A Secretaria de Turismo da Bahia enfrenta um momento delicado após uma sequência de denúncias que apontam para práticas de assédio moral dentro da chefia de gabinete. As acusações recaem sobre Giulliana Brito do Espírito Santo Mercuri, cuja conduta vem sendo questionada por servidores junto à Corregedoria Geral.
De acordo com os relatos, o ambiente interno teria se transformado em um espaço de constante tensão, marcado por cobranças intensas, tratamento ríspido e episódios recorrentes de exposição constrangedora de funcionários. Servidores descrevem um cenário onde críticas são feitas de forma pública e, muitas vezes, acompanhadas de comentários considerados ofensivos.
Entre os pontos mais graves apontados nas denúncias, estão episódios de desqualificação profissional, ameaças veladas de exoneração e a criação de um clima de medo generalizado. Há ainda relatos de sobrecarga proposital de trabalho, com demandas urgentes sendo impostas no fim do expediente, sem considerar limites pessoais ou familiares.
Os denunciantes também afirmam que erros são frequentemente expostos diante de colegas e terceiros, ampliando o constrangimento e a pressão psicológica sobre a equipe. Em alguns casos, servidores relatam terem deixado reuniões abalados emocionalmente, chegando a episódios de choro.
Saúde mental em alerta
O impacto dessas práticas, segundo os relatos, já ultrapassa o campo profissional e atinge diretamente a saúde dos trabalhadores. Há registros de servidores que buscaram acompanhamento psicológico e passaram a utilizar medicação para ansiedade, diante do desgaste emocional contínuo.
Apuração em andamento
Diante da gravidade das acusações, foi solicitada a abertura de procedimento administrativo para investigar as condutas relatadas. A pasta é comandada pelo secretário Maurício Bacelar.
Procurada, a Secretaria de Turismo da Bahia informou que deve se posicionar oficialmente após a análise das denúncias. Até o momento, a chefe de gabinete segue no exercício regular de suas funções.



