Pré-candidato a deputado federal e médico, Marcelo Emerenciano criticou nesta segunda (4) a postura da primeira-dama de Salvador e estudante de medicina, Rebeca Cardoso, após declarações públicas sobre uma paciente de Uauá que veio a óbito com suspeita de dengue hemorrágica. Segundo ele, o caso ainda será investigado pela Vigilância Epidemiológica e passará pela Câmara Técnica competente, o que exige cautela, responsabilidade e respeito à família, aos profissionais de saúde e aos fatos. Para Marcelo, Rebeca Cardoso, na condição de primeira-dama de Salvador e estudante de medicina, deveria saber que casos graves precisam ser avaliados com base em prontuário, exames, evolução clínica e investigação epidemiológica, não por julgamento precipitado nas redes sociais. “Quem escolhe a medicina precisa aprender desde cedo que a dor de uma família não pode ser usada como instrumento de disputa política”, afirmou. O médico também criticou o ataque indireto aos profissionais envolvidos no atendimento e na regulação da paciente. Segundo ele, equipes médicas, de enfermagem, vigilância e regulação atuam sob pressão permanente, muitas vezes diante de quadros graves, de evolução rápida e com informações clínicas que precisam ser avaliadas em tempo real. “Não é uma postura ética expor publicamente um caso ainda não concluído e, na prática, colocar sob suspeita profissionais que tentaram salvar uma vida. A medicina exige prudência, respeito aos colegas e compromisso com a verdade técnica”, disse. Para o médico, antes de apontar culpados, é preciso compreender a linha do cuidado, o tempo de evolução da doença, o atendimento inicial, a gravidade clínica e as ações realizadas pelas equipes envolvidas. “Quem tem responsabilidade pública deve ajudar a proteger vidas, respeitar a ciência e contribuir para soluções, não explorar uma tragédia antes da apuração dos fatos. Saúde pública exige seriedade, cooperação e compromisso com a verdade”, concluiu Marcelo Emerenciano.
Novos capítulos para autores independentes
A cena literária baiana ganha novo capítulo com a parceria entre a Raiz Livraria e a Livraria Escariz, em Salvador. O coletivo de autores independentes passa a promover encontros mensais na Livraria Escariz com a proposta de reunir escritores e leitores em torno da celebração da literatura, fortalecendo o diálogo e a circulação de obras produzidas na Bahia. O evento de estreiaacontece no próximo dia 05 de maio, às 18h, na Livraria Escariz, Shopping Barra A proposta inova ao ocupar o térreo da livraria, na chamada Alameda dos Autores Baianos — um espaço dedicado a obras de escritores da terra, aproximando ainda mais o público da produção local e criando uma experiência imersiva no universo literário baiano. “Queremos criar pontes reais entre quem escreve e quem lê. Promover encontros na livraria, especialmente em um espaço que valoriza escritores baianos, é uma forma de reafirmar que a literatura local é viva, potente e merece ser celebrada continuamente”, destaca a idealizadora da Raiz Livraria, Katiana Rigaud. Hoje mais de cem escritores participam das ações literárias promovidas pela Raiz Livraria. O primeiro evento fruto da parceria com a Livraria Escariz contará com o relançamento do livro A História por trás da História, obra apresentada ao público pela primeira vez no ano passado, na varanda do Teatro Sesi, e que agora retorna em um novo contexto, ampliando seu alcance junto aos leitores.
