Empresas de telefonia, varejo, delivery e serviços ampliam oferta de empréstimos digitais; especialista alerta para os riscos do endividamento e orienta sobre o uso consciente do crédito Receber uma oferta de empréstimo pelo WhatsApp, aplicativo de delivery, plataforma de compras ou até mesmo pela operadora de celular se tornou cada vez mais comum. Nos últimos anos, empresas que tradicionalmente atuavam em setores como varejo, telefonia, seguros e tecnologia passaram a oferecer produtos financeiros, ampliando a presença das chamadas fintechs no cotidiano dos brasileiros. Hoje, companhias como Mercado Pago, Magalu Pay, Ame, C&A Pay, iFood Pago e carteiras digitais vinculadas a operadoras de telefonia disputam espaço em um mercado antes dominado quase exclusivamente pelos bancos tradicionais. A facilidade de acesso ao crédito e a rapidez na contratação atraem consumidores, mas também acendem o alerta para o risco de endividamento. Segundo Luis Felipe Cavalcante, mestre em Economia e professor da Estácio, a expansão desse mercado é resultado de uma combinação de fatores tecnológicos, regulatórios e estratégicos. “O avanço do Open Finance, a consolidação do Pix, a oferta de infraestrutura bancária como serviço e o acesso a uma ampla base de clientes criaram um ambiente muito favorável para que empresas de diferentes segmentos passassem a oferecer crédito. Trata-se de uma forma de aumentar a rentabilidade dos negócios e agregar novos serviços ao relacionamento com o consumidor”, explica. Dados de consumo se transformam em vantagem competitiva Uma das principais diferenças entre essas empresas e os bancos tradicionais está na quantidade de informações que elas possuem sobre o comportamento dos clientes. Dados como frequência de compras, valor gasto mensalmente e padrão de consumo ajudam a construir análises de risco mais detalhadas. “Essas empresas conhecem o comportamento de seus usuários de forma muito próxima. O histórico de compras e a frequência de utilização dos serviços funcionam como uma espécie de score alternativo, baseado em comportamentos reais e não apenas na renda declarada ou em históricos tradicionais de crédito”, afirma o especialista. Apesar da percepção de que o empréstimo é concedido pela própria empresa, na maioria dos casos o crédito é oferecido em parceria com instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central. “Normalmente, quem assume o risco da operação é uma instituição financeira parceira. A empresa que oferece o crédito atua como distribuidora da solução financeira, aproveitando o relacionamento já existente com o cliente”, esclarece Cavalcante. Crédito pode ser competitivo, mas exige comparação A facilidade de contratação leva muitos consumidores a acreditarem que as condições oferecidas são sempre mais vantajosas do que as encontradas nos bancos. No entanto, segundo o economista, isso depende de diversos fatores. “Como essas empresas já possuem uma base consolidada de clientes e informações detalhadas sobre seus hábitos de consumo, o custo de aquisição e análise de risco tende a ser menor. Isso pode resultar em taxas competitivas. Porém, quando há pouca informação disponível sobre o cliente, os juros podem ser elevados para compensar o risco da operação”, observa. Por isso, a recomendação é sempre comparar o Custo Efetivo Total (CET) entre diferentes instituições antes de contratar qualquer modalidade de crédito. Facilidade de acesso contribui para o endividamento De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 82% das famílias brasileiras estavam endividadas em julho, com comprometimento médio de 29,5% da renda mensal. Para Luis Felipe Cavalcante, o crédito cada vez mais acessível tem relação direta com esse cenário. “A facilidade de acesso ao crédito contribui para o aumento do endividamento, principalmente quando o consumidor analisa apenas o valor da parcela e não o custo total da dívida. Muitas vezes, a contratação acontece sem um planejamento financeiro adequado”, destaca. Ele pondera, entretanto, que o problema do endividamento não surgiu com as fintechs. “O Brasil convive há décadas com juros elevados e grande parte da população já enfrentava dificuldades financeiras antes dessa expansão do crédito digital. O que mudou foi a velocidade e a facilidade para contratar novos empréstimos”, acrescenta.
