A defesa do senador Jaques Wagner protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22), um recurso para anular a decisão que autorizou busca e apreensão em sua residência, alegando falhas graves que comprometem a legalidade da medida.
Os advogados sustentam que o parlamentar nunca atuou no Congresso para beneficiar o Banco Master. Como prova, citam a única emenda apresentada por Wagner sobre o tema, na Medida Provisória 1106/2022, que propunha limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores — posição oposta aos interesses da instituição financeira.
A defesa também afirma que o senador se posicionou contra a chamada “Emenda Master”, proposta por outro parlamentar no âmbito da PEC 65/2023. O relator da matéria, Plínio Valério, declarou que não foi procurado por Wagner para tratar do assunto.
Sobre os valores em espécie encontrados, a representação jurídica afirma que todos possuem origem lícita e comprovada. Segundo os advogados, parte do montante é proveniente de diárias oficiais pagas pelo Senado em missões internacionais, enquanto outra parte foi obtida por meio de operações regulares junto a instituições financeiras.



