Os responsáveis pelo arsenal de 22 fuzis, munições, peças de armas e acessórios apreendidos em um sítio localizado em Vila de Abrantes, distrito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), na sexta-feira (19), são os principais alvos das investigações da 26ª Delegacia Territorial (DT/Vila de Abrantes). Neste domingo (21), novas incursões foram realizadas no local, com o objetivo de recolher mais elementos que possam colaborar com as apurações. Em uma área de mata próxima ao sítio onde foram apreendidos os fuzis e demais materiais, foram encontradas uma balança de precisão, bombonas vazias utilizadas para armazenar os objetos, além de um caderno com anotações que registram movimentações financeiras que ultrapassam o valor de R$ 1 milhão, referentes ao tráfico de drogas e com indícios de negociações de armas de fogo. Os levantamentos também subsidiarão investigações acerca da origem e do destino das armas e outros materiais encontrados no local. A principal linha de investigação aponta para um grupo criminoso responsável por tráfico e homicídios, com forte atuação em Salvador e na Região Metropolitana. Atividades de inteligência policial, aliadas ao uso de recursos tecnológicos, reforçam as ações. A Polícia Civil conta com o apoio da população, que pode fornecer informações, sem precisar se identificar, ligando 181, para o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA).
Presidente da câmara Hugo Motta é alvo em manifestações contra PEC da Blindagem
O presidente da Câmara, Hugo Motta, foi um dos alvos dos atos deste domingo (21) contra a PEC da Blindagem e anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Na avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes gritaram palavras de ordem como “sem anistia”, “a bandeira é nossa” e “fora Hugo Motta, segundo o jornal Folha de S. Paulo. O protesto teve discursos de parlamentares de PT, PSOL, PCdoB e PSB, e a apresentação dos artistas Otto, Leoni, Emicida e Rashid. Nando Reis também esteve presente, mas não se apresentou. Líderes de esquerda que participaram da mobilização afirmam que a dimensão do ato na capital paulista e em outras cidades é um trunfo para pressionar Hugo Motta a pautar temas de interesse do governo nesta semana. Para Guilherme Boulos (PSOL-SP), “é impossível Hugo Motta ver isso e não entender o que isso representa e o recado que isso manda”. A avaliação é que Motta, após fazer um agrado ao centrão com a PEC da Blindagem e aos bolsonaristas com a urgência da anistia, não terá como deixar de contemplar o governo agora. A pauta mais urgente é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, seguida da PEC da Segurança Pública e do fim da escala 6×1.


