O ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, não é o único aliado de ACM Neto a manter contratos milionários com a G3 Polaris, uma das empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por integrar esquema que movimentou R$ 321 milhões em contratos com a Prefeitura de Salvador. Em Vitória da Conquista, a empresa recebeu R$ 12.185.466,95 em pagamentos da administração municipal entre 2019 e 2026. Os pagamentos tiveram início ainda na gestão do então prefeito Herzem Gusmão e continuaram durante a administração da prefeita Sheila Lemos, aliada de ACM Neto e um dos principais nomes do União Brasil na Bahia. Os contratos envolveram serviços desde manutenção de parque até construção de unidades de saúde. A contratação da empresa em Vitória da Conquista amplia o alcance político da investigação. Em Salvador, durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis, a G3 Polaris e outras quatro empresas investigadas receberam, juntas, mais de R$ 321 milhões em contratos entre 2015 e 2026. A operação também levou a Justiça a determinar o afastamento do secretário municipal Luciano Sandes, homem de confiança de ACM Neto, por entender que sua permanência no cargo poderia comprometer as investigações. A conexão com o interior não aparece apenas em Vitória da Conquista. Em Jequié, o desgaste atinge Zé Cocá, atual pré-candidato a vice-governador na coligação de ACM Neto. Ele contratou a empresa quando era prefeito e destinou R$ 11 milhões em contratos entre 2023 e 2025.
Novas vias de responsabilidade do estado aproximam bairros e encurtam caminhos em Salvador
Novas ligações viárias vêm alterando os caminhos entre bairros populosos de Salvador e os principais eixos de circulação da cidade. Intervenções em Cajazeiras, Lobato, Águas Claras, Fazenda Grande e Nova Brasília abriram acessos mais diretos, reduziram percursos e tornaram mais seguros os deslocamentos entre o miolo, o Subúrbio Ferroviário, a orla e a BR-324. Na área do sistema viário, o Governo do Estado tem atuado como se fosse uma verdadeira Prefeitura de Salvador. Além das grandes avenidas implantadas nos últimos anos, a gestão estadual passou a investir nas conexões entre essas vias e os bairros, enfrentando gargalos que dificultavam a circulação diária de milhares de pessoas. Parte das intervenções está articulada aos Corredores Transversais I e II, conhecidos como Linha Azul e Linha Vermelha. Com 32 quilômetros de extensão, os dois eixos conectam a orla atlântica, o miolo, a BR-324 e o Subúrbio Ferroviário. A Linha Azul liga Patamares ao Lobato, enquanto a Linha Vermelha parte de Piatã e chega a Águas Claras e à BR-324. Uma das novas conexões liga a Avenida 29 de Março a Cajazeiras. Concluída em março de 2025, a obra recebeu investimento de R$ 45,9 milhões e incluiu pavimentação, drenagem, urbanização, calçadas acessíveis e ciclovias. A via criou um caminho mais direto para a BR-324, o metrô e a nova Rodoviária de Salvador, evitando trajetos mais longos por dentro dos bairros. No Lobato, a ligação com a BR-324 foi entregue em outubro de 2025, juntamente com as melhorias realizadas nas marginais Norte e Sul. Com mais de 1,2 quilômetro e investimento de R$ 17,5 milhões, o acesso facilitou a entrada e a saída da região e ampliou a segurança no entorno do Complexo Metrô-Rodoviário. Fotos:Joá Souza/GovBAThuane Maria/GovBAThuane Maria/GovBA
A união faz o movimento: Projeto gratuito do Instituto Dança Criança
