Além de 21 kg de pasta base, as equipes das Forças Estaduais e Federais encontraram também produtos químicos para refino do pó e produção de crack A Operação Divisa Segura desmontou na manhã desta segunda-feira (21), um laboratório para refino de cocaína e produção de crack. Além de 21 kg de pasta base, as equipes das Forças Estaduais e Federais encontraram também produtos químicos utilizados na preparação dos entorpecentes. O flagrante ocorreu na cidade baiana de Jandaíra, onde foi encontrado o alvo principal da operação promovida pela FICCO Bahia e pelas Polícias Civil (DEIC) e Militar (BOPE, CHOQUE e BPATAMO). O faccionado, ligado a uma organização criminosa paulista, era responsável pela distribuição de armas, munições e drogas para comparsas em estados da região Nordeste do país. Fotos: Divulgação SSP-BA*
TJ-BA anula contrato de R$ 311 mil de empresa de ex-secretário
Decisão definitiva aponta falta de comprovação de especialização, ausência de competição e incompatibilidade funcional na contratação A empresa Bruno Oitaven Barral Ltda., ligada ao ex-secretário de Educação de Salvador e de Belo Horizonte Bruno Oitaven Barral, teve mantida a anulação de um contrato de R$ 311.760 firmado com a Prefeitura de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. A decisão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) foi unânime e tornou-se definitiva após o processo transitar em julgado em 15 de maio de 2026. A baixa definitiva ocorreu em julho. O contrato administrativo nº 381/2021 previa a prestação de serviços de assessoria e consultoria educacional com o objetivo de contribuir para a melhoria dos índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município. A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, sob a justificativa de que a empresa possuía notória especialização para a execução dos serviços. O TJ-BA, porém, manteve a decisão de primeira instância que declarou a nulidade do contrato. Segundo o acórdão, não foram comprovadas condições suficientes para justificar a contratação direta, entre elas a inviabilidade de competição, a singularidade do serviço e a especialização necessária. Empresa tinha engenharia como atividade principal Entre os pontos analisados pelo Tribunal está a constituição e o objeto social da empresa. De acordo com a decisão, a companhia teria sido constituída após o início das tratativas relacionadas ao contrato e apresentava serviços de engenharia como atividade principal. A área de educação aparecia entre as atividades secundárias da empresa, que reunia 14 segmentos distintos. O colegiado também considerou insuficiente a experiência profissional de Bruno Barral como ex-secretário de Educação para comprovar, por si só, a notória especialização da empresa contratada. Tribunal aponta incompatibilidade funcional Outro ponto destacado pelo TJ-BA foi a situação funcional de Barral no período da contratação. Segundo o acórdão, ele ocupava um cargo comissionado na Prefeitura de Salvador, com regime de dedicação exclusiva de 40 horas semanaais, enquanto também participava da coordenação dos serviços prestados pela empresa. Para o Tribunal, a situação configurou uma incompatibilidade objetiva e comprometeu a legalidade da contratação. A sentença que declarou a nulidade do contrato foi proferida em novembro de 2024. A empresa recorreu, mas o recurso foi rejeitado por unanimidade pela Terceira Câmara Cível do TJ-BA em abril de 2026. Com o trânsito em julgado, não há mais recurso no processo. Operação Overclean Bruno Oitaven Barral também foi alvo de uma fase da Operação Overclean, investigação conduzida pela Polícia Federal. Em abril de 2025, após ser alvo da operação e deixar a Secretaria de Educação de Belo Horizonte, Barral afirmou publicamente que tanto a empresa quanto o município haviam apresentado suas defesas e que aguardava a decisão da Justiça. A decisão definitiva sobre o contrato de Santo Antônio de Jesus foi posteriormente proferida de forma desfavorável à empresa. As conclusões do processo judicial dizem respeito especificamente à legalidade da contratação realizada pelo município e não representam, por si só, uma conclusão sobre outras investigações envolvendo Barral.