Fórum Náutico Internacional reúne especialistas de diferentes países em Salvador
Convidados de Espanha, Portugal e Canadá participam da programação, que terá tradução simultânea e abre espaço para perguntas e interação direta com o público Especialistas internacionais de Espanha, Portugal e Canadá estarão entre os convidados do II Fórum Internacional Náutico da Associação Náutica da Bahia (ANB), realizado nos dias 16 e 17 de setembro, no Terminal Marítimo de Salvador. A participação de referências de diferentes países amplia o intercâmbio de experiências sobre economia do mar e aproxima perspectivas internacionais da realidade baiana. “Quando colocamos diferentes realidades e experiências em diálogo, ampliamos nossa capacidade de encontrar soluções e pensar novos caminhos para o desenvolvimento do setor. Essa troca é um dos grandes valores do Fórum”, afirma Santiago Campo, presidente da ANB. Entre os convidados internacionais está Nuno Nobre, especialista em sustentabilidade, pescas, turismo gastronômico e sistemas alimentares. Professor e investigador da Universidade de Lisboa, atua como consultor de governos e organizações internacionais, como ONU e União Europeia. Também participa Alberto Fuentes Losada, secretário-geral do Porto de Vigo. Com experiência em gestão pública e portuária, atua nas áreas jurídica, econômica e de tecnologia da informação. Integram, ainda, a programação Delfina Vicente Santiago, psicóloga espanhola especialista em esportes, com atuação em aconselhamento e treinamento psicológico de atletas e treinadores de alta performance, e Nava Castro, prefeita de Ponteareas, na Galícia, e ex-secretária de Turismo da Xunta de Galicia. Os nomes citados estão entre os especialistas já confirmados para a programação, que contará ainda com outros convidados brasileiros e estrangeiros em diferentes áreas relacionadas ao universo náutico e à economia do mar. Outra novidade desta edição será a possibilidade de interação direta do público com os especialistas durante os painéis. Os participantes poderão fazer perguntas e participar das discussões. As palestras internacionais terão tradução simultânea, facilitando o acesso ao conteúdo e a troca entre convidados e participantes. O II Fórum Náutico Internacional da ANB tem inscrições gratuitas através do link:
FIBA 2026: 2ª edição do maior evento sobre irrigação do MATOPIBA acontecerá em novembro
Com inscrições abertas, encontro em Luís Eduardo Magalhães reunirá produtores, especialistas e pesquisadores para debater gestão hídrica, tecnologia e sustentabilidade na agricultura irrigada A 2ª edição do Fórum de Irrigação da Bahia (FIBA), o maior evento do segmento no MATOPIBA, será realizada nos dias 27 e 28 de novembro no Complexo Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no Cerrado baiano. Realizado no maior polo de agricultura irrigada do Brasil, com 409 mil hectares, o FIBA abordará assuntos sobre a gestão dos recursos hídricos e a governança responsável para assegurar a disponibilidade da água para as futuras gerações. Para o gerente de Sustentabilidade da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Eneas Porto, além de discutir ações, o evento irá promover conhecimento e experiência prática. “O FIBA é um espaço estratégico regional para aproximar conhecimento, tecnologia e experiência prática, promovendo o diálogo entre produtores, pesquisadores, empresas e sociedade. A expectativa é fortalecer soluções para uma agricultura irrigada mais eficiente e sustentável”, ressalta Porto. Frente aos acontecimentos climáticos que impactam a vida e a produção agropecuária no Cerrado, o fórum reforça a importância de desenvolver ações mitigadoras, monitoramento e gestão de recursos como, por exemplo, o trabalho realizado pela Aiba com o Aquífero Urucuia. “Diante das emergências climáticas, que impõem novos desafios ao campo e ao nosso dia a dia, discutir adaptação, uso eficiente dos recursos e inovação é uma necessidade. O evento é uma oportunidade de transformar conhecimento em ação e preparar o setor para uma atividade cada vez mais sustentável e resiliente”, disse. De acordo com a diretora Financeira e coordenadora do FIBA, Cristina Gross, discutir irrigação exige ações multidisciplinares e integradas. “A nossa expectativa para o FIBA 2026 é muito positiva. A primeira edição mostrou a força que a irrigação tem e, principalmente, a necessidade de manter um espaço permanente de diálogo entre produtores, pesquisadores, empresas, instituições e poder público. Para nós, que estamos no campo, discutir irrigação é discutir o futuro da produção. É uma atividade que exige planejamento, conhecimento, tecnologia e segurança para que os investimentos possam acontecer e gerar resultados.”, ressalta Gross. Programação Tendo em vista a relevância e conceitos demandados para o evento, a programação foi elaborada considerando as variantes e necessidades levantadas na primeira edição. Nesse sentido, Cristina Gross destaca ainda que “as questões relacionadas à irrigação ultrapassam os limites da propriedade rural”. “Para quem está no campo, ter segurança hídrica e energética significa poder produzir com mais previsibilidade, aumentar a eficiência e enfrentar melhor períodos de irregularidade climática. Mas isso também tem um reflexo direto na sociedade, porque uma agricultura mais produtiva e sustentável contribui para a geração de empregos, renda, arrecadação, desenvolvimento regional e maior segurança no abastecimento de alimentos e matérias-primas”, conclui Gross. Atendendo aos dois dias de evento, a programação foi