A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve nesta segunda-feira, 13, o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, demitido em abril deste ano. Stefanutto foi um dos alvos da operação “Sem Desconto”, da Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), que apura um esquema bilionário de irregularidades em descontos indevidos sobre benefícios previdenciários. Ele é acusado de autorizar, em novembro de 2023, o desbloqueio em massa de descontos associativos medida tomada em desacordo com recomendações técnicas internas do INSS.
Além de Stefanutto, a CPMI também ouvirá André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios do instituto. Ambos são apontados por ignorar alertas sobre a continuidade das fraudes. Uma das linhas de investigação deve abordar a suposta influência da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade historicamente ligada ao PT, nos pedidos de desbloqueio. Paralelamente, a CGU e a PF investigam o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Filho, acusado de receber R$ 11,9 milhões em propinas e de favorecer a Contag. A apuração revelou um enriquecimento ilícito de R$ 18,3 milhões, incluindo imóveis e veículos de luxo adquiridos entre 2022 e 2024.
Foto: © Bruno Peres | Agência Brasil