Robinson cobra explicações de ACM Neto sobre 232 ligações com o Rei do Lixo: “Falou mais com líder de organização criminosa do que com Bruno Reis”
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) cobrou, nesta segunda-feira (21), explicações de ACM Neto sobre as 232 ligações telefônicas identificadas pela Polícia Federal entre o ex-prefeito de Salvador e o empresário José Marcos de Moura, o Rei do Lixo, indiciado no âmbito da Operação Overclean. A informação foi divulgada pelo Valor Econômico. “Cada dia mais uma revelação bombástica sobre a participação do ex-prefeito de Salvador no escândalo da Overclean e também do Banco Master. Agora, a imprensa revela que ele ligou mais de 200 vezes para o Rei do Lixo, em plena campanha eleitoral de 2024”, afirmou Robinson. Para os investigadores da PF, ACM Neto é suspeito de ser líder político da organização criminosa investigada por desvios de recursos públicos em diferentes cidades brasileiras. Segundo o deputado, a quantidade de contatos exige esclarecimentos públicos de ACM Neto. “Ele fez mais contato com o chefe do esquema criminoso do que com o seu candidato a prefeito de então, Bruno Reis. Precisa explicar por que essa proximidade e tanta ligação com alguém acusado de desviar recursos públicos”, disse. A nova fase da Operação Overclean investiga suspeitas de fraudes em contratos públicos e também alcançou ACM Neto. A PF pediu autorização para realizar busca e apreensão contra o ex-prefeito, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, mas o pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. Para Robinson, a relação entre ACM Neto e o Rei do Lixo precisa ser esclarecida. “Era o seu parceiro predileto, era a conversa de pé de ouvido o tempo todo. O que é que falava? A PF tem que revelar essas conversas. O povo baiano tem que conhecer cada candidato, o que fez, com quem falava e o que combinava”, afirmou o deputado.
Em entrevista à TVE, Rui Costa defende restrições às BETs e alerta para endividamento das famílias
O candidato ao Senado pelo Time de Lula relacionou os jogos ao crescimento do endividamento das famílias e a problemas relacionados à saúde mental O candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, defendeu restrições às plataformas de apostas e aos jogos de azar online no Brasil. Em entrevista à TVE, na noite desta segunda-feira (21), o ex-governador da Bahia se posicionou contra a rápida expansão das chamadas “BETs” e de jogos como o “Tigrinho”, além de alertar para os efeitos dessas plataformas sobre o endividamento das famílias. Para ele, a discussão sobre a legalização dos cassinos ganhou uma nova dimensão com a migração dos jogos para celulares, tablets e computadores. “O cassino hoje tá no celular, tá no tablet, tá no computador, nessas BETs de apostas”, afirmou. Rui Costa questionou o caráter de sorte atribuído a determinados jogos online e afirmou que, em modalidades como o “Tigrinho”, os resultados são determinados pelos sistemas das plataformas, e não “pela sorte”. Na avaliação do petista, a facilidade de acesso aos jogos tem contribuído para o comprometimento da renda das famílias, inclusive com a participação de crianças e adolescentes. Ao defender uma atuação mais restritiva do poder público, Rui Costa ressaltou que o modelo atual beneficia principalmente as empresas do setor, enquanto parte dos usuários enfrenta dificuldades financeiras e problemas familiares. “Eu sou contra, acho que tem que restringir. Não dá para ficar essa farra, enquanto o povo tá empobrecendo, ficando endividado e eles [donos das BETs] cada vez mais trilionários às custas da pobreza, da doença e da depressão das pessoas e das famílias”, disse. O posicionamento do candidato, que disputa, ao lado de Jaques Wagner, uma das vagas da Bahia no Senado, está alinhado à posição do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. Em pronunciamentos recentes sobre o tema, Lula também defendeu medidas para restringir as apostas e os jogos de cassino virtual e afirmou que pretende “acabar com as BETs no país”. Imagens: Diego Mascarenhas/Divulgação
