Um homem de 34 anos foi preso em cumprimento a mandado de prisão preventiva, por crimes de calúnia, difamação, ameaça, perseguição e furto qualificado. O investigado foi localizado em uma pousada no bairro do Rio Vermelho. No momento da abordagem, não houve resistência. Durante as buscas, os policiais apreenderam 25 pedras de esmeralda, além de equipamentos eletrônicos e outros objetos, o que resultou também na lavratura de um auto de prisão em flagrante pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança. Segundo as investigações, o furto ocorreu durante uma reunião de negócios na clínica das vítimas, quando o suspeito, que é um profissional especializado em criolipólose, teria aproveitado um momento de descuido para subtrair as pedras preciosas. Parte do material chegou a ser anunciada em plataformas virtuais de venda. A ação foi realizada por equipes do Serviço de Investigação da 12ª Delegacia Territorial de Itapuã, com decisão expedida pela 3ª Vara das Garantias de Salvador. O homem foi conduzido a unidade policial, onde teve a prisão formalizada, e será encaminhado à Polinter, permanecendo à disposição da Justiça.
Copom se reúne nesta terça para definir taxa básica de juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne hoje (16) e nesta quarta-feira para definir em quanto ficará a taxa básica de juros da economia (Selic). Formado pelo presidente do Banco Central (BC) e por seus diretores, o Copom se reúne, por dois dias seguidos, a cada 45 dias. Na reunião anterior, ocorrida nos dias 29 e 30 de julho, o Copom decidiu interromper o ciclo de alta da taxa de juros, mantendo a selic em 15% ao ano, sob a justificativa de que o ambiente externo está mais adverso, por conta das políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos (EUA). A decisão do comitê levou também em conta o fato de a inflação ainda estar acima da meta. De acordo com o BC, a reunião do Copom segue um “processo que procura embasar da melhor forma possível a sua decisão”. Nela, seus integrantes assistem a apresentações técnicas do corpo funcional do BC. Entre os assuntos abordados para a definição da taxa Selic estão evolução e perspectivas das economias brasileira e mundial, condições de liquidez e comportamento dos mercados. As decisões, então, são tomadas levando em conta a situação inflacionária, as contas públicas, a atividade econômica e o cenário externo – tudo tendo como base a avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele associados. Todos os membros do Copom presentes na reunião votam e seus votos são detalhados posteriormente. “As decisões do Copom são tomadas visando que a inflação medida pelo IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] situe-se em linha com a meta definida pelo CMN [Conselho Monetário Nacional”, explica o BC. As atas do Copom são publicadas no prazo de até quatro dias úteis após as reuniões. “Uma vez definida a taxa Selic, o BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião”, explica, em sua página na internet, a autoridade monetária. Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores, entre eles risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. c
Ministro do STF pede explicações sobre escolta que levou Bolsonaro ao hospital
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) que a Polícia Penal do Distrito Federal envie explicações sobre o motivo de não ter sido realizado o “transporte imediato” do ex-presidente Jair Bolsonaro para casa, onde ele cumpre prisão domiciliar, logo após realização de procedimento médico e exames em um hospital de Brasília. De acordo com a decisão, a Polícia Penal terá prazo de 24 horas para dar explicações. “Oficie-se à Polícia Penal do Distrito Federal para que, no prazo de 24 horas, envie aos autos relatório circunstanciado sobre a escolta realizada, com informações do carro que transportou o custodiado, agentes que o acompanharam no quarto e o motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica”, decidiu. Ontem (14), o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, foi escoltado para realização de procedimento médico na pele, no Hospital DF Star, em Brasília. O deslocamento foi autorizado por Moraes, que determinou o retorno imediato da escolta após o atendimento médico. O documento não indicou a suspeita de irregularidade que levou Moraes a tomar a decisão. Ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu parado, atrás de seu médico, que concedeu uma entrevista coletiva para explicar a realização do procedimento e atualizar a situação da saúde do ex-presidente. Enquanto aguardava o término da entrevista, Bolsonaro foi ovacionado por apoiadores que o aguardavam na porta do hospital. Prisão domiciliar No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa de Bolsonaro, que também é monitorado por tornozeleira eletrônica. As medidas foram decretadas após o ministro entender que Bolsonaro usou redes sociais de seus filhos para burlar a proibição de usar esse tipo de mídia, inclusive por intermédio de terceiros.


