O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) administrada pelo Einstein Hospital Israelita, passou a integrar o seleto grupo de instituições de saúde reconhecidas internacionalmente pela excelência no atendimento à população idosa. A unidade recebeu o título Committed to Care Excellence, concedida pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI), organização presente em mais de 30 países e referência mundial em qualidade, segurança e melhoria contínua dos serviços de saúde. A certificação integra um programa internacional que reúne mais de 5.900 instituições de saúde em todo o mundo. O selo reconhece hospitais que demonstram excelência e compromisso com um atendimento seguro, integrado e centrado nas necessidades da população idosa. No Brasil, apenas três unidades possuem o reconhecimento. A avaliação é baseada em quatro pilares: o que mais importa para a pessoa idosa; medicações seguras; mobilidade e saúde mental. Com mais de 25 mil cirurgias realizadas e 6200 internações de pessoas com idade acima de 60 anos em pouco mais de dois anos de funcionamento, o HOEB consolidou-se como o maior hospital ortopédico do Brasil em volume de procedimentos, segundo dados do Ministério da Saúde. Agora, a unidade alcança mais um marco: torna-se o primeiro hospital especializado em ortopedia e traumatologia do Brasil e o único do Nordeste do país a receber esse reconhecimento internacional. “Essa conquista demonstra a maturidade dos processos assistenciais e de gestão desenvolvidos no Hospital Ortopédico. Alcançar esse nível de certificação internacional evidencia o compromisso com a melhoria contínua, a segurança do paciente e a oferta de um cuidado personalizado e baseado em evidências. É um reconhecimento que valoriza o trabalho de toda a equipe”, afirma Neila Pigatti, gerente de qualidade do hospital.
Sanção de lei torna permanente a renovação automática da CNH para bons condutores
Especialista orienta motoristas sobre critérios do programa e cuidados com condições de saúde que podem impactar a direção A renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores já está em funcionamento desde janeiro deste ano, mas a sanção da lei pelo Governo Federal, em 5 de junho, tornou a medida permanente e reforçou a importância de os motoristas conhecerem os critérios do programa. A iniciativa busca simplificar o processo para condutores com bom histórico no trânsito, inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e sem infrações que gerem pontuação nos 12 meses anteriores ao vencimento da habilitação. A proposta faz parte do processo de modernização dos serviços públicos e da ampliação do uso de soluções digitais na relação entre cidadãos e órgãos governamentais. Embora represente mais praticidade para parte dos motoristas, a medida também chama atenção para um aspecto fundamental da segurança viária: a necessidade de os condutores acompanharem continuamente suas condições físicas e de saúde para dirigir. De acordo com Anderson Manzoli, professor de Engenharia da Estácio e especialista em engenharia de transportes, a tecnologia pode simplificar procedimentos, mas não substitui a responsabilidade individual dos motoristas. “A renovação automática representa um avanço importante na desburocratização dos serviços públicos. No entanto, dirigir é uma atividade que exige atenção constante às condições físicas e cognitivas do condutor. A praticidade do processo não elimina a necessidade de cada motorista avaliar sua própria aptidão para conduzir um veículo com segurança”, explica. Entre as situações que merecem atenção está o surgimento da necessidade de uso de óculos de grau ou lentes corretivas. Mudanças na visão costumam se tornar mais frequentes a partir dos 40 anos e podem impactar diretamente a leitura de placas, a identificação da sinalização e a percepção de riscos durante a condução. “Caso o motorista passe a depender de lentes corretivas para dirigir, é importante procurar os órgãos responsáveis para atualização das informações. O mesmo vale para outras condições que possam interferir na condução. A segurança no trânsito depende, em grande parte, da capacidade do condutor de reconhecer suas limitações e agir preventivamente”, afirma.