Geraldinho exalta os investimentos do Governo da Bahia e critica descaso da prefeitura de Salvador na Saúde
Durante plenária ocorrida nesta segunda-feira (21), em Salvador, o vice-governador Geraldinho destacou os investimentos que o governo estadual tem realizado em parceria com o presidente Lula na área de Saúde na Bahia. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e de gestores e profissionais da área, Geraldinho também questionou a capacidade da gestão municipal de responder às demandas de atenção básica da capital. “Se eles não conseguem resolver os problemas básicos de Salvador, como pretendem fazer a Saúde avançar em toda a Bahia?”, questionou. O vice-governador relacionou a insuficiência da atenção básica à sobrecarga da rede estadual, que recebe demandas por consultas, exames e procedimentos de responsabilidade municipal. “A atenção básica não funciona em Salvador e quem sente a pressão é a rede estadual. A maior demanda da regulação estadual vem de Salvador. É preciso que a prefeitura faça a sua parte, porque o Estado está fazendo a sua”, afirmou Geraldinho. Na sua avaliação, a falta de regularidade na oferta de exames básicos, especialistas e medicamentos também contribui para o aumento da procura pelos serviços estaduais. “Enquanto Fortaleza possui 10 hospitais municipais, nossa capital tem apenas dois e uma maternidade que não atendem emergência. Já a rede estadual conta atualmente com 16 hospitais, seis maternidades, além das policlínicas de Narandiba e Escada, que também ampliaram a oferta de consultas e exames especializados na capital. Se a prefeitura não cuida da população, o governador Jerônimo acolhe”, disse o vice-governador. “Hoje a Bahia tem uma rede que oferece ressonância, tomografia, raio X, ultrassom e atendimento especializado em diferentes regiões. Estamos levando a saúde para mais perto das pessoas e ampliando a capacidade do SUS. Nossa gestão já entregou 15 hospitais e temos 8 novos hospitais estaduais e 15 municipais, em convênio com o estado, em obras. Esse é o trabalho que precisa continuar em parceria com o presidente Lula”, afirmou. Foto: Gabriel Carvalho
Projeto Mares recolhe 165 kg de resíduos em ação de limpeza de praia em Mar Grande
O Projeto Mares, iniciativa da ONG Socioambientalista PRÓ-MAR, realizou na manhã deste sábado, 19, uma ação de limpeza de praia em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, e recolheu aproximadamente 165 kg de resíduos, com a participação de cerca de 40 pessoas, incluindo integrantes do projeto e voluntários. Foram recolhidos embalagens e outros itens plásticos, além de espumas e partes de móveis, como o encosto de um sofá. Todo o material recolhido foi encaminhado à coleta municipal. A ação contou com o apoio do Instituto Leme da Minha Vida, da Associação Amigos de Mar Grande e da Missão Praia Azul e integrou a mobilização pelo World Cleanup Day, movimento internacional coordenado pela organização Let’s Do It World, que reúne pessoas, organizações e comunidades em ações de limpeza e conscientização sobre a destinação dos resíduos. Em 2026, a data oficial do World Cleanup Day será neste domingo, 20 de setembro. Desde 2024, a data integra o calendário oficial de Dias Internacionais das Nações Unidas. Para Maria Eduarda Naponuceno, que participou pela primeira vez de uma ação de limpeza de praia, o contato direto com os resíduos ajuda a dimensionar o impacto de atitudes que fazem parte do cotidiano. “Eu achei uma experiência maravilhosa e inspiradora porque, no final das contas, quando a gente coloca a mão na massa, percebe tudo que precisa fazer. E a gente precisa fazer muito. Então, eu pretendo participar outras vezes”, afirma. O que chamou a atenção da participante foi justamente a presença de objetos de uso cotidiano entre os materiais retirados da praia. “Aquele lixo do dia a dia a população poderia ter evitado. Não é lixo industrial, não é lixo hospitalar. É copo plástico, isqueiro, itens