aproxima a dança de crianças e adolescentes Aulas gratuitas de ballet clássico acontecem em duas comunidades de Salvador O ballet clássico virou aliado na vida de mais de cem famílias em Salvador. Idealizado pela professora de dança Marília Nascimento, o Instituto Dança Criança acolhe o público infanto-juvenil em duas comunidades da capital baiana. Com aulas ofertadas nos bairros Lobato e Pituaçu, o projeto foi criado em 2017 e segue com o propósito de promover acesso à cultura, educação e desenvolvimento pessoal. Durante mais de três décadas, Marília se dedicou a uma escola particular de ballet que levava seu nome, mas sabia que a dança podia alcançar um público ainda maior. “Dando aulas de ballet em escolas públicas, aprendi que todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de dançar, independentemente da condição de vida. Convivi diariamente com crianças e jovens de realidades muito diversas e, aos poucos, algumas delas se destacavam pela dedicação às aulas de dança”. O acesso à arte e à cultura para dezenas de crianças e adolescentes tem sido fortalecido graças às parcerias construídas pelo projeto em diferentes comunidades de Salvador. Em Pituaçu, as atividades acontecem na Cidade da Luz, instituição responsável pela execução do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Já no Lobato, as aulas contam com o apoio do Reforço Escolar da Rainha, iniciativa da Igreja Matriz do bairro. Juntas, essas instituições contribuem para que os participantes encontrem no aprendizado artístico um espaço de convivência, descoberta e desenvolvimento. Atualmente, mais de 40 pessoas estão envolvidas no patrocínio do Dança Criança. A idealizadora do projeto celebra mais uma etapa importante no processo de crescimento: a formalização da associação. “O Instituto nasceu porque o trabalho cresceu. Cresceu em responsabilidade, em pessoas envolvidas, em desafios e, principalmente, na consciência de que tudo aquilo que vinha sendo construído precisava de condições para continuar existindo e se desenvolver”, explica. O Instituto Dança Criança alia rigor técnico a uma escuta sensível das necessidades individuais de cada criança. “Nossa missão é construir conhecimento em dança, incentivando cada aluno a desenvolver sua melhor versão. Queremos consolidar o IDC como uma referência no ensino do ballet clássico em Salvador”, afirma a idealizadora. O projeto define sua metodologia através do olhar técnico e cuidadoso com os alunos. O ensino oferecido propõe um aprendizado humano, acolhedor e profissional, garantindo à suas crianças um ambiente de riqueza em conhecimento e desenvolvimento pessoal. Para Eliana Menezes, responsável pela execução das ações socioassistenciais da Cidade da Luz, a parceria tem gerado impactos significativos na formação das crianças e adolescentes atendidos. “Ao longo dos anos, essa colaboração se fortaleceu, ampliando as oportunidades de acesso à arte e à cultura para as crianças e adolescentes atendidas pela instituição. Sua parceria com a Cidade da Luz e sua relevante contribuição para o desenvolvimento artístico dos participantes se tornou fundamental para nossa instituição”, destaca. Além do Centro Espírita Cavaleiros da Luz – Cidade da Luz, em Pituaçu, as aulas de ballet gratuitas do Instituto Dança Criança acontecem no Reforço Escolar da Rainha, espaço anexo à Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Lobato. As aulas seguem a metodologia da Royal Academy of Dance, com certificação internacional, aliada à Metodologia Mandala, que integra técnica e valores como empatia, cooperação e consciência. Quem é Marília Nascimento Idealizadora e diretora do projeto Dança Criança e criadora da metodologia Mandala, Marília Nascimento é Mestre em Dança pela UFBA, com especialização em Psicopedagogia (UCSAL) e Arte Educação (UFBA). Graduada em Dança (UFBA), professora de Ballet Clássico pela Royal Academy of Dance, desde 1981. Foi professora da rede estadual de ensino da Bahia (1991–2018) e diretora do Ballet Marília Nascimento por mais de 30 anos. Atualmente, dirige o Instituto Dança Criança, ministra aulas para adultos (Mandala – núcleo de dança para adultos) e promove cursos, oficinas e aulas regulares de Danças Circulares em Salvador. Mais informações sobre o projeto através do Instagram.