Documentos produzidos pela gestão Bruno Reis mostram o que o prefeito tenta esconder: Salvador tem atenção básica insuficiente e isso pressiona as UPAs
A Secretaria da Saúde do Estado vem esclarecer informações divulgadas pelo prefeito Bruno Reis, que não correspondem à real situação da saúde pública de Salvador. E o faz baseada em documentos produzidos pela própria Prefeitura. O Plano Municipal de Saúde (PMS) 2022-2025 e a versão preliminar do PMS 2026-2029 registram, com detalhamento técnico e territorial, o que a gestão municipal tenta negar no discurso: Salvador ainda convive com cobertura insuficiente da atenção básica, vazios assistenciais em distritos periféricos e uma rede de média e alta complexidade concentrada nas áreas centrais e mais estruturadas da cidade. Cajazeiras é o exemplo mais nítido desta situação porque coloca endereço, nome de unidade e dado clínico na falha do município. A própria Prefeitura identificou no citado plano, vazios assistenciais em Águas Claras, Cajazeiras VI, Cajazeiras VIII e Cajazeiras XI. Foi ela mesma que listou os problemas nas USFs Fazenda Grande, Fazenda Grande III, Yolanda Pires e Cajazeiras XI: ausência de apoio multiprofissional, gestantes que não são captadas a tempo, pré-natal do parceiro e pré-natal odontológico que não acontecem, crianças de até dois anos com baixo peso e desnutrição em crescimento. Não foi o Governo da Bahia que denunciou esta situação. Quando o prefeito Bruno Reis busca culpar a regulação estadual pela superlotação das UPAs, não enfrenta a causa, mas, a consequência. A superlotação não começa no Estado. Começa quando a rede municipal não cobre adequadamente o bairro, não acompanha a família, não garante exame, não oferece consulta em tempo oportuno e deixa a população buscar a urgência como primeira resposta. A regulação estadual organiza o acesso aos serviços disponíveis. Ela não substitui a atenção básica que algumas Prefeituras muitas vezes deixam de estruturar na escala necessária. O PMS 2026-2029, documento da própria gestão municipal, registra que a rede de média e alta complexidade está concentrada na Barra, Rio Vermelho, Brotas e Centro Histórico. Já Cajazeiras, Boca do Rio e Subúrbio Ferroviário aparecem com baixa oferta local. O diagnóstico do PMS é claro: Salvador tem serviços concentrados em determinados territórios. O documento também mostra fragilidades importantes na infância e na presença territorial da atenção básica. Entre crianças de 0 a 10 anos, três causas concentram mais da metade das internações por condições sensíveis à Atenção Primária: infecções de pele e tecido subcutâneo, com 20,78%, pneumonias bacterianas, com 17,54%, e bronquites, com 17,17%. O próprio texto aponta a necessidade de reforçar a prevenção, qualificar o manejo das síndromes respiratórias e infecciosas e aprimorar a vigilância em saúde. Na cobertura de Agentes Comunitários de Saúde, Salvador passou de 27,83% em 2015 para 31,66% em 2024, ritmo que o próprio documento classifica como lento. A comparação com outras capitais é ainda mais desfavorável: Fortaleza tem 47,02%, Belo Horizonte 57,76% e Recife 83,45%. O ACS é o profissional que faz busca ativa, visita domiciliar e acompanhamento territorial. Salvador ainda tem menos de um terço dessa cobertura. A comparação com Fortaleza ajuda a dimensionar o atraso. As duas capitais têm população de porte semelhante, mas a diferença de rede municipal é evidente: Fortaleza mantém 10 hospitais e maternidades municipais, enquanto Salvador tem dois hospitais municipais e só inaugurou sua primeira maternidade municipal em 2026, depois de 13 anos. Outro exemplo: o Estado opera quatro unidades de saúde no território de Cajazeiras: Hospital Eládio Lasserre, Maternidade Albert Sabin, Unidade de Emergência Cajazeiras e Instituto Couto Maia e, infelizmente a prefeitura não mantém sequer uma UPA. Em toda a capital, são 39 unidades estaduais, incluindo 16 hospitais e seis maternidades. O Hospital Municipal de Salvador, localizado na região, não atende pacientes por demanda espontânea na emergência. A Sesab pergunta: se a rede municipal funciona tão bem, por que os documentos da Prefeitura mapeiam vazios assistenciais, citam unidades com falhas e admitem que distritos populosos têm baixa oferta local de serviços? E por que uma capital como Fortaleza sustenta uma rede municipal muito mais robusta, enquanto Salvador ainda depende de forma tão intensa do Estado? A resposta está nos próprios documentos que o prefeito prefere transformar em silêncio.