de uso pessoal. Então, eu acho que, se a população fosse um pouco mais consciente e descobrisse tudo que a gente pode fazer com pequenas atitudes, a gente não teria esse tipo de lixo em nossas praias, sendo direcionado ao mar”, avalia. Coordenador-geral do Projeto Mares, Zé Pescador destaca que, além da limpeza, ações como a realizada em Mar Grande têm como objetivo estimular o envolvimento da comunidade com a conservação ambiental. “A importância da campanha de hoje é gerar engajamento, mais participação comunitária e mostrar a importância de a gente manter o ambiente para a nossa qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável do lugar onde a gente vive”, afirma. Segundo Zé Pescador, a presença de materiais recicláveis entre os resíduos recolhidos reforça a necessidade de ampliar a coleta seletiva. “A maioria dos materiais que a gente retira dessas ações poderia ter sido reciclada. É muita garrafa plástica, copo plástico. É importante mostrar para as pessoas que o descarte correto pode dar uma nova vida a esse material, enquanto jogar na praia aleatoriamente transforma isso em lixo”, explica. Para o coordenador-geral, a mudança depende não apenas da conscientização individual, mas também da criação de condições para o descarte adequado. “É preciso fortalecer as políticas públicas para a coleta seletiva, criar as condições, estimular e educar as pessoas para que possam separar o material reciclável e tenham onde destiná-lo”, afirma. Zé Pescador defende que a implantação da coleta seletiva pode ocorrer de forma gradual, começando por alguns bairros e avançando à medida que a população se adapta à nova dinâmica. “É trazer essa cultura e também as condições através das políticas públicas, da sensibilização do poder público, para a questão de ter início uma coleta seletiva, ainda que em alguns bairros. É tudo um processo, mas é preciso começar. E aí acho que as coisas vão seguindo, as pessoas vão se educando, vão se acostumando e a natureza agradece”, conclui. O Projeto Mares é uma iniciativa da ONG Socioambientalista PRÓ-MAR, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Navegação em tempo real amplia precisão em cirurgias complexas de ombro
Tecnologia integra tomografia e planejamento tridimensional durante procedimentos que serão realizados em Salvador Créditos das fotos: Roque Holanda Uma tecnologia que permite ao cirurgião acompanhar, em tempo real, o planejamento feito antes da operação será utilizada em duas cirurgias complexas de ombro nos dias 29 e 30 de setembro, no Hospital Santa Izabel, em Salvador. A navegação cirúrgica assistida por computador integra imagens de tomografia e planejamento tridimensional à execução do procedimento, fornecendo informações que ajudam a orientar o posicionamento das próteses. Os dois pacientes passarão por situações bastante diferentes. Uma mulher de 66 anos, com artrose avançada e dor mais intensa no ombro esquerdo, receberá sua primeira prótese. Já o segundo paciente utiliza uma prótese há cerca de 12 anos e precisará passar por uma nova cirurgia após apresentar dor, perda de movimentos e desgaste ósseo na região onde o implante é fixado. “Podemos pensar na navegação como um mapa que é preparado antes da cirurgia e pode ser consultado enquanto o procedimento acontece. A tomografia nos permite estudar cada detalhe da anatomia, planejar onde queremos posicionar a prótese e, durante a operação, conferir se estamos seguindo aquele planejamento”, explica o ortopedista Marcus Vinicius Martins, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo. A anatomia do ombro não é exatamente igual em todas as pessoas. Além das diferenças naturais entre os pacientes, doenças como a artrose podem provocar deformidades e desgaste do osso. Em quem já passou por uma cirurgia anteriormente, essas alterações podem ser ainda maiores. Por isso, imagens de tomografia são utilizadas para criar uma representação tridimensional da articulação, permitindo ao cirurgião estudar previamente as características daquele