Dados nacionais apontam que discriminação e falta de acolhimento seguem impactando a permanência de estudantes LGBTQIA+ nas escolas e universidades brasileiras Apesar dos avanços na garantia de direitos e na ampliação do debate sobre diversidade e inclusão, o acesso e a permanência da população LGBTQIA+ na educação brasileira ainda são marcados por obstáculos que comprometem o desenvolvimento acadêmico, social e profissional de milhares de estudantes. Dados de pesquisas nacionais revelam um cenário preocupante. De acordo com a Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), em 2016, 73% dos adolescentes e jovens LGBTQIA+ afirmaram ter sofrido agressões verbais no ambiente escolar em razão de sua orientação sexual. A violência também assume outras formas. Especialistas apontam que o preconceito e a discriminação no ambiente escolar impactam diretamente o processo de aprendizagem e contribuem para o aumento da evasão escolar. Entre os principais desafios enfrentados por essa população estão a falta de formação adequada de profissionais da educação para lidar com questões de diversidade sexual e de gênero, a ausência de políticas institucionais de combate à discriminação e a escassez de conteúdos didáticos que contemplem a diversidade de experiências e identidades. Para Warlley Alexandro, advogado e professor da Estácio, o ordenamento jurídico brasileiro já oferece bases sólidas para a proteção dos direitos da população LGBTQIA+ no ambiente educacional. “Considerando o sistema jurídico atual, estabelecido pela Constituição Federal de 1988, nós temos uma gama de direitos que asseguram a população LGBTQIA+. A própria evolução do conceito de dignidade, prevista no artigo 1º, o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana e o Direito Social à Educação são garantidos como mecanismos de proteção para essa população”, explica. No entanto, o ambiente de insegurança faz com que muitos estudantes ocultem sua identidade. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra da População LGBTQIA+, realizada pela organização Todxs em 2020, sete em cada dez estudantes não se sentem seguros para declarar sua orientação sexual ou identidade de gênero durante o Ensino Médio. O estudo também mostra que adolescentes e jovens LGBTQIA+ são mais frequentemente vítimas de bullying, incluindo agressões físicas, verbais, isolamento e exclusão social. A situação é ainda mais delicada para pessoas trans e travestis. Dados da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil mostram que 82% dos adolescentes e jovens trans abandonam o Ensino Médio entre os 14 e 18 anos. Entre os fatores apontados estão o preconceito, a exclusão social e as dificuldades relacionadas ao reconhecimento da identidade de gênero, como o uso do nome social e o acesso a espaços compatíveis com sua identidade. E os reflexos dessa exclusão chegam ao Ensino Superior. “No âmbito federal, o Decreto nº 8.727/2016 assegura o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais na administração pública federal, incluindo as universidades federais. Além disso, o Ministério da Educação possui resoluções específicas que garantem esse direito desde a educação básica até o ensino superior. Negar esse reconhecimento configura uma violação direta à dignidade do estudante”, destaca Warlley. Diversidade e dignidade humana Para Warlley, promover ambientes educacionais inclusivos é também uma forma de garantir a efetividade de um dos princípios fundamentais da Constituição. Ele acrescenta que a diversidade é um elemento essencial da democracia brasileira. “Falar em dignidade da pessoa humana neste cenário significa entender que o indivíduo não precisa pedir permissão para ser quem ele é e que o Estado, assim como as instituições de ensino, tem o dever de protegê-lo em sua integridade física, psíquica e moral. Uma das belezas do nosso sistema democrático é justamente a diversidade. O respeito às diferenças fortalece a convivência social e a construção de uma sociedade mais justa”, pontua. Embora reconheça os avanços legais conquistados nas últimas décadas, o jurista destaca que a legislação, por si só, não é suficiente para transformar a realidade. A educação inclusiva é apontada como um caminho fundamental para reduzir desigualdades e garantir que todos os estudantes tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e cidadania. “Como cientista do Direito, preciso dizer que a lei é uma ferramenta poderosa, mas ela sozinha não opera milagres. Existe um conceito chamado eficácia social da norma. Uma lei pode existir no papel, mas, se a sociedade não a absorver, ela perde efetividade. Precisamos conciliar mudanças sociais e de mentalidade com leis justas que protejam a todos”, conclui.