estruturada em quatro eixos: O FIBA Realizada pela Aiba em 2025, a primeira edição reuniu mais de 500 participantes. Neste ano, o evento também espera receber produtores rurais, pesquisadores, professores, acadêmicos de agronomia, técnicos, especialistas na área de irrigação de todo o país, representantes de empresas de irrigação e agroindústria, de instituições governamentais e ONGs ligadas ao setor hídrico e agropecuário. O sucesso demonstrou a importância de um ambiente permanente de diálogo entre quem produz, pesquisa, desenvolve tecnologias, financia e quem formula ou executa as políticas relacionadas à agricultura irrigada. Mais do que apresentar tendências, o FIBA pretende conectar conhecimento, necessidades e soluções, contribuindo para que a agricultura irrigada avance com tecnologia, planejamento, segurança, eficiência e sustentabilidade na Bahia e no Brasil. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no link: https://curt.link/HibuG Serviço
Obras do metrô entre a Lapa e o Campo Grande avançam em Salvador
A mobilidade urbana de Salvador ganha nova ampliação com o início das obras do Tramo IV do metrô, que vai interligar a Lapa ao Campo Grande. O trecho busca otimizar o tempo de deslocamento na capital. Nesta sexta-feira (11), o governador Jerônimo Rodrigues visitou o canteiro de obras localizado no Poço São Raimundo, na região dos Barris, onde tomou café com os trabalhadores. A extensão do Tramo IV é de 1,06 km, incluindo novos equipamentos urbanos e acessos viários. Os trabalhos são executados pelo Estado da Bahia, por meio da Companhia de Transportes (CTB), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com o aporte do Ministério das Cidades. Com a nova extensão, o Metrô de Salvador amplia sua malha, que hoje possui 38 km, 22 estações e dez terminais de ônibus integrados. Atualmente, a Linha 1 opera de Águas Claras à Lapa em cerca de 23 minutos, enquanto a Linha 2 liga o Acesso Norte ao Aeroporto em 28 minutos. Durante a visita às obras, o secretário estadual da Casa Civil, Eracy Lafuente, destacou o volume de investimentos do Estado em mobilidade urbana em Salvador e Região Metropolitana.
Assinada ordem de serviço para reforma e ampliação do Núcleo Regional de Saúde Sudoeste
A sede do Núcleo Regional de Saúde (NRS) Sudoeste, em Vitória da Conquista, será completamente reformada e ampliada. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada nesta sexta-feira (11) pela secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana. Dentro de um ano as novas instalações serão entregues. O investimento de R$ 11,5 milhões permitirá que o prédio seja completamente recuperado, beneficiando a população que é atendida na farmácia do NRS e também no Centro de Referência para Imunobiológicos (Crie). Somente na farmácia, são cerca de 350 atendimentos por dia, enquanto que no Crie são 50 atendimentos. Além da população em geral, a reforma trará melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam nas diversas áreas do Núcleo. Também haverá ainda uma maior garantia para armazenamento e distribuição de vacinas para os municípios que integram a região.
Megaoperação desarticula esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e prende 32 pessoas
Polícia Civil e Gaeco cumprem mandados judiciais em seis municípios da Bahia e de mais três estados da federação A Polícia Civil deflagra a Operação Reino Oculto, na manhã desta quinta-feira (10), para desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de capitais. Mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, além de dois municípios do interior baiano e seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. As ações, realizadas por mais de 250 policiais civis, já alcançaram 32 pessoas e têm o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), do Ministério Público da Bahia (MPBA). De acordo com as investigações, iniciadas em março deste ano, foram identificadas as práticas de tráfico de drogas e associação, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro. Ainda segundo as apurações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4 milhões e dividia as tarefas em núcleos de comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda das drogas, além do fornecimento de armas de fogo. Os criminosos enviavam as drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, além de negociar armas de fogo e munições calibre 5,56, cujo transporte era realizado por meio de uma empresa de fachada. As investigações são realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e as ações contam com a atuação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, além do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Tony Silva / Ascom-PCBA
SineBahia oferece mais de 600 vagas para operador de telemarketing
A rede SineBahia disponibiliza mais de 600 vagas para operador de telemarketing ativo e receptivo, com possibilidade de contratação de candidatos com ou sem experiência. As oportunidades são direcionadas para moradores de Lauro de Freitas e Salvador (que tenham disponibilidade para trabalhar em Lauro de Freitas). O gerente da Casa do Trabalhador do SineBahia, Diego Gama, explica que para concorrer é necessário apenas ter Ensino Médio completo, conhecimentos básicos de informática e Word, além de disponibilidade de horário e para trabalhar em Lauro de Freitas. Não é obrigatório possuir experiência anterior, mas candidatos que já tenham trabalhado com atendimento em call center de bancos ou cartões de crédito terão um diferencial no processo seletivo. A empresa oferece salário e benefícios.