ombro e definir aspectos importantes da colocação e da fixação da prótese. Artroplastia reversa – No primeiro procedimento, a paciente será submetida a uma artroplastia reversa do ombro esquerdo. Nesse tipo de cirurgia, a forma de funcionamento da articulação é modificada para permitir que o músculo deltoide participe mais ativamente dos movimentos do braço. A técnica pode ser indicada, entre outras situações, quando estruturas responsáveis pela movimentação e estabilidade do ombro estão comprometidas. “Na prótese reversa, mudamos a maneira como a articulação funciona para que o deltoide possa ter um papel maior no movimento do braço. Ao reorganizar a mecânica do ombro, tratamos situações em que a articulação já apresenta um comprometimento importante”, esclarece o ortopedista. Cirurgia mais desafiadora – O segundo procedimento apresenta uma dificuldade adicional. O paciente já possui uma prótese implantada há aproximadamente 12 anos e apresenta perda óssea na região da escápula onde o implante precisa ser fixado. Além das alterações provocadas ao longo do tempo, pode haver redução da quantidade de osso disponível para sustentar a nova prótese, tornando necessário identificar as melhores áreas para fixação e preservar o tecido ósseo existente. “Uma cirurgia de revisão é como reconstruir uma estrutura quando algumas das referências originais já foram modificadas. Precisamos descobrir onde há osso em boas condições, como posicionar o novo implante e qual a melhor forma de fixá-lo. É justamente nesse tipo de situação que um planejamento detalhado pode ser especialmente útil”, afirma Marcus Vinicius Martins. Cirurgião no controle – Com a navegação, o cirurgião acompanha na tela informações relacionadas à posição da prótese e aos pontos escolhidos para sua fixação, comparando o que está sendo realizado com o planejamento feito antes da operação. Nos dois procedimentos será utilizado o sistema ExactechGPS®. O recurso não opera o paciente nem toma decisões de forma autônoma: a escolha da técnica, a interpretação das informações e a execução de todas as etapas permanecem sob responsabilidade do médico. “A tecnologia não substitui o cirurgião. Ela amplia as informações disponíveis. Quem decide o que fazer e executa cada etapa continua sendo o médico. O objetivo é utilizar esses dados para realizar uma cirurgia cada vez mais individualizada, principalmente nos casos em que a anatomia é mais complexa”, ressalta o especialista. A navegação, no entanto, não significa ausência de riscos nem garantia de resultados. Como em qualquer cirurgia, a evolução depende de diferentes fatores relacionados ao procedimento, às condições clínicas e anatômicas do paciente e à recuperação pós-operatória.
34º Duelo dos Seminovos estreia no Salvador Norte Shopping com crédito facilitado e reafirma liderança da Bahia no Nordeste
Com 30 lojas, opções de motos a carros elétricos e Banco BV como parceiro oferecendo 90 dias de carência, maior feirão da capital aposta em lazer para a família e surfa no recorde do estado, que superou 60 mil veículos negociados em agosto Foto: Divulgação Líder absoluto na venda de seminovos e usados no Nordeste, o mercado automotivo baiano ganha um novo acelerador de negócios. Pela primeira vez, o Feirão Duelo dos Seminovos desembarca no Salvador Norte Shopping, em São Cristóvão, para a sua 34ª edição, reunindo 30 lojas participantes em um único espaço na sexta (25), sábado (26) e domingo (27). O evento traz um estoque diversificado para atender a todos os padrões, com veículos sendo comercializados de R$ 29.900 até R$ 250 mil. O feirão chega embalado pelos números oficiais da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Em agosto, a Bahia registrou 60.151 veículos comercializados, mantendo uma dianteira confortável no Nordeste em relação a estados como Pernambuco (54.796) e Ceará (47.934). No acumulado de 2026, o mercado baiano já movimentou 407.265 unidades, consolidando um avanço de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Crédito