Síndromes respiratórias graves crescem 120% no Hospital do Oeste
O Hospital do Oeste (HO), unidade vinculada ao Governo do Estado e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Barreiras, registrou crescimento de 120% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e abril deste ano. As notificações passaram de 15 casos em janeiro para 33 em abril, em um cenário de aumento da demanda por assistência respiratória na macrorregião oeste. O avanço dos casos acende um alerta para os 36 municípios da região, especialmente diante do período de maior circulação de vírus respiratórios. A unidade informa que vem trabalhando com alta demanda, principalmente nos setores de emergência e na ala pediátrica. Em 2026, o HO notificou 15 casos em janeiro, 10 em fevereiro, 24 em março e 33 em abril. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reforça a importância da vacinação em todas as faixas etárias. Até a 12ª semana epidemiológica deste ano, foram notificados 1.732 casos de SRAG na Bahia. Entre eles, 254 foram confirmados para Influenza. O cenário exige atenção em razão da sazonalidade do vírus Influenza e da identificação do subclado K da Influenza A H3N2. A líder geral do Hospital do Oeste, Marina Barbizan, destaca que a unidade regional é referência para casos graves e de alta complexidade. “O cenário é sazonal, mas os municípios devem se atentar aos encaminhamentos via regulação. Sempre daremos preferência aos casos mais graves e, para evitar superlotação, fazemos este apelo aos municípios e à população: em situações menos graves, procurem as unidades de atenção primária”, afirmou. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Bahia está em alerta máximo de incidência de SRAG. A síndrome ocorre quando pessoas com sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, apresentam piora do quadro e passam a ter dificuldade para respirar, com necessidade de hospitalização. Em geral, o quadro está associado a infecções virais, embora nem sempre o agente causador seja confirmado por exame. Para o médico pediatra e coordenador do Serviço de Pediatria do HO, Thiago Barreto, o aumento dos casos respiratórios tem impactado diretamente o fluxo da emergência pediátrica. “Temos recebido, com bastante frequência, crianças em estado mais grave, às vezes em ventilação mecânica na sala de estabilização pediátrica, que demandam internação em UTI, o que evidencia o nível de complexidade deste momento”, afirmou. O médico reforça que o serviço deve ser procurado, prioritariamente, por pacientes graves que realmente precisam de atendimento de emergência. Em Barreiras, a orientação é que casos de baixa gravidade busquem a rede municipal. O Centro de Atendimento Pediátrico (CAP) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) funcionam 24 horas, enquanto a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Ouro Branco atua como sentinela para triagem nos turnos da manhã, tarde e noite. Na atenção primária, o município também conta com sete unidades com atendimento pediátrico ambulatorial. Apenas os casos de maior gravidade devem ser encaminhados ao Hospital do Oeste. Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA
Rui Costa alfineta oposição e reforça palanque de Lula em evento no interior da Bahia
O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, voltou a subir o tom contra adversários políticos durante discurso realizado na manhã de sábado (2), em Irecê, durante o primeiro encontro do Programa de Governo Participativo (PGP). Sem mencionar nomes diretamente, Rui fez críticas a nomes ligados à oposição na disputa pelo Senado, como o senador Angelo Coronel e o pré-candidato João Roma. O petista associou os adversários ao que chamou de “time das 700 mil mortes pela Covid”, em referência à condução nacional durante a pandemia de COVID-19. Durante a fala, Rui também citou números relacionados a obras e programas federais, mencionando moradias do Minha Casa Minha Vida e projetos nas áreas de saúde e educação que, segundo ele, ficaram paralisados em gestões anteriores. O ex-ministro afirmou ainda que ele e o senador Jaques Wagner representarão o grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida pelo Senado. Além das críticas à oposição, Rui defendeu a eleição de deputados federais alinhados ao governo federal. Segundo ele, o Palácio do Planalto enfrenta dificuldades no Congresso por não contar com maioria entre os parlamentares. “Se vocês querem um novo mandato de Lula, ainda melhor do que ele fez, perguntem lá fora: você vai votar em um deputado contra ou a favor de Lula?”, declarou o ex-governador durante o evento.
