A II Copa Imprensa Salvador 2025 começou na terça (14) com denúncias de racismo e homofobia. Um dos participantes da competição, identificado como Caio Victor Leal, usou o Instagram para denunciar os crimes que sofreu durante a sua primeira partida no campeonato.
Em um texto publicado no Instagram nesta quarta-feira (15), Caio Victor Leal, que atua como atacante pelo time Bahia Notícias.
‘’14/10/25’’ ficará marcado para sempre na minha memória e infelizmente de uma maneira muito dura. Ontem começou a Copa Imprensa Salvador, a qual estou disputando pelo Bahia Notícias. Quando recebi o convite, fiquei muito contente, pois fui pesquisando e vi tantos nomes conhecidos nos outros times. Um ambiente com tantos amigos do tempo acadêmico e de ambientes profissionais. Inclusive, o fato de poder jogar com um amigo de infância depois de tantos anos. Pô, eu tava muito empolgado!
Porém o que era pra ser um momento de lazer, se tornou num caos dentro da minha cabeça.
Vale ressaltar que aqui em casa eu sempre falo da minha preocupação de como inserir o meu filho no ambiente de futebol, pois cresci indo para estádio e jogando bola e vi/vejo o comportamento da torcida em meio a multidões, como se pudessem falar e fazer qualquer coisa e saindo impunes. Questiono sobre essa abordagem com meu filho, para que ele escute, não reproduza e combata esse tipo de coisa.
Antes de sair de casa, abri os stories e vi o time adversário vindo com torcida, mostrei à Maíra e falei que tava achando massa a empolgação da galera, mas que pretendia dar um banho de água fria neles vencendo o jogo. Porém, o ambiente, o qual projetei e vislumbrei se tornou algo horrendo. No jogo, acredito que desde os 5 minutos estávamos atrás do marcador, então corremos bastante para tentar reverter, mas não conseguimos. A torcida adversária gritou muito durante o jogo, e em algum momento comecei a entender. Gritos de “cabelo de doido”, assim como falando que eu era PCD e tinha vaga garantida no Criança Esperança. Porém, batiam muito na tecla do cabelo. Em outro momento, a torcida começou um coro de “goleiro viado”. Acabou a partida e fui em direção aos três rapazes que tanto falaram para tirar uma satisfação, mas com toda a hombridade deles, começaram a dizer que eu estava partindo pra cima de mulheres, as quais estavam ao lado deles. Então, logo abaixei a cabeça e saí de campo. A ficha foi caindo sobre o ocorrido e a dor sentida é indescritível.
Agora eu vou lutar por toda a justiça possível. Não quero e nem aceito pedido de desculpas, quero todas as punições cabíveis por lei para esses criminosos.
relatou que o “que era pra ser um momento de lazer, tornou-se um caos dentro” da sua própria cabeça.
Os organizadores da Copa Imprensa, foi informado que um posicionamento sobre o caso será emitido em breve e que será em comum acordo com o comunicador.
“Conversamos com Caio e todos do time, desde ontem, sobre o ocorrido. Lamentável demais. Vamos nos posicionar, sim, durante o dia. Tudo que faremos será em comum acordo com ele, inclusive”, pontuou.