agressivo e parceria de peso Para transformar o alto volume de estoque em vendas rápidas, a 34ª edição conta com o Banco BV como financeira patrocinadora oficial. O objetivo é facilitar a aprovação no balcão com condições altamente atrativas para o consumidor: taxas a partir de 1,2% ao mês, planos de parcelamento estendidos em até 60 meses, possibilidade de compra com zero de entrada e uma carência de 90 dias para o pagamento da primeira parcela. Nova estrutura e eletrificados em alta A escolha do Salvador Norte Shopping como palco inédito reforça o novo conceito do feirão, integrando a jornada de compra ao lazer. Os visitantes poderão desfrutar de toda a infraestrutura do shopping, com praça de alimentação, comodidade, segurança e atrações voltadas para a diversão de toda a família. Outro grande diferencial é a ampliação do mix de ofertas. Além dos tradicionais veículos de passeio e utilitários, o feirão passa a contar com forte disponibilidade de motos e um catálogo robusto de carros elétricos e híbridos, acompanhando o consumidor baiano que busca cada vez mais alternativas de mobilidade inovadoras e econômicas. Para o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos da Bahia (Assoveba), Ari Pinheiro Junior, a combinação de estoque, lazer e crédito é a chave para o sucesso do novo formato: “Nossa liderança na região não acontece por acaso. A Bahia hoje responde por um volume altíssimo de negócios, e fechar agosto com mais de 60 mil transferências é a prova da nossa força. Trazer o 33º Duelo dos Seminovos para o Salvador Norte Shopping é entregar o que o cliente exige: comodidade total. O consumidor traz a família para passear e encontra 30 lojas com motos, elétricos e carros tradicionais. Quando aliamos essa variedade às condições do Banco BV, permitindo ao cliente sair de carro novo sem entrada e só pagar a primeira parcela daqui a 90 dias, criamos o cenário ideal. Tudo isso blindado pelo Selo de Qualidade Assoveba. É um formato imbatível para continuarmos ditando o ritmo do varejo no Nordeste”, destaca o presidente.
Entre a UTI e a volta para casa: o caminho de pacientes que precisam recuperar autonomia antes da alta definitiva
Foram três meses internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mais de 90 bolsas de sangue transfundidas e um prognóstico que parecia não deixar espaço para novas possibilidades. Aos 67 anos, o aposentado Fernando Barretto havia superado a fase mais crítica de uma grave hemorragia no duodeno, mas ainda estava longe de reunir condições para voltar para casa. Foi nesse momento que surgiu uma alternativa ainda pouco conhecida pela maioria dos brasileiros: o hospital de transição. A sugestão veio da filha, que é médica. “Eu tinha uma ideia equivocada. Achava que um paciente em cuidados paliativos ia para lá apenas para receber conforto no fim da vida. Descobri que não é assim. Cheguei como paciente paliativo e, à medida que fui melhorando, passei para um programa de reabilitação”, conta Fernando, que recebeu alta após dois meses de internação no hospital de transição. Hoje, recupera gradualmente a autonomia e segue o tratamento em casa. O elo entre o hospital e a vida em casa Embora consolidado em países como Estados Unidos e diversas nações europeias, o modelo de hospital de transição ainda é relativamente recente no Brasil. A proposta é atender pacientes que já superaram a fase aguda da doença, mas continuam necessitando de assistência especializada antes do retorno ao ambiente domiciliar. É o caso de pessoas que deixam a UTI após internações prolongadas, sofreram um AVC, passaram por cirurgias complexas, enfrentam doenças neurológicas, câncer, insuficiência respiratória ou perderam parte da capacidade de realizar atividades básicas, como caminhar, alimentar-se ou tomar banho. Nesses casos, a reabilitação intensiva e o acompanhamento multiprofissional tornam-se fundamentais para recuperar funcionalidade, controlar sintomas e reduzir o risco de novas internações. Primeiro hospital de transição