Um novo projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Salvador promete acender um debate quente na capital baiana. A proposta, protocolada pelo vereador Maurício Trindade, quer estabelecer novas regras para o horário de funcionamento dos shoppings centers e já divide opiniões antes mesmo de avançar.
De um lado, o discurso pode até soar como organização e regulação. Do outro, comerciantes, trabalhadores e consumidores enxergam risco direto no bolso e na rotina. Afinal, mexer no horário dos shoppings é interferir em empregos, faturamento e até no lazer de milhares de pessoas.
A grande questão é: quem ganha com isso? Em uma cidade onde o comércio luta para se manter competitivo, qualquer limitação pode significar prejuízo. Funcionários temem redução de jornada, lojistas falam em queda nas vendas e clientes já questionam se terão menos liberdade para consumir quando quiserem.
Nos bastidores, há quem diga que a medida pode atender interesses específicos e não necessariamente o interesse coletivo. E como sempre, a conta pode sobrar para quem menos tem poder de decisão.
Enquanto o projeto começa a tramitar, Salvador se vê diante de mais uma discussão sensível: até que ponto o poder público deve interferir na dinâmica do comércio? Regular ou engessar?
Uma coisa é certa: se aprovado, o impacto será imediato e a polêmica, inevitável.



