O prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), veio a público esclarecer a compra de um apartamento de alto padrão que pertencia ao senador Jaques Wagner (PT), localizado no Corredor da Vitória, uma das áreas mais valorizadas de Salvador. O imóvel, com 152 m² e avaliado em mais de R$ 10 milhões, foi adquirido com pagamento integral à vista. A negociação ganhou grande repercussão após vir à tona que o registro da venda ocorreu poucos dias antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o bloqueio de bens do senador, no âmbito de investigação relacionada ao chamado Caso Master. Em nota divulgada nas redes sociais, Marcelo Araújo afirmou que a compra foi realizada por meio da empresa MSMG Patrimonial Ltda, da qual é sócio-administrador, e classificou a operação como legal e transparente. Segundo ele, todo o valor foi transferido por meio de operações bancárias oficiais, rastreáveis e sem uso de dinheiro em espécie. O prefeito também destacou que todas as etapas da negociação foram concluídas antes da decisão judicial que determinou o bloqueio de bens de Wagner. De acordo com ele, à época da compra não havia qualquer impedimento legal registrado sobre o imóvel ou sobre os vendedores em bases públicas. Ainda segundo Araújo, os tributos municipais foram devidamente pagos e toda a documentação foi apresentada aos órgãos competentes para registro da propriedade. Ele reforçou que nem a empresa envolvida na aquisição nem ele próprio são alvos de investigação ou integram o processo judicial citado.
Caso Helena Almeida: morte de bebê de 10 meses tem desdobramento nas investigações
A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, ganhou um novo desdobramento após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O exame oficial concluiu que a criança morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta e descartou a hipótese inicial de violência sexual, alterando o foco das investigações conduzidas pela Polícia Civil. Com a conclusão da perícia, o inquérito deixa de concentrar esforços na suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte e passa a buscar respostas sobre como ocorreu a asfixia, quem participou dos fatos e qual será a responsabilização criminal dos envolvidos. Helena foi levada sem vida a um hospital particular de Fortaleza na última segunda-feira (13). Durante o atendimento, médicos identificaram uma lesão anal considerada, naquele momento, compatível com violência sexual e comunicaram o caso às autoridades. Com base na avaliação clínica inicial, Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, foram presos em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em preventivas. Dias depois, a perícia oficial apresentou uma conclusão diferente. Segundo a Pefoce, não foram encontrados vestígios de abuso sexual, sêmen ou material genético dos investigados no corpo da criança. Os exames toxicológicos também descartaram a presença de álcool ou drogas. A causa da morte foi identificada como asfixia mecânica indireta, informação que modificou a principal linha de apuração do caso. Com a nova conclusão pericial, a Polícia Civil concentra as investigações na reconstrução dos últimos momentos de vida da bebê. Os investigadores procuram esclarecer onde ocorreu a asfixia, quem estava com Helena naquele momento, quanto tempo ela permaneceu sem atendimento e se houve ação ou omissão por parte dos adultos responsáveis por seus cuidados.
Eleições: prazo para convenções partidárias começa nesta segunda-feira
Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para os partidos políticos fazerem suas convenções. Essa é uma das etapas mais importantes do período eleitoral, pois é nas convenções que os partidos definem seus candidatos aos cargos em disputa. Os partidos terão até o dia 5 de agosto para realizarem suas convenções e enviarem as informações dos candidatos e seus respectivos números para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse envio é feito através do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet. Além da escolha dos representantes dos partidos nas eleições, são sorteados os números com os quais cada candidato concorrerá. O partido tem direito a manter o número de legenda usado na eleição anterior. Os candidatos também têm o direito de manter o número que usaram na eleição anterior para o mesmo cargo. Também é na convenção que o partido formaliza coligação com um ou mais partidos. Em 2026, os eleitores vão votar para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal). Este ano, os partidos deverão fazer convenções estaduais, para escolha de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, deputados federais, estaduais e distritais. A convenção nacional decide os candidatos a presidente e vice-presidente da República, ou a participação em uma coligação nacional. Partidos que já marcaram convenções nacionais