do Norte e Nordeste, a Florence foi inaugurada em Salvador em 2017 e, atualmente, também mantém uma unidade em Pernambuco. Desde então, já acompanhou mais de cinco mil pacientes reabilitados. Segundo o cofundador do hospital, Lucas Andrade, um dos maiores desafios foi apresentar esse modelo assistencial ao próprio sistema de saúde. “Foi preciso construir uma relação de confiança com hospitais, médicos e operadoras para mostrar que o hospital de transição não substitui o hospital geral. Ele dá continuidade ao cuidado, permitindo que pacientes que já não precisam da estrutura de alta complexidade continuem recebendo assistência intensiva voltada para a recuperação.” Recuperar o paciente também significa cuidar da família Grande parte dos pacientes chega ao hospital de transição após longos períodos em terapia intensiva. Muitos apresentam a chamada Síndrome Pós-UTI, caracterizada por limitações físicas, cognitivas e emocionais que podem persistir por meses. Segundo o médico intensivista João Gabriel Ramos, presidente da Florence, estudos internacionais indicam que entre 50% e 60% dos pacientes que permanecem internados em UTI desenvolvem algum grau de comprometimento funcional após a alta. “O paciente deixa a UTI vivo, mas muitas vezes ainda não consegue caminhar, alimentar-se sozinho ou retomar sua rotina. A reabilitação precoce e individualizada reduz essas limitações e prepara tanto o paciente quanto a família para uma volta mais segura ao domicílio.” Para Fernando Barretto, a recuperação não foi um desafio apenas individual. “Minha esposa ficou comigo o tempo inteiro. Meus filhos se revezavam e ainda contratamos duas cuidadoras. É um processo muito longo e desgastante para toda a família. O apoio deles foi fundamental.” Mais do que oferecer continuidade ao tratamento, os hospitais de transição também treinam familiares e cuidadores para a nova rotina em casa. O objetivo é que a alta represente não apenas o fim da internação, mas o início de uma retomada segura da autonomia e da qualidade de vida.
Nova forma de usar o Outubro Rosa: Clínica da Mulher cria novo sistema com Dra. Anna Paola Noya Gatto
Instituição prepara uma novidade voltada à prevenção e amplia o movimento realizado anualmente durante a campanha O Brasil deverá registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer. O dado reforça a necessidade de transformar a conscientização do Outubro Rosa em acompanhamento preventivo durante todo o ano. A Dra. Anna Paola Noya Gatto (@dra.anapaolagatto), mastologista, especialista em medicina da prevenção e fundadora da A Clínica da Mulher (@aclinicadamulher), conduz uma nova proposta para aproximar as pacientes desse cuidado. Com 35 anos de atuação em Salvador, a instituição prepara o lançamento de um sistema de prevenção que terá seu funcionamento apresentado ao longo do mês de outubro. A novidade fará parte do movimento que a clínica realiza anualmente, reunindo o tradicional Check-up Rápido, novas modalidades de cuidado e recursos já oferecidos em sua estrutura. A proposta é facilitar o acesso a consultas, exames e orientações definidas de acordo com a idade, o histórico e as necessidades de cada paciente. Com uma equipe multidisciplinar feminina, a Clínica da Mulher reúne ginecologia, mastologia, obstetrícia, mamografia digital, ultrassonografias, bioimpedância e procedimentos diagnósticos e terapêuticos. A instituição também recebe pacientes externas para exames de imagem com solicitação médica, por meio de convênios, atendimento particular e CuidarBem Mulher. Em 2026, o Outubro Rosa da clínica ganha, portanto, uma nova dimensão. Mais do que concentrar informações em um único mês, o movimento busca criar caminhos para que a prevenção seja incorporada à rotina e tenha continuidade depois da campanha. Ao unir o Check-up Rápido ao novo sistema que será apresentado, a Dra. Anna e a Clínica da Mulher transformam o Outubro Rosa em um convite à ação: conhecer os próprios riscos, buscar orientação profissional e manter o cuidado em dia.


