A prefeitura de Juazeiro sancionou uma nova lei que promete gerar impacto direto na administração pública e no debate social: pessoas condenadas com base na Lei Maria da Penha e por crimes de feminicídio estão proibidas de ocupar cargos públicos no município.
Publicada no Diário Oficial no último dia 23 de março, a medida vai além do simbolismo e atinge cargos comissionados, funções de confiança, contratações temporárias e até vagas por meio de processos seletivos simplificados (REDA). A regra também passa a ser obrigatória nos editais de concursos públicos, deixando explícita a restrição.
Pelo texto, a proibição só deixa de valer após o cumprimento integral da pena ou mediante reabilitação judicial comprovada, o que reforça o rigor da nova legislação. Para muitos, trata-se de um avanço necessário diante dos altos índices de violência contra a mulher. Já outros questionam se a medida é suficiente ou apenas uma ação pontual diante de um problema estrutural.
Além das restrições, a prefeitura também assume a responsabilidade de promover campanhas permanentes de conscientização digital, tentando atacar não apenas as consequências, mas as causas da violência.
A iniciativa coloca Juazeiro no centro de um debate nacional: endurecer leis resolve ou é preciso ir além para combater a violência contra a mulher?