Proximidade com o produtor fortalece associativismo e amplia representatividade da Aiba
Mais do que atender associados, ouvir demandas ou realizar visitas às propriedades, o setor de Relacionamento com Associados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) consolidou, nos últimos meses, uma nova forma de atuação baseada na proximidade, na escuta ativa e na construção de vínculos duradouros com os produtores rurais. O resultado desse trabalho pode ser medido em números, mas, principalmente, na confiança fortalecida entre a entidade e quem está diariamente no campo. Entre 2025 e 2026, a base associativa da Aiba cresceu de 562 para 621 associados, com a adesão de 59 novos produtores, representando um crescimento de 10,5%. O avanço vai além da ampliação do quadro social: reflete o fortalecimento da representatividade institucional da entidade e demonstra que o relacionamento próximo e personalizado se tornou um dos principais pilares da estratégia da associação. Com visitas frequentes às fazendas, encontros presenciais e uma metodologia baseada na escuta ativa, a equipe passou a conhecer mais profundamente as necessidades dos produtores, como explica a coordenadora de Relacionamento com o associado, Vanderleia Griebler. “Essa aproximação ajudou a compreender desafios específicos de cada região, estreitou o diálogo entre os associados e a instituição, fortaleceu a confiança dos agricultores na Aiba e ampliou a capacidade da entidade e identificar demandas que subsidiam o planejamento de ações e a tomada de decisões estratégicas”, afirma Griebler. Aiba + perto do produtor Essa evolução foi construída por meio de um conjunto de iniciativas que colocaram o produtor rural no centro das ações da entidade. A principal delas foi a implantação do programa Aiba + Perto do Produtor, criado em 2025 para aproximar ainda mais a associação das propriedades rurais e das diferentes realidades das macrorregiões do Cerrado baiano. Os cinco encontros reuniram entre 350 e 500 produtores rurais de forma presencial e alcançaram cerca de 1.000 produtores, intensificando a comunicação com os associados por meio da produção de conteúdos que valorizam histórias, experiências e resultados alcançados pelos produtores. Entre os principais temas levantados pelos produtores estiveram a necessidade de melhorias na infraestrutura, com recuperação de estradas vicinais, pontes e logística de escoamento da produção; a ampliação da oferta de energia elétrica para atender ao crescimento da atividade agrícola; o reforço da segurança no campo, incluindo a implantação do projeto de monitoramento por câmeras Operação Safra Tech; maior agilidade nos processos de licenciamento ambiental, como ASV e CAR/CEFIR; fortalecimento da representatividade da Aiba nas microrregiões, com atuação mais próxima dos delegados regionais; e a ampliação da oferta de capacitações técnicas, dias de campo e eventos voltados às necessidades específicas de cada região. A atuação personalizada junto aos produtores, aliada à prospecção de novos associados e à reaproximação daqueles que ainda não participavam da entidade, são fatores que contribuíram diretamente para o crescimento registrado no período. “Mais do que contribuir para conquistar novos membros, o objetivo foi demonstrar, na prática, o valor do associativismo e a importância da participação ativa dos produtores na construção de uma agricultura cada vez mais forte e representativa”, complementa Vanderleia. O setor passou por um processo de estruturação interna que incluiu a organização de processos, definição de indicadores de desempenho, estabelecimento de metas, desenvolvimento do Diagnóstico do Produtor e o planejamento da edição 2026 do programa Aiba + Perto do Produtor. Outra iniciativa foi realizada durante a edição 2026 da Bahia Farm Show, em que a área de Relacionamento com o associado tornou-se estratégica. Por meio de um estande foram recebidos produtores rurais e oferecido um atendimento próximo e qualificado, fortalecendo vínculos com os atuais associados, ampliando a visibilidade da Aiba e despertando o interesse de novos membros. “Ser associado da Aiba faz toda a diferença para o produtor. Além da orientação técnica, contamos com uma equipe próxima, que conhece a nossa realidade e está sempre pronta para nos apoiar. Também destaco investimentos importantes, como a instalação de câmeras nas rodovias, que aumentam a segurança no transporte da produção e no nosso dia a dia. A Aiba beneficia toda a família, com iniciativas como o Programa dos Escoteiros para os nossos jovens. Hoje, sentimos uma associação cada vez mais presente, que trabalha ao lado do produtor e contribui diretamente para o desenvolvimento das nossas propriedades e da região”, afirma o produtor associado, Claudemir José. O setor de Relacionamento com Associados tornou-se um elo estratégico entre a entidade e os produtores, aproximando a diretoria das demandas das microrregiões do Cerrado baiano e fortalecendo a mobilização em temáticas essenciais como infraestrutura, segurança rural, energia, sustentabilidade e representatividade institucional. Mais do que aproximar a entidade de seus associados, a Aiba ajuda a construir uma cultura baseada na confiança, na escuta ativa e na presença permanente junto ao produtor rural, uma conexão entre pessoas, propósitos e resultados que continua impulsionando o desenvolvimento do Cerrado baiano e consolidando a história de uma entidade mais representativa e preparada para os desafios das próximas décadas.


