestrutura da ABB Eletrificação Os estádios deixaram de ser apenas espaços esportivos para se tornarem arenas altamente conectadas e operação contínua. A preparação para a Copa do Mundo de 2026 coincide com um momento de forte expansão global dos investimentos em “smart stadiums”, ampliando as discussões sobre eficiência energética, automação predial e infraestrutura robusta para grandes eventos. O crescimento desse mercado ajuda a dimensionar a velocidade desse avanço. Estimativas da consultoria Custom Market Insights (CMI) apontam que o setor global destas arenas inteligentes pode alcançar US$ 38,27 bilhões até 2033. Em cenários de aceleração mais intensa da digitalização, conectividade e expansão das redes 5G, projeções da Market.us News indicam que esse volume pode chegar a US$ 79,3 bilhões no mesmo período, impulsionado pela integração entre inteligência artificial, IoT e sistemas digitais de gerenciamento energético. O avanço desse mercado reflete uma mudança profunda no próprio modelo operacional das arenas esportivas. Hoje, os estádios deixaram de operar apenas em dias de jogos e passaram a funcionar como centros permanentes de entretenimento, recebendo shows, convenções e eventos corporativos praticamente durante todo o ano. Nesse cenário, as arenas se transformaram em estruturas altamente conectadas e intensivas em consumo de energia elétrica. A combinação entre sistemas de iluminação de alta potência, climatização, placares eletrônicos de alta definição, equipamentos para transmissão ao vivo, conectividade e sistemas avançados de segurança transformou os estádios modernos em estruturas comparáveis a pequenas cidades inteligentes. Segundo pesquisa da Duke University, um estádio esportivo moderno pode demandar um consumo estimado entre 5 e 10 megawatts (MW) de eletricidade durante um evento — volume equivalente ao consumo energético de 5 mil residências simultaneamente. Isso ajuda a explicar por que eficiência energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a representar uma questão diretamente ligada à sustentabilidade financeira das operações. O conceito de estádio inteligente hoje vai muito além da substituição da iluminação convencional por LED. As arenas mais modernas passaram a operar com plataformas integradas capazes de controlar iluminação, ventilação, climatização, distribuição de energia elétrica, segurança e monitoramento em tempo real. Na gestão energética, isso permite que o consumo seja ajustado automaticamente conforme ocupação do estádio, temperatura externa, incidência de luz natural e demanda operacional. Sistemas integrados de automação predial e gerenciamento inteligente de cargas vêm permitindo ganhos relevantes de eficiência energética em arenas esportivas. Parte relevante dos estádios envolvidos na Copa do Mundo de 2026 vem ampliando investimentos em automação predial, gerenciamento inteligente de energia, conectividade, iluminação eficiente e infraestrutura robusta, refletindo uma tendência global de transformação das arenas esportivas em plataformas digitais altamente conectadas e energeticamente mais eficientes. Relatório publicado pelo New Weather Institute estima que a Copa do Mundo de 2026 pode registrar a maior pegada de carbono da história da competição, impulsionada pelo aumento do número de partidas — de 64 para 104 jogos —, pela operação distribuída entre três países e 16 cidades-sede e pela elevada demanda logística e energética necessária para suportar um evento desta magnitude. A Europa vem se consolidando como um dos principais laboratórios dessa evolução. Na Espanha, o Estádio El Sadar, casa do Osasuna, passou recentemente por uma ampla modernização de infraestrutura elétrica e automação predial, integrando iluminação, distribuição de energia, segurança e operação digital em uma plataforma centralizada voltada à eficiência operacional. Outro caso emblemático aconteceu na Generali Arena, estádio do FK Austria Wien. A arena passou a operar com sistemas integrados de iluminação, ventilação, climatização e gerenciamento energético capazes de ajustar automaticamente consumo e operação conforme a demanda, ocupação e dinâmica dos eventos realizados no complexo esportivo.
Agora Tem Especialistas: Ministério da Saúde lança em Feira de Santana (BA) carreta de saúde da mulher para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero
Nesta sexta-feira (29), às 10h, em Feira de Santana (BA), a superintendente do Ministério da Saúde na Bahia, Joanna Paroli Mangabeira Campos, anuncia o início dos atendimentos da carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil. Voltada para o diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero, a unidade móvel de saúde ofertará consultas ginecológicas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias, para pacientes do SUS agendadas e encaminhadas pela secretaria de saúde local. Totalmente estruturada com insumos, equipamentos e equipes multiprofissional, a carreta está posicionada na Policlínica Regional de Saúde, na Avenida Eduardo Fróes Mota (Anel de Contorno), local onde o lançamento vai acontecer. Desde que começaram a rodar o país, principalmente em locais de difícil acesso, com vazios assistenciais, além de cidades-polo, as carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem têm ampliado a oferta de serviços de saúde especializados, reduzindo assim o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. As unidades móveis já passaram por mais de 2,8 mil municípios, atendendo pacientes do SUS em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Mais cedo, às 9h30, o Ministério da Saúde entrega duas novas salas cirúrgicas no Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana. Os kits de equipamentos para cirurgia geral e para cirurgia oftalmológica ultrapassam recursos de R$ 3 milhões do Novo PAC Saúde. A imprensa será atendida no Hospital Estadual da Criança e em frente à carreta SERVIÇO Inauguração das novas salas cirúrgicas do Hospital Estadual da Criança em Feira de Santana (BA) _ Com a superintendente do Ministério da Saúde na Bahia, Joanna Paroli_ 🗓️ Data: 29/05/2026 (sexta-feira) 🕙 Horário: 9h30 📍 Local: Hospital Estadual da Criança em Feira de Santana, Avenida Eduardo Fróes da Mota, s/n – Brasília, Feira de Santana


