O adiamento da entrega do Residencial Zulmira Barros caiu como uma bomba no cenário político de Salvador e o silêncio inicial só aumentou o barulho. Ao comentar pela primeira vez o caso, o prefeito Bruno Reis entrou no centro de uma polêmica que escancarou falhas difíceis de justificar.
O problema? A ausência do Habite-se, documento básico e indispensável para qualquer inauguração. Ainda assim, a cerimônia estava marcada, com direito à presença confirmada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e grande expectativa em torno do projeto do Minha Casa Minha Vida.
O resultado foi um vexame público: evento cancelado, famílias frustradas e um jogo de versões que começa a tomar forma. De um lado, tentativas de justificar o atraso como uma questão técnica. Do outro, críticas cada vez mais fortes sobre possível desorganização e falta de alinhamento entre os responsáveis.
Nos bastidores, a pergunta é inevitável: como uma entrega com agenda presidencial confirmada não tinha o mínimo garantido? A situação levanta suspeitas de que a pressa em capitalizar politicamente a obra falou mais alto do que o cumprimento dos requisitos legais.



