O jogador paraguaio Miguel Almirón protagonizou um momento histórico e controverso na Copa do Mundo ao se tornar o primeiro atleta expulso com base na chamada “Lei Vini Jr”, criada para combater atitudes associadas ao racismo no futebol.
A expulsão aconteceu neste sábado (20), durante a partida entre Paraguai e Turquia, no Levi’s Stadium, nos Estados Unidos. Em meio a uma confusão entre os jogadores, Almirón foi flagrado falando com um adversário enquanto cobria a boca — atitude que levantou suspeitas e levou o rival a acionar a arbitragem.
O lance foi revisado pelo VAR, e, aos 48 minutos do primeiro tempo, o árbitro decidiu pela expulsão direta do paraguaio.
A punição se baseia em uma nova diretriz adotada pela Fifa, que prevê cartão vermelho para jogadores que escondam a boca durante discussões em campo, dificultando a identificação de possíveis ofensas, incluindo injúrias raciais.
A regra ganhou força após um episódio envolvendo o argentino Prestianni e o brasileiro Vini Jr., em partida da Champions League, quando o atacante do Real Madrid denunciou ter sido alvo de racismo. O caso levou a uma mudança nas normas, reforçada posteriormente pela International Football Association Board.
A decisão marca um novo capítulo na luta contra o racismo no esporte, com medidas mais rígidas e tolerância zero para comportamentos suspeitos dentro de campo.



