Cantora e compositora Ângela Ro Ro morreu nesta segunda (8), no Rio de Janeiro, aos 75 anos. Internada desde julho no Hospital Silvestre, no Cosme Velho, após uma traqueostomia em razão de uma infecção pulmonar, ela sofreu uma parada cardíaca depois de um procedimento cirúrgico. A morte foi confirmada por Laninha Braga, ex-namorada que cuidava da artista, e pelo produtor Paulinho Lima, amigo próximo.
Com voz rouca inconfundível e carreira marcada por intensidade e autenticidade, Ângela foi um dos nomes mais originais da música brasileira desde o fim dos anos 1970. Nos últimos anos, enfrentava dificuldades financeiras e de saúde. Em uma de suas últimas manifestações públicas, chegou a pedir ajuda nas redes sociais: “Sem perspectiva de alta ou cura para trabalhar, humildemente peço ajuda a vocês.”
Na década de 1980, consolidou-se como uma das vozes mais potentes da MPB, com discos como Só nos resta viver (1980), Escândalo! (1981), com a faixa homônima de Caetano Veloso, e A vida é mesmo assim (1984).
Após um período de afastamento e problemas com dependência química, reinventou-se nos anos 2000. Ao perder peso, abandonar drogas e cigarro, lançou o álbum Acertei no milênio (2000), marcando uma nova fase.
Seguiram-se trabalhos como Compasso (2006) e Feliz da vida! (2013), além de homenagens, como o tributo Coitadinha bem feito (2013), no qual artistas reinterpretaram suas canções. Seu último disco, Selvagem, saiu em 2017.



