O clima político na Bahia ganhou novos tons de tensão nesta terça-feira (7). O senador Angelo Coronel não deixou passar batido as declarações do ex-ministro Rui Costa e partiu para o confronto direto elevando a temperatura da disputa antes mesmo do início oficial da campanha.
Durante um evento no Mercure Salvador Rio Vermelho, Coronel reagiu com dureza à fala de Rui, que havia classificado a oposição como enfraquecida. Sem rodeios, o senador mandou o recado: “Ele pode falar o que quiser, mas que se cuide, senão vai tomar uma tacada grande”. A declaração caiu como gasolina em um cenário que já vinha sendo marcado por provocações e indiretas.
Nos bastidores, o que se vê é uma disputa cada vez mais antecipada e agressiva. O grupo liderado por ACM Neto já começa a se organizar com nomes definidos, como o prefeito de Jequié, Zé Cocá, cotado para vice, enquanto o próprio Coronel e João Roma disputam espaço na corrida pelo Senado.
Ao mesmo tempo, ACM Neto intensifica o discurso de desgaste do atual modelo de gestão estadual, comandado pelo grupo do PT há anos. A estratégia é clara: vender a ideia de mudança, apostando em temas sensíveis como segurança pública, saúde e geração de empregos áreas frequentemente criticadas pela população.
O embate entre Coronel e Rui escancara o que muitos já previam: a eleição na Bahia promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos, com troca de ataques, narrativas conflitantes e uma disputa que deve ultrapassar os limites do discurso político tradicional.
No meio desse fogo cruzado, o eleitor acompanha entre promessas, provocações e ameaças quem realmente tem força ou apenas discurso.