Bahia reage no fim e arranca empate com São Paulo em jogo movimentado pelo Brasileirão
O Bahia buscou um empate por 2 a 2 diante do São Paulo, na tarde deste domingo (3), em partida disputada no Estádio Cícero de Souza Marques, válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. Com o resultado, o Tricolor baiano chegou ao quarto jogo consecutivo sem vitória e segue na sexta colocação, com 22 pontos, enquanto os paulistas ocupam o quinto lugar, com 24. A primeira etapa foi de dificuldades para o Bahia. A equipe apresentou muitos erros de passe, deixou espaços no meio-campo e na defesa, permitindo ao adversário maior controle das ações ofensivas. Mesmo assim, o time baiano conseguiu criar boas oportunidades. Aos nove minutos, Erick Pulga quase abriu o placar após passe de Jean Lucas, finalizando cruzado para defesa de Rafael. O São Paulo respondeu aos 15, em jogada que terminou com Arthur finalizando para intervenção de Léo Vieira. O gol paulista saiu logo em seguida. Aos 16 minutos, após falha de David Duarte na tentativa de afastar a bola, Wendell levou a melhor na dividida e encontrou Arthur na entrada da área. O atacante finalizou no canto, Léo Vieira ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol — confirmando a famosa “lei do ex”. O Bahia seguiu tentando reagir. Aos 29 minutos, Kike Oliveira teve chance de empatar após recuperação de bola de Juba, mas parou em Rafael. Já aos 36, o Tricolor quase deixou tudo igual em lance de bola parada: após saída errada do goleiro, Jean Lucas arriscou de fora da área, e a bola só não entrou por conta de um desvio providencial de Alan Franco. Apesar das dificuldades iniciais, o Bahia mostrou poder de reação e conseguiu buscar o empate, mantendo-se vivo na briga pelas primeiras posições do campeonato.
Críticas de primeira-dama a governo da Bahia geram reação e cobranças sobre saúde em Salvador
A primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, usou as redes sociais para criticar o governo estadual após a morte de uma paciente com suspeita de dengue hemorrágica no município de Uauá. No entanto, a repercussão da publicação tomou outro rumo e acabou gerando uma série de cobranças direcionadas à gestão municipal da capital baiana. Nos comentários, internautas questionaram problemas relacionados à saúde pública em Salvador, cobrando posicionamentos sobre temas como a falta de agentes comunitários e dificuldades no atendimento em unidades de saúde. Uma usuária destacou a situação de mulheres que enfrentam obstáculos para conseguir atendimento na nova maternidade da cidade. Outros comentários também levantaram questionamentos sobre a atuação da gestão do prefeito Bruno Reis, sugerindo que a primeira-dama deveria cobrar melhorias no âmbito municipal, além de direcionar críticas ao governo estadual. Entre as manifestações, houve ainda menções a temas sensíveis, como índices de mortalidade infantil e relatos de gestantes que teriam enfrentado dificuldades para conseguir atendimento na rede pública. A publicação, que inicialmente tinha como foco a cobrança ao governo do estado, acabou ampliando o debate nas redes sociais sobre os desafios da saúde pública tanto no interior quanto na capital baiana.
Desenrola 2.0: Lula lança novo programa com juros menores, grandes descontos e regras contra apostas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (4) o lançamento do Desenrola 2.0, nova etapa do programa voltado à renegociação de dívidas. Os detalhes da iniciativa serão apresentados pela equipe econômica durante coletiva no Palácio do Planalto. Em pronunciamento exibido na TV na última quinta-feira (30), Lula destacou que o programa permitirá a renegociação de diferentes tipos de débitos, incluindo cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, empréstimos pessoais e também dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A proposta prevê juros limitados a até 1,99% ao mês, além de descontos que podem variar entre 30% e 90% do valor total devido, dependendo do perfil da dívida e do devedor. Outro ponto de destaque é a possibilidade de utilizar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos. De acordo com o presidente, será permitido sacar até 20% do saldo disponível no fundo. Lula também anunciou uma medida voltada ao controle financeiro dos participantes: quem aderir ao Desenrola 2.0 ficará impedido de acessar plataformas de apostas online pelo período de um ano. “O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro com apostas. Por isso, quem entrar no novo Desenrola Brasil será bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online”, afirmou o presidente.