Hospital da Criança Deputado Alan Sanches recebe visita especial do cão terapeuta Lútche
A Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches recebeu, a visita do cão terapeuta Lútche. A ação, realizada em parceria com o projeto Caralâmpia, promoveu momentos de interação entre o animal, crianças internadas, familiares e profissionais da unidade, como parte das ações de humanização do atendimento hospitalar. De acordo com a gerente médica da maternidade, Sara Teixeira, a iniciativa busca tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor para pacientes e colaboradores. “A presença de Lútche visa quebrar a rotina tensa e, muitas vezes, dolorosa da internação, levando momentos de leveza e afeto tanto para as crianças internadas quanto para os funcionários da instituição”, afirmou. Segundo a médica, a Terapia Assistida por Animais (TAA) proporciona benefícios que vão além do aspecto emocional, contribuindo para a recuperação dos pacientes. “A TAA proporciona diversos benefícios comprovados, como a redução do estresse e da ansiedade, o estímulo motor e sensorial, a distração terapêutica e a melhora do humor e da socialização. O contato com o animal ajuda a diminuir os níveis de cortisol e a liberar endorfina, além de fortalecer os vínculos afetivos durante o tratamento”, explicou. Sara destacou ainda que a iniciativa pode abrir caminho para novas ações de humanização na unidade. “ O sucesso da iniciativa reforça a intenção do hospital de manter a Terapia Assistida por Animais como parte das diretrizes de humanização do atendimento pediátrico”, completou. Idealizadora do projeto Caralâmpia, Kíssia Minelli lembrou que a iniciativa teve início em 2012 e destacou um momento marcante durante a visita. “Hoje, na Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, foi uma visita muito emocionante, onde atendemos um bebê de apenas quatro meses, a criança mais nova acompanhada pelo projeto em todos esses anos. O Lútche foi incrível durante a visita, foi um momento muito marcante para todos nós”, relatou. Tutor de Lútche e integrante do projeto Caralâmpia, Caio Nemi ressaltou a receptividade durante a visita. “Hoje foi a primeira visita dele à Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches. Foi muito especial, conseguimos conhecer crianças de diferentes idades e também interagir com os profissionais da unidade. Encontramos pessoas que já conheciam o Lútche de outros ambientes, o que tornou esse momento ainda mais interessante. Foi um prazer participar dessa ação”, contou. Entre as famílias atendidas estava Maria Mônica dos Santos Reis, mãe da pequena Emily, internada na unidade há cerca de 30 dias. Ela relatou a emoção da filha ao conhecer o cão terapeuta. “Minha filha ficou encantada. Ela ama cachorros, e foi muito bonito ver o sorriso dela. Acredito que esse será um excelente trabalho, principalmente para as crianças, porque ajuda a restaurar o ânimo e traz alegria também para os adultos, que sabem o quanto é difícil permanecer internado por tanto tempo”, declarou.