Ladeira da Misericórdia ganha nova vida com visitas guiadas antes de reabertura em Salvador
Fechada há anos, a Ladeira da Misericórdia, localizada no Centro Histórico de Salvador, já tem previsão de reabertura para o primeiro semestre de 2027. Enquanto o acesso completo ainda não é permitido, o espaço começa a ser reativado por meio de visitas guiadas gratuitas, que destacam a importância histórica e arquitetônica de um dos pontos mais emblemáticos da capital baiana. As visitas integram o Circuito Lina, iniciativa do Pivô Salvador em parceria com a Prefeitura. A proposta é aproximar a população do conjunto durante o processo de requalificação, que inclui o Espaço Coaty e imóveis históricos do entorno. A segunda edição do projeto aconteceu na última quarta-feira (29). Com duração média de duas horas, o roteiro começa na Praça Thomé de Souza, em frente à Câmara Municipal, segue pela Rua Chile e desce pela Ladeira da Misericórdia até o Coaty — complexo idealizado na década de 1980 pelos arquitetos Lina Bo Bardi e João Filgueiras Lima. Durante o percurso, os participantes acompanham explicações do arquiteto e pesquisador Dilton de Almeida. Uma nova edição da visita está prevista para maio, com data a ser divulgada nas redes sociais do projeto. A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia online e está sujeita à disponibilidade de vagas. A requalificação prevê transformar a área em um espaço voltado à cultura e convivência, com programação que deve incluir exposições, intervenções artísticas e residências culturais. A gestão ficará sob responsabilidade do Pivô, associação sem fins lucrativos que atua na cidade desde 2023. Considerada uma das ladeiras mais antigas do Brasil, com origem no século XVI, a Misericórdia foi, por muito tempo, uma das principais conexões entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Com a inauguração da Ladeira da Montanha, em 1885, o fluxo de pessoas diminuiu, contribuindo para o esvaziamento da área. Na década de 1980, o local passou por uma tentativa de revitalização liderada por Lina Bo Bardi, com participação de outros arquitetos. Apesar da conclusão do projeto em 1990, o espaço nunca foi totalmente integrado ao cotidiano da cidade. Entre 1998 e 2008, o restaurante Zanzibar funcionou no Coaty, mas, desde então, o conjunto enfrentou longos períodos de abandono. Agora, com a retomada gradual por meio das visitas guiadas, cresce a expectativa de que a Ladeira da Misericórdia volte a ocupar um papel de destaque na vida cultural e urbana de Salvado Parte superior do formulário Parte inferior do formulário
Imprensa nacional volta os olhos para a ponte Salvador-Itaparica após envio de peças da China
O embarque de equipamentos da China com destino à Bahia recolocou a ponte Salvador-Itaparica no centro da agenda da imprensa nacional. Publicações como Valor Econômico, Folha de S.Paulo e O Globo passaram a destacar o movimento como um marco concreto para o início das obras. As reportagens enfatizam que a chegada das estruturas representa “um avanço efetivo” do projeto e sinaliza uma nova fase. Os veículos ressaltam o porte do empreendimento, descrito como um dos maiores projetos de infraestrutura em execução no país, com potencial de alterar a dinâmica logística da Bahia. A cobertura também tem reforçado o impacto regional da obra. Segundo analistas consultados, a ponte é vista como um vetor de desenvolvimento capaz de “integrar economicamente diferentes regiões” e impulsionar setores como turismo, comércio e indústria. Esse enquadramento tem ampliado o interesse nacional sobre o projeto, que passa a ser acompanhado não apenas como uma obra estadual, mas como peça relevante para o crescimento do Nordeste. O governador Jerônimo Rodrigues afirmou ao Valor Econômico que a ponte “marca um novo ciclo de desenvolvimento para a Bahia”, destacando sua capacidade de gerar empregos e atrair investimentos. Ele também tem ressaltado que o projeto é estratégico para melhorar a mobilidade e fortalecer a integração regional. Do lado do concessionário, o Consórcio Ponte Salvador-Itaparica informou, em comunicados repercutidos por veículos como CNN Brasil e G1, que o envio dos equipamentos representa “o início efetivo das atividades” e permitirá maior previsibilidade ao cronograma da obra. Com cerca de 12 quilômetros de extensão, a ponte Salvador-Itaparica passa a ocupar espaço crescente no noticiário nacional. Ao ganhar visibilidade em diferentes veículos, o projeto se consolida como um dos principais símbolos da retomada de grandes investimentos em infraestrutura no Brasil, com impactos que tendem a se espalhar por toda a região Nordeste.