Decisão final do STF barra revisão da vida toda e mantém valores das aposentadorias
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou de forma definitiva o fim da chamada “revisão da vida toda”, tese que permitia a alguns aposentados do INSS incluir contribuições feitas antes de julho de 1994 no cálculo do benefício. Com a decisão, não há mais possibilidade de novos recursos sobre o tema. A medida encerra uma das maiores disputas judiciais da Previdência Social dos últimos anos e impede que aposentados utilizem salários anteriores ao Plano Real para tentar aumentar o valor da aposentadoria. Quem recebeu valores não terá de devolver Apesar do resultado desfavorável aos segurados que buscavam a revisão, o STF garantiu proteção para quem já havia obtido decisões favoráveis na Justiça e recebido pagamentos do INSS. Os aposentados que receberam parcelas decorrentes da revisão da vida toda até 5 de abril de 2024 não serão obrigados a devolver os valores. A Corte também determinou que não haverá cobrança de custas processuais ou honorários de sucumbência em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), evitando novos prejuízos financeiros aos segurados envolvidos nas ações. Processos serão encerrados Com a definição do Supremo, os processos que ainda discutiam a inclusão de contribuições anteriores a julho de 1994 deverão ser encerrados. A decisão tem alcance nacional e afeta milhares de ações que tramitavam em diferentes instâncias do Judiciário. Especialistas avaliam que a medida coloca um ponto final na discussão sobre a revisão da vida toda, consolidando o entendimento de que as regras de transição da reforma previdenciária de 1999 não permitem ao segurado escolher a forma de cálculo mais vantajosa. Impacto para as contas públicas O governo federal comemorou o resultado por considerar que a revisão poderia gerar um impacto bilionário nas contas da Previdência. Estimativas oficiais apontavam que a adoção ampla da tese teria potencial para provocar um custo de até R$ 480 bilhões aos cofres públicos. Com a decisão definitiva do STF, o risco de aumento expressivo das despesas previdenciárias é afastado, preservando o planejamento orçamentário da União e encerrando uma controvérsia que mobilizou aposentados, advogados e especialistas em direito previdenciário em todo o país.
Bom Jesus da Lapa recebe ato da juventude e plenária do PGP com o time de Lula
O governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner, o ministro Rui Costa, o vice-governador Geraldo Júnior e demais lideranças da base do presidente Lula participam, neste sábado (11) e domingo (12), das atividades do Programa de Governo Participativo (PGP 2026 – Encontros para o Futuro) no Território do Velho Chico. A programação começa no sábado, às 17h, com o Ato das Juventudes, Cultura e Educação, na AABB de Bom Jesus da Lapa, reunindo jovens de diversos municípios para debater propostas voltadas às áreas de educação, cultura, trabalho, inclusão e participação política. No domingo (12), às 10h, será realizada a plenária territorial do PGP, no Mega Show Predileto, em Bom Jesus da Lapa. O encontro reunirá prefeitos, parlamentares, movimentos sociais, representantes da sociedade civil e moradores do território para apresentar propostas que irão contribuir com a construção do próximo programa de governo da Bahia. Serviço Ato das Juventudes, Cultura e Educação Sábado (11), às 17h AABB – Bom Jesus da Lapa Plenária Territorial – PGP 2026 Domingo (12), às 10h Mega Show Predileto – Bom Jesus da Lapa
Justiça determina reabertura de escola fechada em Salvador e contraria política educacional ligada a ACM Neto
A Justiça da Bahia determinou a reabertura da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no bairro do Rio Sena, em Salvador, e suspendeu os efeitos da portaria da Prefeitura que encerrou as atividades da unidade. A decisão, proferida nesta sexta-feira (10) pela 1ª Vara da Infância e Juventude da capital, estabelece prazo de 15 dias para a retomada das aulas e representa um revés para a política educacional da gestão comandada pelo grupo político de ACM Neto. Na decisão, o juiz Walter Ribeiro Costa Júnior concluiu que a Portaria nº 432/2026 foi editada de forma unilateral, sem a participação do Conselho Escolar, do Conselho Municipal de Educação e da comunidade local, violando o princípio constitucional da gestão democrática do ensino público. Para o magistrado, há indícios de graves irregularidades no ato administrativo que determinou o fechamento da escola. O juiz também considerou que a manutenção do fechamento poderia interromper o ano letivo, obrigar estudantes a frequentarem escolas mais distantes, situadas em áreas marcadas por conflitos de segurança pública, além de provocar prejuízos pedagógicos, sociais e emocionais às crianças. O caso já vinha sendo questionado pelo Ministério Público da Bahia, que ajuizou ação civil pública sustentando que a Prefeitura fechou a unidade sem ouvir os órgãos de participação da comunidade escolar e descumpriu compromissos assumidos anteriormente para ampliar as matrículas da escola. A decisão judicial amplia o desgaste da gestão municipal na área da educação e reforça o entendimento de que o fechamento de unidades escolares exige fundamentação técnica, participação da comunidade e respeito às garantias constitucionais que asseguram o direito à educação.
Passa a Visão #02: Gabriel Amaral é o convidado do novo episódio do podcast
O Passa o Pano Podcast lança, nesta segunda-feira (13), às 19h, o segundo episódio do programa “Passa a Visão”, trazendo como destaque uma entrevista exclusiva com Gabriel Amaral. A atração é comandada pela apresentadora Ana Carla, que conduz um bate-papo dinâmico e direto com o convidado. A proposta do programa é abrir espaço para conversas leves, mas ao mesmo tempo profundas, abordando trajetória, opiniões e histórias marcantes dos entrevistados. Neste novo episódio, Gabriel Amaral compartilha experiências pessoais e profissionais, além de revelar bastidores e perspectivas que prometem envolver o público. Com uma linguagem moderna e interativa, o “Passa a Visão” vem se consolidando como mais um produto de conteúdo do canal PassaoPano, ampliando o alcance da plataforma no universo dos podcasts e entrevistas digitais. O episódio será exibido no YouTube, e a expectativa é de forte engajamento do público, que já acompanha os conteúdos do portal nas redes sociais. A produção reforça o convite para que os espectadores se inscrevam no canal, ativem as notificações e participem deixando comentários durante a exibição. 📅 Data: 13 de julho⏰ Horário: 19h📍 Onde assistir: YouTube do PassaoPano Podcast O “Passa a Visão” chega para dar voz a diferentes histórias e opiniões, consolidando-se como um espaço de diálogo e informação no cenário digital.
Shopping Paralela anuncia André Serra como novo gerente de marketing
Profissional chega no centro de compras trazendo na bagagem experiências em São Paulo e em shoppings de Salvador e Feira de Santana O Shopping Paralela conta com um novo gerente de marketing. O publicitário André Serra assume a área após experiências em São Paulo e também em shoppings da capital baiana e de Feira de Santana. O profissional, que tem MBA em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), possui 15 anos de carreira, sendo 10 em shoppings, chega ao empreendimento, administrado pela Alqia, para reforçar as estratégias de comunicação, relacionamento e também de eventos. André Serra chega ao Shopping Paralela para substituir Gabriel Araújo, que foi assumir um novo desafio profissional, também como gerente de marketing, no Shopping Pátio Maceió, que também é administrado pela Alqia. “Assumir o marketing do Shopping Paralela representa um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade muito especial. Chego motivado para contribuir com a trajetória de um empreendimento consolidado, que possui uma forte conexão com o público baiano, especialmente o soteropolitano. Meu objetivo é somar com o time e também trazer ações e projetos inovadores”, celebra Serra. Para a gerente geral do shopping, Tassiana Ribeiro, a chegada do novo executivo reforça a estratégia do centro de compras de permanecer em constante renovação. “Estamos falando de um profissional com trajetória sólida no segmento de shopping centers. Ele chega para contribuir com um olhar estratégico e inovador, fortalecendo ainda mais a nossa conexão com clientes, lojistas e parceiros”.
Alerta em Salvador: risco elevado leva Prefeitura a recomendar evitar o mar
A Prefeitura de Salvador informou que o banho de mar em praias da capital baiana deve ser evitado no sábado (11) e no domingo (12) por conta da chegada do fenômeno “swell”, um conjunto de ondas marinhas de até três metros de altura, que são formadas por tempestades em alto mar. De acordo com a Coordenadoria de Salvamento Aquático de Salvador (Salvamar), o fenômeno também ocasiona correntes de retorno intensas, que podem contribuir para afogamentos no litoral baiano. Ainda conforme a Salvamar, a prática de atividades aquáticas, como o surf, devem ser feitas apenas por profissionais “mais experientes e com excelente preparo físico, sempre checando todos os equipamentos de segurança e pedindo o apoio aos Agentes de Salvamento Aquático antes de entrar no mar”.


